Por Suzanne Lie PhD
Em 23 de maio de 2012
Queridos, nós, Mytria/Mytre,
voltamos para continuar nossa
história.
Nós paramos com a chamada de uma pequena voz interior
fazendo cócegas em nossa consciência.
Após um período tão longo de
mudança, estabelecimento, lutas e partidas, nós perdemos quase todo o desejo de
profunda contemplação interior que havia sido nossa tônica.
Agora, com a paz e a
tranquilidade entrando em nossas vidas outra vez, nós estávamos retornando ao
nosso EU.
Mas, quem era essa voz que tantos de nós estávamos ouvindo?
Era o nosso Espírito de um modo mais tangível, ou era uma versão do Eu a
quem nós estávamos retornando?
Alguns de nós estávamos ocupados demais
com a vida cotidiana para colocar muita atenção nestas perguntas.
Por outro
lado, aqueles de expressão feminina e introspectiva, como Mytria, não podiam
ignorar as perguntas ou a voz interior. Portanto, Mytria contará sua história,
pois nós éramos duas pessoas na época. De fato, nós nem tínhamos nos
conhecido.
MYTRIA FALA:
Eu
estava entre aqueles que primeiro se excluíram juntos para nos conectarmos com
nosso Espírito, então, a voz interior não era tão pequena para mim.
De fato,
minha voz interior constantemente me assombrava e não me dava descanso.
Eu não podia dormir e comer somente pela sobrevivência.
Portanto,
fiquei crescentemente cansada e finalmente doente.
Porém, nenhum dos
curadores conseguia determinar a causa da minha
incapacidade de
dormir,
extrema sensibilidade ao alimento,
dores nas juntas,
tonturas e
confusão.
Eles assumiam que isso se dava porque eu estava
exausta e recomendavam que eu voltasse para casa para
descansar.
Entretanto, o sono não vinha.
Eu tossia, virava e mantinha
meus companheiros de casa acordados com minha constante confusão e gemidos.
Finalmente, eles chegaram em mim como uma unidade e sugeriram que eu passasse
algum tempo em algum dos novos Templos que estavam sendo criados.
A
sugestão deles trouxe pela primeira vez a paz interior que eu senti desde que a
voz interior começou a me dar instruções, o que parecia impossível de entender.
Na verdade, só foi depois do momento da sugestão de meu amado amigo que eu
percebi que na realidade eu estava recebendo instruções.
Infelizmente,
essas instruções estavam numa linguagem que eu somente poderia receber como
imagens, metáforas, emoções e pensamentos dissociados.
Talvez um dos Anciões que
estavam estabelecendo os Templos pudesse me ajudar.
Eu já era quase uma adulta,
eu tinha apenas 70 anos dos seus anos (como eu disse, nós vivemos muito mais do
que vocês.)
Passei a maior parte de minha vida numa Nave Estelar, pois
nasci entre dois lares planetários diferentes.
Apesar disso, por eu ter sido
criada com todas as histórias e era naturalmente MUITO empática, eu sentia como
se eu tivesse vivido em cada experiência planetária.
Na verdade, me
disseram que eu estive nelas na época, pois minha vida parecia correr numa
sequência de constante nascimento, morte, nascimento, morte e nascimento de
novo.
Quando criança eu me lembrava dessas vidas tão claramente como me
lembrava do que tinha feito no dia anterior. Porém, quando me tornei uma
adolescente, eu queria criar uma NOVA versão de mim ao invés de viver o que
parecia ser uma longa sequência da mesma versão de vida uma e outra e outra
vez.
Talvez, minha confusão e tontura se dessem por causa de todas as
outras vidas voltando a mim, e todas de uma vez só.
Todas as vidas pareciam
estar me contando a mesma coisa e me levando à mesma destinação.
Porém, eu não
podia entender o que me era dito ou para onde eu estava sendo levada.
Desesperadamente eu precisava de orientação.
Infelizmente, porque nossos
Templos ainda estavam em construção, nós tínhamos que marcar um encontro para
falar com alguém e aguardar por uma abertura.
Não usarei segmentos de anos,
meses ou dias, pois nós contamos o tempo de um modo muito diferente de vocês,
Apenas direi que fui forçada a esperar - e sofrer - pelo que me pareceu um tempo
muito longo.
Porém, meus companheiros de residência deixaram bem claro
que eu era uma influência desagregadora de nossa unidade.
Todos tinham
encontrado suas posições na criação de nossa nova vida e trabalhavam dia e noite
para esse fim. Eu, por outro lado, não havia descoberto que minha voz interior
me orientava e estava cheia de emoções temerosas por causa de minha confusão
interior.
Eu decidi que devia ir para a Natureza e passar meu tempo, sozinha,
nas belas cercanias de nosso novo lar planetário.
Consequentemente, na
manhã seguinte, antes do raiar do sol, apanhei uma pequena "residência
portátil", que era similar às suas "barracas", empacotei alguns alimentos
básicos e uma única panela e parti para os bosques.
Não fazia nenhuma ideia para
onde ia ou o que iria fazer, mas ao deixar minha mensagem para meus companheiros
de residência sobre minha destinação, eu senti um breve, muito breve momento de
paz.
Então parti em silêncio, fechando a porta na minha primeira experiência de
um lar planetário.
Visto que cresci visitando novos planetas, luas e
asteroides, minhas habilidades de sobrevivência em terrenos desconhecidos eram
excelentes.
Nunca pensei por um momento que poderia estar em perigo.
Além disso,
eu sempre tive um apego ao solo de qualquer área que nós visitávamos. De fato,
isto era a minha orientação, junto com os outros, que nos ajudaram a encontrar
este lindo mundo de abundância e paz.
Agora, eu não tinha ideia para
onde ia, por ser uma navegadora nata eu sabia como poderia voltar à nossa
pequena vila quando fosse hora do meu encontro no Templo.
Eu caminhei o
dia inteiro antes de encontrar um local abrigado onde montei minha barraca.
Com
minha casinha montada, sentei-me para comer o alimento que eu tinha embalado.
Eu
trouxera alimento somente para umas poucas refeições, pois não queria tomá-los
de meus queridos amigos. Além disso, eu estava confiante que poderia viver com o
que o solo me daria.
Enquanto eu comia, olhando para o céu cada vez mais
escuro, eu me senti mais calma do que jamais estive desde que minha voz interior
começara a gritar em minha mente. A comida verdadeiramente estava gostosa e eu
saboreei cada bocado. Com toda certeza, isto era um sinal de que eu tinha feito
a escolha certa...
Em oposição, eu despertei na primeira tempestade que
passamos desde que aterrissamos neste planeta.
Despertei agarrando um pequeno
cobertor e percebi que minha casinha tinha sido arrancada e meus utensílios
estavam espalhados por toda parte.
Alguns deles eu nunca encontrei.
Eu
desejei uma aventura, mas tive muito mais do que eu considerei.
Eu sabia bem o
que era ficar numa tempestade, então peguei tudo que pude juntar e fui me
abrigar sob a aba de uma rocha suspensa.
Quando sentei encostada à rocha,
eu pensei.
Caminhei desde antes do amanhecer e somente parei quando escureceu.
Então, fiquei acordada até tarde vendo os novos sistemas solares no céu noturno.
Só podia imaginar que foi por estar tão cansada que não vi nenhum dos sinais de
uma grande tempestade.
E, por que não acordei mais cedo?
Talvez eu tenha vivido
tempo demais numa vila e tenha perdido o contato com a natureza.
Definitivamente
parecia que eu tinha perdido contato comigo mesma.
Visto que as estrelas
agora estavam invisíveis, e elas eram a forma de navegação que eu aprendi na
Nave Estelar, eu tinha de esperar até a tempestade terminar e o céu clarear.
Somente a grande fadiga que havia sofrido por muitas rotações de nossas luas,
pôde permitir que eu caísse no sono no meio de uma tremenda tempestade.
Não sei
quanto eu dormi, se foi realmente dormir, pois minha mente estava vendo que o
que ocorrera até agora estava me iludindo.
Eu me lembro de repetidamente dizer
em meu corpo noturno: "
Eu preciso me lembrar deste
sonho".
Despertei para um dia maravilhosamente claro com esse
pensamento na cabeça.
Porém, eu não conseguia me lembrar do sonho.
Somente tinha
as mesmas imagens disparatadas que me assombravam desde que a voz começara.
Porém, o sonho pareceu colocar essas imagens numa sequência, que - claro - eu
não conseguia me lembrar.
Uma grande luz que banhava meu corpo, secava
minhas roupas e aquecia a pedra, me despertou.
Eu estava recostada na pedra que
me ofereceu abrigo da tempestade quando algo chamou minha atenção. Quando olhei
mais atentamente, eu vi que a rocha brilhava como se um milhão de pequenas
estrelas estivessem integradas nela.
Estive em muitos planetas e vi
muitas paisagens, mas nunca tinha visto uma rocha como esta.
Decidi que, já que
a tempestade me trouxera até aqui, eu ficaria aqui, junto a esta rocha quanto
fosse necessário.
Porém, o que restara de minha comida se fora, então tive de me
lembrar de minhas habilidades empáticas para encontrar água e "saber" o que era
comestível.
Foram estas capacidades inatas que me trouxeram o propósito
na Nave Estelar, um propósito que havia perdido desde que me estabeleci em nosso
novo mundo.
A água foi encontrada, a comida localizada, os céus noturnos
mapeados e eu era - inútil.
Talvez esta seja uma das razões porque passei
por tanta dificuldade.
Não tinha encontrado meu lugar na nossa sociedade.
Eu era jovem demais para servir nos Templos e velha demais para ficar
por aí, que foi o que eu andei fazendo.
Não é surpresa que meus companheiros de
residência tenham se cansado de minha presença.
Com a ideia da minha
incapacidade de encontrar meu "lugar" eu caí no sono - ou foi em uma profunda
meditação?
Nós voltaremos e Mytria continuará sua história.
Mytria/Mytre.
Fonte:
http://suzanneliephd.blogspot.com/
Tradução para os Blogs
SINTESE e DE CORAÇÃO A CORAÇÃO:
Selene -
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