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terça-feira, 27 de agosto de 2013

Titanidas - Téia, Réia, Têmis, Mnemôsine, Febe e Téis.



Zeus - O deus supremo do mundo, o deus por excelência.
Presidia aos fenômenos atmosféricos, recolhia e dispersava as nuvens, comandava as tempestades, criava os relâmpagos e o trovão e lançava a chuva com sua poderosa mão direita, à sua vontade, o raio destruidor; por outro lado mandava chuva benéfica para fecundar a terra e amadurecer os frutos.
Chamado de o pai dos deuses, por que, apesar de ser o caçula de sua divina família, tinha autoridade sobre todos os deuses, dos quais era o chefe reconhecido por todos.
Tinha o supremo governo do mundo e zelava pela ordem e da harmonia que reinava nas coisas.
Depois de ter destronado o sei pai, dividiu com seus irmãos o domínio do mundo.
Morava no Olimpo, quando sacudia a égide, o escudo formidável que lançava relâmpagos explodia a procela.
Casou-se com Hera, porém teve muitos amores.

Hera - Irmã e esposa de Zeus, a mais excelsa das deusas.
A Ilíada a representa como orgulhosa, obstinada, ciumenta e rixosa.
Odiava sobretudo Herácles que procurou diversas vezes matar.
Na guerra de Troiá por ódio dos troianos, devido ao julgamento de Páris, ajudou os gregos.


Hestia - filha de Zeus e Cibele, era a divindade que representava o fogo das lareiras, ou seja, as famílias das cidades e das colônias.
Héstia é relacionada na mitologia romana como a deusa Vesta, sendo muito respeitada por todos os deuses e mortais.
A deusa era cortejada por deuses como Poseidon e Apolo, porém havia jurado manter sua virgindade perante Zeus, que lhe deu a honra de ser venerada em todos os lares e ser incluída em todos os sacrifícios.
Embora Héstia fosse bastante respeitada por todos, sua imagem não gerou muitas expressões artísticas, talvez pela sua serenidade.
Sua imagem era representada como uma mulher jovem, com uma larga túnica e um véu sobre a cabeça e sobre os ombros.

Deméter - É a maior das divindades gregas ligadas à terra produtora; seu nome significa Terra-mãe.
De Zeus teve Perséfone que foi raptada por Hades.
Enraivecida, fez com que a terra se tornasse árida.
Zeus, para aplacá-la, obteve de Hades que Perséfone permanecesse quatro meses nos Infernos, junto com o marido, e oito meses ao lado de sua mãe.
O seu mito em relação a Perséfone teve lugar nos mistérios eleusinos.

Apolo - Filho de Zeus e de Leto, também chamado Febo, irmão gêmeo de Ártemis, nasceu às fraldas do monte Cinto, na ilha de Delos.
É o deus radiante, o deus da luz benéfica.
A lenda mostra-nos Apolo, ainda garoto, combatendo contra o gigante Títio e matando-o, e contra a serpente Píton, monstro saído da terra, que assolava os campos, matando-a também.
Apolo é porém, também concebido como divindade maléfica, executora de vinganças.
Em contraposição, como dá a morte, dá também a vida: é médico, deus da saúde, amigo da juventude bela e forte.
É o inventor da adivinhação, da música e da poesia, condutor das Musas, afasta as desventuras e protege os rebanhos.

Ártemis - Deusas da caça, filha de Zeus e Leto, irmã gêmea de Apolo.
Representava a mais luminosa encarnação da pureza feminina.
Eram-lhe oferecidos sacrifícios humanos em tempos antiquíssimos.
Deusa da Lua, declinava-se, circundada por suas ninfas, vagar de dia pelos bosques à caça de feras, à noite, porém, com o seu pálido raio, mostrava o caminho aos viajores. Quando a Lua, escondida pelas nuvens, tornava-se ameaçadora e incutia medo nos homens, tomava o nome de Hécate.


Atena - Surgiu toda armada do cérebro de Zeus, depois de ter ele engolido seu primeira esposa Métis.
Era o símbolo da inteligência, da guerra justa, da casta mocidade e das artes domésticas e uma das divindades mais veneradas.
Um esplêndido templo, o Partenon, surgia em sua honra na Acrópole de Atenas, a cidade que lhe era particularmente consagrada.
Obra maravilhosa de Ictino e de Calícrates, o Partenon continha uma colossal estátua de ouro dessa deusa, de autoria do famoso escultor Fídias.


Hermes - Filho de Zeus e de Maia, o arauto dos deuses e fiel mensageiro de seu pai, nasceu numa gruta do monte Ciline, na Arcádia.
Lodo que nasceu, fugiu do berço e roubou cinqüenta novilhas do rebanho de Apolo, em seguida, com a casca de uma tartaruga, construiu a primeira lira e com o som deste instrumento aplacou Apolo, enfurecido pelo furto; esse deus acabou por deixar-lhe as novilhas e deu-lhe o caduceu, a vara de ouro, símbolo da paz, n troca da lira.
Zeus deu-lhe o encargo de levar os mortos a Hades, daí o epíteto de Psicompompo. Inventou, além da lira, as letras e os algarismos, fundou os ritos religiosos e introduziu a cultura da oliveira.
Deus dos Sonhos, eram lhe oferecidos sacrifícios de porcos, cordeiros, cabritos...
Seus atributos eram a prudência e a esperteza.
Livrou Ares das correntes dos Aloídas, levou Príamo à tenda de Aquiles e matou Argos, guarda de Io.
Era representado com um jovem ágil e vigoroso, com duas pequenas asas nos pés, um chapéu de abas largas na cabeça e o caduceu nas mãos.

 
Afrodite - A deusa mais popular do Olimpo grego, símbolo do amor e da beleza. Filha de Zeus e de Díone ou, segundo outra versão, nascida da espuma do mar na ilha de Chipre. Acompanhavam-na as Horas, as Graças e as outras divindades personificadoras do amor. Era esposa de Hefesto, porém amou Ares, Hermes, Dioniso, Poseidon e Anquises.
Por seus amores com Ares, foi considerada também como divindade guerreira.
A sede mais antiga de seu culto era a ilha de Chipre.



Hefesto - Deus do fogo, filho de Zeus e Hera. Trabalhava admiravelmente os metais e construiu inúmeros palácios de bronze, além da esplêndida armadura de Aquiles e o cetro e a égide de Zeus.
Segundo uma tradição, nasceu coxo, pelo que sua mãe lançou-o do alto do monte Olimpo, foi recolhido por Tétis e Eurínome, com as quais permaneceu durante nove anos. Voltando ao Olimpo, ao defender Hera contra Zeus, este atirou-o do céu e, precipitando durante um dia inteiro, caiu na ilha de Lemos.
Suas forjas, com vinte foles, foram depois do Olimpo colocadas no Etna, onde tinha os Ciclopes como companheiros de trabalho.
 

Hades - Senhor do reino subterrâneo.
Acreditava-se que, com seu carro, viesse ao mundo para buscar as almas dos mortos. Possuía um capacete que o tornava invisível.
Somente Hades tinha o poder de restituir a vida de um homem, porém, utilizou-se desse poder pouquíssimas vezes e, assim mesmo, a pedido da esposa.
Era o deus das riquezas porque dominava nas profundezas da terra, de onde mandava prosperidade e fertilidade; era considerado um deus benéfico.
 


Poseidon - Depois que os Titãs foram derrotados por Zeus, na divisão do mundo coube-lhe a senhoria do mar e de todas as divindades marinhas.
Tinha um palácio nas profundezas do mar, onde morava com sua esposa Anfiritre e seu filho Tritão.
Sua arma era o tridente, com o qual levantava as ondas fragorosas, que engoliam as naus, e fazia estremecer o solo ou desperdiçar os recifes.
Odiava Ulisses, por ele ter cegado o Ciclope Polifemo, seu filho.
Foi inimigo de Troiá depois que seu rei Laomendonte lhe negou a compensação pela construção das muralhas da cidade, ocasião em que mandou um monstro marinho para devorar Hesíon, filha do rei, que Herácles matou.
Teve com Zeus, numerosos amores, todavia enquanto os filhos de Zeus eram heróis benfeitores, os de Poseidon eram geralmente gigantes malfazejos e violentos.



Ares - Deus da guerra, filho de Zeus e de Hera.
Deleitava-se com a guerra pelo sei lado mais brutal, qual seja a carnificina e o derramamento de sangue. Inimigo da serena luz solar e da calmaria atmosférica, ávido de desordem e de luta.
Ares era detestado pelos outros deuses, o próprio Zeus o odiava.
Tinha como companheiros nas lutas Éris, a discórdia; Deimos e Fobos, o espanto e o terror, e Ênio, a deusa da carnificina na guerra.
Amou Afrodite, da qual teve Harmonia, Eros, Anteros, Deimos e Fobos.





Dioniso - Filho de Zeus e de Sêmele, deus do vinho e do delírio místico.
Em sentido mais geral, representava aquela energia da natureza que, por efeito do calor e da umidade, amadurece os frutos; era, pois, uma divindade benéfica.
De todas as divindades, era a que mais aproximava dos homens.
Teve um nascimento milagroso, com efeito, morrendo-lhe a mãe antes que tivesse o necessário desenvolvimento, foi recolhido pelo pai que o costurou numa de suas coxas e aí o conservou até que o garoto pudesse enfrentar a vida.
Dioniso demonstrou muito cedo sua origem, divina: crescia livre, amante da caça e possuía o estranho poder de amansar as feras mais ferozes.
Um dia, criou a videira e quis dar o vinho a todos os homens; para esse fim, empreendeu numa longa viagem, através de todas as terras, seguido por um cortejo de ninfas, sátiros, bacantes e silenos.
Por onde passavam, os homens tornavam-se felizes.
Na Frígia, concedeu ao rei Midas a faculdade de poder transformar em ouro tudo que tocasse.
Na Trácia, o rei Licurgo tentou dispersas a comitiva: Dioniso indignado, cegou-o.
Em Delos, concedeu às filhas do rei Ânio o poder de mudar a água em vinho.
Casou-se com Ariadne, depois que esta foi abandonada por Teseu; as núpcias foram celebradas com suntuosidade e o casal subiu ao Olimpo sobre um carro puxado por panteras.

 



Divindades Siderais:

Helios - Filho de Hipérion e de Téia, titã por excelência, irmão de Selene e de Éos, personificação do Sol.
Surgia todas as manhãs do Oceano para conduzir o carro do Sol, puxado por cavalos que expeliam fogo pelas narinas.
Penetrava com seus raios em todos os juramentos.
Mais tarde foi confundido com Apolo.
O Colosso de Rodes foi uma estátua lhe consagrada.

 
 
Selene - Deusa da Lua, irmã de Helios e Éos, da família dos Titãs.
Era uma linda deusa, de braços brancos, com longas asas, que percorria o céu sobre um carro para levar aos homens a sua plácida luz.
Amou Endimião e foi, posteriormente, identificada com Ártemis.

Eos - A Deusa do amanhecer que todas as manhãs antecede o seu irmão Hélios e com os seus dedos rosados afasta a escuridão e a neblina matinal e anuncia a chegada do irmão. Depois acompanha o irmão no seu percurso.
Isto fê-la ser identificada, e mais tarde fundida, com Hemera, a Deusa do Dia, sendo Hemera usado como seu epíteto.
 
Finalmente, anuncia a chegada do seu irmão ao Oceano, assemelhando-se a Hespéride, sendo a última a desaparecer no céu, o pôr-do-sol.
Eos cavalga vestida de açafrão, o seu carro puxado pelos cavalos Lampos e Faetonte.
 
Ela é a Deusa alada filha de Hipérion e Theia, irmã de Hélios, carregador do Sol, e Selene, a Lua. É
 a mãe dos Ventos e das Estrelas, entre muitos outros filhos resultantes das suas inúmeras paixões.
De fato, Afrodite persegue-a e amaldiçoou-a, fazendo-a apaixonar-se por muitos mortais.

A zanga de Afrodite resulta de um dia ter encontrado a Deusa no leito com Ares.
Primeiro Oríon, depois Céfalo, Clito, Ganimedes...
No entanto é casada com o titã Astreu e foi com ele que teve os Ventos e as Estrelas.
 
Quando raptou Ganimedes, raptou também o irmão Títon.
Depois Zeus roubou-lhe Ganimedes e ela pediu então que o Deus concedesse a imortalidade a Títon.
Esqueceu-se, no entanto, de pedir a juventude eterna e Títon foi envelhecendo cada vez mais e Eos acabou por o trancar no quarto, onde ele se transformou numa cigarra.
Já a irmã, Selene, não se esqueceu de pedir a juventude eterna para Endímion, um dos seus amantes, mas este foi colocado num sono eterno.

 
Boreas - Filho de Astreu e de Éos, deus dos ventos do norte, morava na Trácia.
Pertencia à raça dos Titãs e era irmão de Zéfiro, Euro e Noto.
Raptou Orítia, com a qual casou e que lhe deu os filhos Calais e Zetes.
 
Bóreas, que significa vento do norte ou devorador, era na mitologia grega o deus do vento frio do norte que trazia o inverno.
Bóreas era muito forte e tinha um violento caráter.
Com frequência era representado como um idoso alado com cabelo e barbas longas vestindo uma túnica de nuvens.
Para os romanos era o deus Aquilo.
Os gregos achavam que seu lar estava em Tracia e descrevem uma terra ao norte chamada Hiperbórea que significa "para além de Bóreas".
Nessa terra, as pessoas viviam em completa felicidade até idades extraordinariamente longas.
 
Boreas, Zéfiro, Euro e Noto eram filhos de Astreo e de Eos.
Bóreas se apaixonou por Oritía, uma princesa ateniense.
Apesar de tentar conquistá-la, Oritía não deu-lhe atenção.
Voltando ao seu temperamento violento, Bóreas a raptou enquanto ela dançava nas margens do rio.
Bóreas levou-a numa nuvem de vento até a Tracia e teve com ela dois filhos: Zetes e Calais, e duas filhas, Quíone e Cleopatra.
Desde então, os atenienses viam a Bóreas como um parente político.
Quando Atenas foi ameaçada pelos persas, os atenienses clamaram por Bóreas que lançou ventos fortes fazendo afundar 400 barcos persas.
Por isso, os atenienses construiram um altar dedicado a Boreas junto ao Rio Iliso.


Zéfiro - Zéfiro, o vento Oeste, era irmão de Bóreas e habitava na Trácia.
A lenda descreve-o como um vento primitivamente violento, que destruía tudo com o seu sopro indomável: arrasava plantações, provocava naufrágios, causava grandes danos aos homens mas uma grande paixão o fez mudar.
A súbita paixão de Zéfiro por Clóris - chamada de Flora pelos romanos - transformou o caráter mitológico do vento dando-lhe uma versão benéfica.
Clóris era a rainha da primavera e era quem espalhava a beleza das flores ao mundo, dando-lhes as cores e o perfume.
O contraste com Zéfiro, o vento que destruía a beleza das flores, fez com que Cloris o rejeitasse.
Mas o amor de Zéfiro era sincero, pleno e construtivo.
Para conquistar Clóris, ele transformou a sua personalidade tempestuosa e destrutiva, tornando-se um vento suave que soprava lentamente para não danificar a beleza criada por sua amada.
Representado na forma de um jovem com asas que anunciava a primavera e o renascer das plantas, Zéfiro e Clóris tiveram um filho, Carpo - o fruto.
 
 
Eolo - Rei dos ventos, às vezes identificado com o filho de Poseidon e Arne.
Morador das ilhas Eólias, acolheu amigavelmente Ulisses e seus companheiros e deu-lhes um odre em que estavam encerrados todos os ventos contrários à navegação Ítaca.
Os companheiros de Ulisses, por curiosidade, abriram-no e os ventos desencadearam uma terrível tempestade que causou o naufrágio de quase toda a frota.
Divindades das Águas.


Nereu - Velho deus marinho, filho do Ponto e de Géia tinha o dom da profecia e a faculdade de tomar várias formas.
Era representado com os cabelos, sobrancelhas, queixo e peito cobertos por juncos marinhos e por folhas de plantas similares.


Proteu - Pastor das focas de Poseidon.
Morava numa ilha próxima ao Egito e tinha o poder de metamorfosear-se em todas as formas que desejasse, não só de animais, mas também de plantas e de elementos, com a água e o fogo.
Segundo Eurípedes, Proteu foi rei da ilha de Faros e, casando-se com Psâmate, teve os filhos Idoteu e Teoclímenes.

Ninfas - Filhas de Zeus, representavam as forças elementares da natureza.
Moravam nos montes, nos bosques, nas fontes, nos rios, nas grutas, das quais eram potências benéficas.
Viviam livres e independentes, plantavam árvores e eram de grande utilidade aos homems.
Dividiam-se em Oceânides, Nereidas, Náiades, Oréades, Napéias, Alseidas, Dríades e Hamadríades.


 
 

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

VIDA E ORAÇÃO DE SÃO JOSÉ CALAZANS

 


25 DE AGOSTO


Nasceu em 11 de setembro de 1556 em Peralta, Barbastro, Aragon, Espanha, no castelo de seu pai.
Mais novo de cinco filhos de Dom Pedro Calazans e Donna Maria Gastónia.


Sua mãe e um irmão morreram quando estava ainda na escola. Estudou em Estadilla, na Universidade de Lereda, em Valença, e em Alcala de Henares. Graduou-se em Leis canônicas e em Teologia.

Seu pai desejava que ele fosse um soldado, casasse e constituísse família.

Mas uma doença muito grave em 1582 fez com que José examinasse seriamente sua vida, e sentisse uma chamada à vida religiosa.

Ordenado em 17 de dezembro de 1583.


Pároco em Albarracin.

Secretário do Bispo e confessor, examinador e procurador, notável pregador, religioso muito zeloso implantou maior disciplina no clero da região.

Vigário Geral em Templo, Espanha.

Depois de uma visão, doou grande parte de sua herança e renunciou ao restante e viajou para Roma em 1592.

Trabalhou com Ascanio, Cardeal de Colonha como conselheiro teológico e espiritual do cardeal e trabalhou diretamente com as vitimas da praga de 1595.

Milagrosamente não contraiu a terrível doença.

Membro da Confraria para a Doutrina Cristã, tentou colocar as crianças pobres e desabrigadas na escola.


Os professores mal pagos se recusaram a trabalhar com estudantes novos sem aumento do salário.

 Assim em novembro de 1597 José e mais dois companheiros fundaram uma pequena escola para crianças pobres.

Em breve ele supervisionava diversos professores e centenas de alunos.

Em 1602 eles reorganizaram o ensino na comunidade e mudaram para o Palácio de Torres com muito mais salas.


Em 1621 a comunidade foi reconhecida como a Ordem religiosa “La Sciole Pio” e José foi indicado como superior da Ordem: “Os Piaristas”

A comunidade encontrou muitos obstáculos: a amizade de José com o astrônomo Galileu provocou certos problemas com alguns bispos da Igreja.

Alguns governantes objetavam que educar os pobres poderia provocar agitação futura.

Outras Ordens que trabalharam com os pobres ficaram receosas de serem absorvidas pelos Piaristas.

Mas o grupo continuava tendo a aprovação papal e continuava a fazer o seu extraordinário trabalho.

Já idoso, José viu sua Ordem ser quase extinta.


Foi acusado de incompetente pelo Padre Mario Sozzi que foi escolhido como novo Superior.

Quando Sozzi morreu em 1643 foi substituído pelo Padre Cherubino que seguiu o mesmo curso de Sozzi, quase acabando com a Ordem.

Felizmente uma comissão papal examinou José e o liberou das acusações e o reinstalou como a Superior da Ordem em 1645.

Mas os problemas continuaram, e em 1646 o Papa Inocêncio X dissolveu a Ordem e colocou os padres sob a jurisdição dos bispos locais.

Os Piaristas se reorganizaram em 1656, oito anos após a morte de José.


Foram restaurados os trabalhos como Ordem Religiosa em 1669 e seu bom trabalho continua até os dias de hoje.

São José Calazans faleceu no dia 25 de agosto de 1648, aos noventa anos, em Roma de causas naturais e foi enterrado em São Pantaleone, Roma.

Beatificado em 18 de agosto de 1748 Pelo Papa Benedito XIV e canonizado em 16 de junho de 1767 pelo Papa Clemente XIII.

É padroeiro das escolas de crianças, escolas para pobres e estudantes pobres. 
Sua festa é celebrada no dia 25 de agosto.



FONTE:http://www.santoprotetor.com

ORAÇÃO

São José Calasanz, com a permissão de Deus Pai e em nome de Nosso Senhor Jesus Cristo, proteja nossas crianças carentes e marginalizadas que muitas vezes clamam pelo pão que mata a fome, o pão da educação, do amor, da ternura e do afeto, fazendo com que todos nós tenhamos vontade de ajudar e colaborar.
Que assim seja.

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

O mágico filme "Casablanca"



Cartaz de Casablanca


A fórmula de Casablanca é absolutamente simples: é magnífico na sua concepção.
Começa com um roteiro perfeito, irretocável, contendo todos os elementos do cinema clássico e ainda traz à tela um variado leque de personagens, em torno dos quais gira uma mistura de assuntos variados.
Neste filme, é possível ver um pouco de cada coisa: abordagens política, música inesquecível, paixão que envolve os dois principais personagens, romance, o ambiente da guerra mundial, heroísmo, mistério e intriga.
Tem de tudo.


O triângulo amoroso mais famoso do cinema


Poucos filmes são tão bem conectados ao tempo em que foram produzidos, como este.
Rodado em pleno ambiente da Segunda Guerra Mundial, numa época em que ninguém tinha a menor ideia de quem seriam os vencedores daquele louco conflito e, principalmente, sem conhecer todos os malefícios de seus resultados para o mundo, o filme é o grande marco da Idade de Ouro do cinema americano.


Cena do surpreendente final do maior romance do cinema


A direção é absolutamente consistente, muito segura e consegue prender a atenção da platéia até o seu final.
Casablanca apresenta, ainda, um ótimo design de produção, uma belíssima fotografia em preto e branco e aindiscutível e fabulosa trilha sonora.
É impossível esquecer a canção As Time Goes By, que foi gravada pela maioria dos grandes cantores e músicos americanos.
O elenco é outro ponto forte do filme.

Humphrey Bogart, uma das lendas de Hollywood, podemos dizer, seguramente, que tem neste filme o maior papel de sua carreira: interpretando o cínico, inescrupuloso, mas também nobre e generoso Rick. Mais do que ele, temos neste filme a belíssima e talentosa Ingrid Bergman, que consegue manter uma química inesquecível com o astro.
Os atores coadjuvantes também oferecem uma magnífica contribuição para o sucesso do filme, com as ótimas atuações de Claude Rains, Conrad Veidt, Paul Henreid, Peter Lorre, Sydney Greenstreet, S. Z. Sakall, além da marcante participação de Dooley Wilson como Sam.


Casablanca


Impossível não se lembrar do olhar expressivo de Ingrid Bergman cantarolando As Time Goes By, ao lado do piano, com seu broche reluzente e aura apaixonada no personagem de Ilsa.
Não deixem de assistir o vídeo abaixo:

http://www.youtube.com/watch?v=7vThuwa5RZU


http://www.paulocannizzaro.com.br

Les Choristes"


Les Choristes, 2004.

Esse é um daqueles filmes que a gente não tem muito como descrevê-lo, pois para compreender a beleza desta obra, é necessário assisti-lo.

A história do filme é muito simples.
Para impor a sua autoridade a crianças muito turbulentas, sempre sujeitas ao autoritarismo de uma escola e do diretor do estabelecimento, um professor, o senhor Clément Mathieu, tentará despertá-las para a música e para o canto, criando um coral fabuloso de crianças.

Filme francês de 2004, dirigido por Christophe Barratier, com a magnífica e esplendorosa trilha sonora de Bruno Coulais.
Imperdível mesmo.
No elenco, é possível ver, na época, o garoto Jean-Baptiste Maunier com sua maravilhosa e angelical voz. Irretocável, emocionante.
O filme, o CD, o vídeo, o DVD, o concerto... é tudo tão imperdível.

Você vai se emocionar vendo este filme.
Tudo é feito com tanta singeleza e sensibilidade.
Várias situações e passagens do filme são inteligentíssimas, outras vezes pitorescas.
A ternura da música é mesmo maravilhosa, os coros, os solos, os versos das canções, as vozes lindas de todo o coral fazem qualquer um se emocionar mesmo.

A cena, por exemplo, do professor saindo da escola com os garotos jogando bilhetes pela janela, ao som de uma linda música ao fundo é de excepcional sensibilidade, simplesmente inesquecível.

"Les Choristes" tornou-se um verdadeiro sucesso de bilheteria, sendo um dos filmes mais vistos nos últimos anos.
Um filme que encantou o mundo.
Foi ainda nomeado para o Oscar de melhor filme estrangeiro e de melhor canção original.
O filme fez tanto sucesso que o elenco saiu em turnê e gravou um concerto em DVD.

Ouça e fique encantado ouvindo “La nuit”:

http://www.youtube.com/watch?v=dQg-3wkzJ3s


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Doutor Jivago, o grande filme de David Lean


 
Cartaz de divulgação de "Doutor Zhivago", de 1965.


Filme norte americano, do gênero drama épico, guerra e romance, dirigido por David Lean em 1965, magistralmente.
O filme é baseado no romance de Boris Pasternak, de mesmo título.

A Revolução Russa de 1917 serve de cenário para esta história de amor entre Jivago, um jovem médico aristocrata, e Lara, uma enfermeira plebeia.
Lara é filha de uma costureira russa que, viúva, apenas consegue sustentar a casa em que ambas moram graças ao dinheiro que lhe é dado periodicamente por Victor Komarovsky, um importante e inescrupuloso expoente da sociedade local.
Apesar de Victor e a viúva manterem um relacionamento "secreto", o homem se encanta pela beleza da doce Lara, que contava com apenas 17 anos quando ambos se beijaram pela primeira vez na volta de uma festa.

Apesar da relação vexatória mantida entre Lara e Victor, Pascha Strelnikoff, jovem romântico e revolucionário, apaixona-se pela menina e começa a namorá-la.
Enquanto a relação de Lara e Victor mostra-se destrutiva (a mãe de Lara, ao descobrir o relacionamento, tenta se matar), o namoro de Pascha e a moça se mostra uma saída sensata para ela no meio dessa confusão, pois o moço a pede em casamento e ela aceita.

Ao saber do pedido, Victor discute com Lara e a violenta, chamando-a em seguida de "vagabunda". Lara descontrola-se e invade uma festa de Natal na alta sociedade russa para tentar matar, sem sucesso, o ex-amante.
Jivago, que já havia visto Lara ao salvar sua mãe do suicídio, estava presente na festa com sua noiva, Tonya, e fica surpreso com a atitude e coragem da jovem.

Apesar da impressão deixada, eles só se encontram anos mais tarde, ao serem voluntários (médico e enfermeira, respectivamente) na Primeira Guerra Mundial.
A esta altura, Jivago está casado e tem um filho com Tonya, enquanto Lara procura seu marido Pascha, que sumiu durante uma missão na Guerra.

Por passarem seis meses juntos em uma situação tão adversa, a aproximação dos dois é inevitável.


Jivago (Omar Sharif), Tonya (Geraldine Chaplin) e Lara (Julie Christie), em cena.

Com o fim da Guerra, Jivago e Lara voltam para suas famílias e perdem o contato.
Ao voltar para casa, Jivago se depara com a decadência da alta sociedade russa e decide fugir para o interior com sua esposa, filho e sogro.
E ai desenrola-se a história de encontros e desencontros.

Um lindíssimo filme, verdadeira obra-prima, com uma trilha sonora belíssima.
Um clássico que não pode deixar de ser visto por quem aprecia a sétima arte.



Elenco de "Doutor Jivago" no set de filmagem, nas belíssimas paisagens russas.
Filme que não foi exibido na própria Rússia até 1994 e que teve as paisagens russas recriadas na Espanha.
Feito para ser um filme colossal, seu orçamento para a época foi nunca antes visto: US$ 15 milhões.


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A mulher faz o homem



Cartaz original do filme, em 1939


Baseado numa história de Lewis R. Foster, este é, sem dúvida, mais um dos autênticos filmes do genial Capra.
A Mulher Faz o Homem é um dos melhores filmes de todos os tempos, um daqueles que a gente assiste e nunca mais consegue esquecer, sobretudo pela estupenda atuação de James Stewart.

A produção e direção do grande cineasta Frank Capra é impressionantemente irretocável.

O filme é uma gostosa comédia dramática que trata da corrupção, do mau uso da vida pública na política por parte de alguns senadores e da grandeza daqueles que a ela resistem.

Em certos trechos do filme, parece que a gente está assistindo ao próprio cenário atual na política brasileira e, neste aspecto, é curioso como este filme parece ser tão atual, mesmo sendo de 1939.

A MULHER FAZ O HOMEM



SINOPSE:


Jefferson Smith é um inocente homem do interior que é levado a Washington por um grupo de políticos para se tornar senador dos Estados Unidos da América.
Eles o querem transformar em uma marionete a serviço de seus interesses.
Aos poucos, o homem vai percebendo o ambiente corrupto em que agora convive.
Um ambiente capaz de destruir todos os valores pelo que sempre acreditou em relação à bondade e ao caráter dos gestores de seu país.
A trama mostra uma clássica luta entre o bem e o mal, entre a correção e a honestidade e os confrontos com os que se utilizam de um cargo público para usufruir de interesses escusos.


Cena em Mr.Smith goes to Washington

Capra é um gênio nesta abordagem.
Traz-nos neste belo filme a mensagem que é possível ser correto e honesto e defender tais princípios. Embora se trate de uma produção de 1939, A Mulher Faz o Homem é um daqueles filmes que seguramente nunca vão envelhecer.
Ele continua carregando uma mensagem bem atual, porque é assim que vivemos todos os dias: assistindo em palcos políticos a deturpação dos homens públicos.

O trabalho de Capra é perfeito.
Aliás, o filme é magnífico em quase todos os aspectos, o que justifica as onze indicações ao Oscar por ele recebidas na ocasião. Indicado ao Oscar de Melhor Ator, James Stewart foi muito injustiçado, de certa forma, pela Academia, ao perder a estatueta para Robert Donat e sua boa atuação em Adeus, Mr.Chips.
É verdade que Donat esteve impecável neste filme, reproduzindo um professor que dedica toda a sua vida ao ensino, mas não poderia ter vencido Stewart.

Não se pode esquecer ainda os papéis maravilhosos dos atores Claude Rains, Thomas Mitchell, Jean Arthur e Harry Carey.


James Stewart e Jean Arthur em A Mulher Faz o Homem



Filmagem de A Mulher Faz o Homem


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"Yentl"



Cartaz do filme: "Nada é impossível"


Um pouco sobre o filme: “Yentl” é, na sua origem, uma peça de teatro de 1975, escrita por Leah Napolin e o grande escritor judeu Isaac Bashevis Singer, sendo o filme gravado em 1983.

Na Polônia, Yentl Mendel é a única filha do viúvo Rebbe Mendel, que ensina o Talmude das leis judaicas para os garotos de sua vila e secretamente para Yentl.

O maior sonho de Yentl sempre fora estudar as escrituras sagradas, mas nessa época, as mulheres não tinham permissão de adquirir esse conhecimento.

Quando seu pai morre repentinamente, Yentl fica completamente só.

Ela então toma a decisão de sair da vila e disfarçada de um garoto e passa num curso Yeshiva para estudar os textos, tradições e complexidades do Talmude.

Yentl, como um homem, começa uma amizade com Avigdor, que é noivo de Hadass, porém os pais de Hadass terminam com o noivado e Yentl fica na estranha posição de 'noivo-substituto' para Hadass.


Yentl se transformando em Anshel

Naturalmente, não temos como contar o final do filme, somente que vale a pena assisti-lo.
Yentl foi a grande estreia de Barbra Streisand na direção de um filme, assumindo pela primeira vez também o papel de atriz, produtora e roteirista da adaptação.
Yentl recebeu quatro indicações ao Oscar e levou o de melhor roteiro adaptado e melhor canção original.


Barbra Streisand durante as gravações

O filme foi duramente criticado pelo escritor Isaac Singer, que teve seu roteiro rejeitado por Streisand para o filme.

Em um artigo para o The New York Times ele disse que quando leu o novo script e viu o filme entendeu que ela não poderia ter aceitado a sua versão, já que Yentl não ficava em cena do começo ao fim: “Devo dizer que a Srta. Streisand foi muito indulgente consigo mesma.

O resultado é que a Srta. Streisand esteve sempre presente, enquanto a pobre Yentl esteve ausente.” No filme, Streisand está presente em quase todas as cenas.

Outra crítica apontada por muitos especialistas foi a fraca caracterização de Yentl como homem. Eu, no entanto, acho o filme irretocável.

A obra também contou uma produção primorosa, recriando o leste Europeu do início do século XX e com uma imensa riqueza de detalhes.

Barbra contou em uma entrevista a Larry King que usou objetos originais de época para compor os cenários, emprestados pelos moradores.

Perfeccionista ao extremo, ela conseguiu criar uma obra que chama a atenção pela história, interpretação, música e visual.

Um filme emocionante.

A produção trata também sobre o amor, a amizade e o feminismo, movimento crescente na década de 80, tornando notório seu público alvo: mais um filme para inspirar as mulheres na busca por direitos iguais.

Além de tudo isso, temos as maravilhosas músicas de Michel Legrand, Alan Bergman e Marilyn Bergman e a voz de Barbra Streisand para interpretá-las.

“Papa Can You Hear Me?”, a inesquecível música de Yentl, é considerada a melhor interpretação na carreira de Streisand, quando ela conversa com o seu falecido pai.

É uma música linda e muito forte.


Flor do Deserto" e o forte relato da vida de Waris Dirie




Waris Dirie atuando como modelo


Flor do Deserto, filme baseado no livro bestseller de Waris Dirie de mesmo nome.

Na língua nativa da modelo da Somália Waris Dirie, que ficou em seguida conhecida no mundo todo como modelo, o seu próprio nome significa flor de deserto, que é também o nome deste filme.

O filme retrata a história verídica da supermodelo Waris Dirie.

Nascida na Somália em 1965, no seio de uma tribo em péssimas condições de vida, foi aos 13 anos de idade vendida pela família para casar com um homem de 60 anos.

Alegava sua mãe, mesmo sob a indignação da garota, que o tal homem havia oferecido um bom dinheiro por ela. Inconformada com este destino, ela foge da tribo e dos pais, mesmo deixando suas memórias e tradições.

Essa corajosa mulher atravessa inacreditavelmente todo o deserto somali durante vários dias, submetida a todos os sacrifícios de uma viagem desesperada, conseguindo chegar a cidade de Mogadíscio, onde sua avó a acolhe.

Ela, então, é enviada para Londres. Já na Inglaterra, foi faxineira na Embaixada da Somália.

Quando quase é deportada com passaporte vencido, casa com um zelador inglês para ter visto de permanência.

A linda modelo foi descoberta pelo famoso fotógrafo Terry Donaldson, enquanto trabalhava em uma lanchonete, que começa a produzi-la junto às agências de modelos.

A partir daí, sua vida muda radicalmente: ela se transforma numa modelo internacional, mudando totalmente a sua condição de vida pessoal.

No auge de sua carreira, ela revela ao mundo que fora vítima de excisão feminina aos três anos de idade, iniciando, então, uma luta contra esta tradição, tornando-se embaixadora da ONU.



Cena do filme "Flor do Deserto", 2009.


Livro que deu origem ao filme

O filme é uma autobiografia, que em 1998, se tornou um bestseller em todo o mundo.
Waris escreveu alguns livros sobre suas vivências.

Segundo estimativas da Organização das Nações Unidas, a cada 11 segundos, uma criança sofre mutilação genital feminina em alguma parte do mundo.
São cerca de 3 milhões de mulheres em um ano.

Práticas efetuadas com facas, navalhas, vidros afiados, tesouras, um absurdo. Waristornou-se, com sua Fundação Waris Dirie, um nome na luta contra FGM (Female Genital Mutilation).

Olhado apenas como filme, ele tem limitações importantes na construção de alguns personagens, que parecem mal ambientados no enredo e que não agregam nada importante no contexto da narrativa.

No entanto, vale apenas conferir este filme, pelo relato forte daquela que se tornou uma das modelos mais conhecidas do universo da moda e, sobretudo, pelas cenas finais.

"A mutilação feminina não possui aspectos culturais, religiosos ou de tradição.
É um crime que precisa de justiça".

(Waris Dirie)

Para quem quiser conhecer mais sobre o trabalho da Fundação:
http://www.desertflowerfoundation.org/en/


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Advinhe quem vem para jantar", 1967

Spencer Tracy eKatherine Hepburn, que foi premiada com o Oscar por mais uma de suas atuações, estão inesquecíveis como os atônitos pais, num filme que se converteu num marco importante no cinema sobre as polêmicas de miscigenação racial no casamento na sociedade americana.

Joanna (Katherine Houghton), a bela filha de um editor liberal, Matthew Drayton (Tracy) e sua esposa aristocrata Cristina (Hepburn), retorna para casa com seu novo namorado John Prentice (Sidney Poitier), um ilustre médico negro.


A família da noiva reunida ao conhecer o namorado da filha.
Cena de "Advinhe quem vem para jantar".


Cristina aceita a decisão da filha de se casar com John, mas seu pai está chocado com essa união inter-racial; bem como os pais do médico.

Para acertar as coisas, ambas as famílias devem sentar-se frente a frente e examinar os seus níveis de intolerância.

Neste filme, o diretor Stanley Kramer criou um estudo dos preconceitos sociais.

Podia ser um filme comum como qualquer outro que tratou destas questões, mas, apesar disto, o filme chega numa época em que o tema era a pauta de discussão da sociedade estadunidense, extremamente dividida de opiniões em diferentes partes do país.


A família de Prentice também demonstra resistência a idéia do casamento inter-racial.
Cena de "Advinhe quem vem para jantar".

As grandes surpresas que este filme iria provocar foram diversas.

Logo no final das filmagens uma enorme comoção aconteceu pela morte de Spencer Tracy.

Na mesma época, o filme ganhou outro empurrão: Margaret Rusk, de 18 anos, se casa com Guy Smith, de 22 anos.

Rusk era branca, já Smith era negro e o pai dela nada mais era do que o Secretário dos Estados Unidos da América.

Ao tomar conhecimento disto, Dean Rusk vai ao Presidente Lyndon Johnson e diz preferir renunciar ao cargo para não expor o governo a uma vergonha desta, mas dizendo que acompanharia sua filha no altar.


Presidente John F. Kennedy com Dean Rusk, que era conhecido como o "Homem de Kennedy".

O casamento de Margaret Rusk e Smith aconteceu mesmo com esta surpresa da sociedade americana, e teve ampla repercussão, saindo na capa da revista Time.

O casamento levou a questão do matrimônio inter-racial ao centro da discussão da questão racial nos Estados Unidos, com os artigos e editoriais se concentrando na reflexão como e onde esses casais poderiam viver e o que as crianças mestiças seriam submetidas e obrigadas a suportar.


Capa da Revista Time com o casamento de Rusk e Smith, em 1967.


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My Fair Lady e os encantos de Audrey Hepburn

My Fair Lady, uma produção de 1964 que conta a história de Eliza Doolitle (interpretada por Audrey Hepburn), uma simples florista de rua que não sabe falar muito bem.
O intelectual professor de fonética Henry Higgins promete (e aposta com seu amigo Pickering), então, transformar a jovem moça em uma verdadeira dama da alta sociedade.


Cartaz de divulgação de My Fair Lady, 1964



Rex Harrisson (Higgins) e Wilfrid Hyde-White (Pickering) em cena em My Fair Lady.


A maravilhosa química entre Rex Harisson e Audrey Hepburn foi, inegavelmente, a responsável pelo sucesso do filme.
Este filme é de uma delicadeza e beleza ímpar.
Tudo é simplesmente perfeito e harmonioso.
Impossível não ser cativado pelos encantos da inocente Eliza Doolitle.


Audrey Hepburn como Eliza Doolitlle.


O papel, inicialmente, iria para Julie Andrews, que interpretava a florista no teatro em Londres.
No entanto, Andrews não tinha experiência no cinema.

Tecnicamente, My Fair Lady inovou pela cartela de cores que utilizou em absolutamente todas as cenas.
O filme tem uma combinação de cor impecável, como uma belíssima pintura contínua, sendo uma verdadeira obra de arte.

Além disso, o filme é maravilhoso em todas as suas músicas.

Ganhador de oito Oscars, incluindo melhor filme e direção.
My Fair Lady é um conto de fadas, um filme absolutamente leve, agradável e engraçado.

O filme, infelizmente, só tem um único defeito: três horas de duração são muito pouco!

Abaixo, vocês podem ver a encantadora cena que comentei (“I Could’ve Danced All Night”)

http://www.youtube.com/watch?v=7Ezy50aY6Bg


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