segunda-feira, 7 de junho de 2010

Lao Tze



Lao Tzu
Lao Zi ( também escrito e pronunciado Laozi, Lao Tzu, um famoso filósofo chinês que viveu aproximadamente no Século VII a.C., durante as Cem Escolas de Pensamento e o Período dos Reinos Combatentes.
A ele é atribuída a autoria de uma das obras fundamentais do Taoísmo: o Tao Te Ching .
Alguns consideram Lao Zi um personagem mítico, no limite das lendas.
Seu nome quer dizer "O velho", ou "velho Mestre". Uma lenda conta que ele nasceu com a aparência de um velho, por isto teria recebido este nome.
Muitos consideram que esta lenda pode ser interpretada como uma metáfora sobre a antiguidade do taoísmo, fundamentado em conceitos filosóficos tradicionais anteriores à própria redação do Tao Te Ching.



Biografia:
As poucas indicações que possuímos dele provêm de um historiador chinês chamado Tsu Ma Cheng, que publicou suas memórias entre os anos 99-90 a.C. De acordo com estas, Lao Tzu haveria nascido no ano 570 a. C. no reino de Tcheno qual pertencia a nobre família dos Lao Che.

Os filósofos chineses designam ao Taoísmo e ao Confucionismo, uma origem anterior ao que em geral se admite no Ocidente.
As obras de Lao Tzu encontram-se parcialmente inspirado no livro das Mutações chamado I Ching sendo este considerado como a essência do pensamento da cultura e da sociologia da China antiga.

Historicamente se sabe muito pouco sobre a vida desse Mestre e, na opinião de alguns estudiosos, absolutamente nada, mas como fontes gerais de informações se menciona o Shi Chih de Tze machien, o Tao Teh Ching recopilado por Yin Si, o Lien Hgien Chuen de Koo Hung (século IV), o livro da Ascensão ao Oeste.

Mitologicamente conta-se o nascimento de LAO TZU de uma forma totalmente anormal, para nosso entender racional e especulador.
Teve um nascimento extraordinário ao existir no ventre de sua mãe durante 72 anos.
Havendo ela alcançado a idade de 161 anos, sentou-se para repousar em uma cerejeira. Estando o sol ao zênite, emanou um ovo de cinco cores do tamanho de uma pérola (símbolo chinês da longa vida), que penetrou a boca da anciã a qual deu a luz a um menino-ancião e barbado, o qual disse à sua mãe : "desta árvore tomarei meu nome.
" Assim, o mito quer dizer que seu apelido Li-Er não apenas seja traduzido como orelhas compridas (ou que escuta muito) como também, orelhas de cereja (Li= Cereja).
Quando o povo soube de tão estranho nascimento, acreditaram que o menino ancião era um demônio (segundo alguns um Dragão, símbolo de sabedoria) e queriam matá-lo, mas um certo homem chamado Lin Poi o salvou.


Algumas versões taoístas mencionam este enigmático personagem como uma grande alquimista ou uma mago, e outros como próprio Pai de Lao Tzu. Entretanto, este mito é a única versão que se refere ao LAO TZU e sua vida. Podemos dizer a grasso modo que todo nascimento narrado dessa forma fantástica, como nascimento do Menino Jesus e o nascimento de Sidarta Gautama, o Buda, é simplesmente uma forma de encobrir o verdadeiro nascimento de um ser que de humano, só tem o corpo.
A única forma em que o povo chega a compreender estes nascimentos é através de mitos e lendas, cobertas por um ar de mistério, a fim de que a imagem de tão elevado ser não seja algo de todo o tipo de formas negativas, desde os planos sutis até os planos mais materiais.
Semelhante ao menino Jesus, Lao Tzu, também foi perseguido e trataram de eliminá-lo fisicamente, a fim de não permitir, que se manifestassem entre os homens um novo ser espiritual.
Havendo nascido o menino-ancião, diz-se que em nove dias trocou de forma, nove vezes, até aparecer como um homenzinho velho, vestido com as vestimentas dos filósofos.

Trataremos de dar uma explicação sobre todo este mito a fim de que possa ser mais bem entendido seu símbolo.
Quando na China fala-se que o menino é velho, estão dando caráter de que ele não tem mais nada que aprender neste mundo; igualmente na Índia, o fato de ter os olhos pequenos e as orelhas grandes como o elefante simboliza que não se necessita olhar nada, porém que se escuta muito (símbolo este do homem sábio).

Lao Tzu também tinha as orelhas grandes, seu nome poderia ser traduzido como velho mestre ou velho filósofo; grande solitário que vagava pelos bosques desertos e evitava todos os contatos com as outras pessoas.
Conta-se que em umas de suas caminhadas encontrou-se como famosíssimo mago Tei Yih Yuen Chuen o qual lhe mostrou as artes mágicas e alquímicas.

O ovo do tamanho de uma pérola, proveniente do Sol, (quando este está no seu apogeu), nos mostra uma clara alusão de qualidade de um ser tipicamente Solar, assim como aparece em toda a grande civilização um governante, descendente direto de um casal mitológico onde o Sol ocupa proeminentemente a posição central.

A fecundação de sua mãe é idêntica à fecundação de Maria, a mãe de Jesus.
Os cristãos falam do Espírito Santo (energia pura emanando mais alto, ou seja, a fonte de vida e de luz que pode ser o Sol Espiritual, sede da mais elevada consciência planetária).

Os Taoístas falam que a mãe o teve 72 anos dentro de seu ventre.
Que ele nasceu velho; ora o menino Jesus com menos de 12 anos já discutia com os sábios daquele tempo, também era velho.
Na verdade o nascimento de uma pessoa não se dá somente no corpo físico e sim também acontece anteriormente, no plano mental e anteriormente nos planos mais sutis da natureza, pois se entende que o ser humano e mais ainda estes seres divinos, que vêm a este mundo para cumprir uma função determinada visando o advento do mundo espiritual nesta terra, tomam suas formas e suas qualidades dos arquivos espirituais da natureza, formando primeiro seus corpos sutis, para logo mais tarde concretizar o corpo físico que nada mais é que uma sombra da parte espiritual.



As cinco cores da pérola estão representando as cinco qualidades dos mestres que estão ligadas diretamente às cores de cada um de seus corpos.
O número cinco tem a ver com o quinto princípio que no homem comum não está acordado, a Mente Pura, refletida por Lao Tzu, no Tao Te Ching sua obra magna.

Também, (de acordo com a mística Budista tibetana) quando um mestre atinge o Maximo de desenvolvimento espiritual para tomar uma forma humana ou para se desvencilhar da forma humana seu corpo ilusório transforma-se num corpo de "arco íris" ou um corpo de cinco cores, (as cores dos cinco elementos).
Também as cinco cores representam as cinco sabedorias completamente realizadas.

Com relação à sua vida encontramos referências de uma viagem à Índia e ao Tibete, e ainda como arquivista no ano 517 a.C., no estado de CHOU sob o príncipe Kung Wang, quando teve a célebre entrevista com Confúcio.
Entre seus ditos mais famosos encontramos:
"Os demais são felizes como se assistissem a um banquete, ou como se subisse a uma torre em primavera.
Eu somente permaneço quieto; meus desejos não se expressam.
Sou como uma criança que jamais sorriu.
Estou triste e abatido igualmente àquele que não tem um sítio ou refúgio".
Os demais possuem mil coisas supérfluas, porém eu pareço haver perdido tudo. Meu espírito é o de um estúpido, que confusão!

Os demais têm o ar de serem inteligentes, eu em troca, pareço ser um idiota.
Os outros apresentam saber discernir, eu demonstro ser uma nulidade completa, sou arrastado pelas ondas sem poder agarrar-me a alguma parte.
Os demais ocupam cargos e desempenham funções, eu sou tão inepto como um rústico, entretanto me diferencio dos demais porque eu venero ao Tao"


Idéias de Lao-Tzu
Lao-Tzu convida os chefes políticos e militares a comportarem-se como Taoístas, é claro que o que ele quis dizer foi, para eles seguirem o modelo do Tao como exemplo
Lao-Tzu crítica e rejeita o sistema confuciano, isto é, a importância dos ritos, o respeito dos valores sociais e o racionalismo.

"Renunciemos à Caridade, rejeitemos a Justiça, o povo reencontrará as verdadeiras virtudes familiares de forma natural e espontânea"
Para os confucionistas, a Caridade e a Justiça são as maiores virtudes, mas Lao-Tzu pensa de maneira diferente, vê nessas virtudes atitudes artificiais que são inúteis e perigosas.

Segundo ele, quando se abandona o Tao, recorre-se à Caridade, quando se abandona a Justiça recorre-se aos Ritos.
LaoTzu diz que os valores sociais são ilusórios e nocivos, e que a ciência discursiva leva à destruição do ser e estimula a confusão, atribuindo assim, um valor às noções relativas.
"É por esse motivo que o Santo se refugia na inação ( wu-wei ) e distribui generosamente um ensino sem palavra."
Apesar do Taoísmo originalmente ignorar um Deus Criador, os princípios do Tao, eventualmente tem o conceito de Deus.
Lao-Tzu escreveu: Antes do Céu e da Terra existirem, havia algo de nebuloso... Eu não sei o seu nome, eu chamo-o de Tao.

Tao - O Que É?
Para entender por que o taoísmo e o confucionismo vieram a exercer tão profunda e duradoura influência sobre o povo chinês, bem como sobre o do Japão, da Coréia e de outras nações circunvizinhas, é necessário entender algo do conceito fundamental chinês do Tao.
A palavra em si significa "caminho, estrada, ou vereda".
Por extensão, pode também significar "método, princípio, ou doutrina".
Para os chineses, a harmonia e o funcionamento ordeiro que perceberam no universo eram manifestações do Tao, uma espécie de vontade ou legislação divina que existe no universo e o regula.
Em outras palavras, em vez de crerem num Deus Criador, que controla o universo, eles criam numa providência, uma vontade do céu, ou simplesmente o próprio como a causa de tudo.
Aplicando o conceito do Tao a assuntos humanos, os chineses criam pessoa deve que existe um modo natural e correto , para realizar todas as coisas, e que tudo e todos têm seu devido lugar e sua devida função.
Por exemplo, eles criam que, se o governante cumprisse seus deveres tratando o povo com justiça e cuidando dos rituais sacrificiais pertinentes ao céu, haveria paz e prosperidade para a nação.
Similarmente, se as pessoas se dispusessem a buscar o caminho, ou Tao, e o seguissem, tudo seria harmonioso, pacífico e eficiente.
Mas, se elas o contrariassem, ou lhe resistissem, o resultado seria o caos e o desastre.
Este conceito de seguir o Tao e não interferir em seu fluxo é um componente central do pensamento filosófico e religioso chinês.
Pode-se dizer que o taoísmo e o confucionismo são duas expressões diferentes do mesmo conceito.
O taoísmo faz uma abordagem mística, e, em sua forma original, defende a inação, a quietude e a passividade, evitando a sociedade e retornando à natureza.
Seu conceito básico é que tudo sairá bem se as pessoas se acomodarem, nada fizerem, e permitirem que a natureza siga seu curso.
O confucionismo, por outro lado, faz uma abordagem pragmática.
Ensina que a ordem social será mantida se toda pessoa desempenhar o papel que lhe cabe e cumprir com o seu dever.

O Significado do Tao
O vocábulo Tao tem um sentido muito próprio que é Caminho, via, mas ele significa também dizer donde deriva o sentido de doutrina
O Tao, evoca antes de tudo a imagem de um caminho que se há a seguir e a idéia de direção de conduta, de regra moral ", mas também " a arte de pôr em comunicação o Céu e a Terra, as forças sagradas e os homens
Para o pensamento filosófico e religioso comum, Tao é o princípio de ordem em todos os domínios correspondentes ao real, fala-se do Tao Celeste e do Tao da Terra como também do Tao do Homem.
Entre o Tao Celeste e o Tao da Terra existe uma oposição mais ou menos como o yang e o yin.
O yang sugere a idéia de exposição ao sol e de calor, por seu lado o yin evoca a idéia de frio e encoberto, é aplicado ao que é interior.
O Tao do Homem exerce a função de intermediário entre o Céu e a Terra.
Segundo um fragmento cosmogónico, o Tao é designado como sendo um ser indiferenciado e perfeito, nascido antes do Céu e da Terra.
O ser indiferenciado e perfeito é interpretado por um hermeneuta do século II a.C. como a misteriosa unidade do Céu e da Terra, que constitui de uma forma caótica ( huen-tuen ), a condição do bloco de pedra não trabalhado
Sendo assim, o Tao poderá ser considerado como a totalidade primordial, viva e criadora, mas sem nome e sem forma.
O que não tem nome é origem do Céu e da Terra, e o que tem nome é Mãe dos dez mil seres, isto está escrito noutro fragmento cosmogónico.
O Tao expressa noções que prolongam a imagem cosmogónica.
É importante referir alguns como:
O caos ( huen-tuen ), o vazio (hsu ), o nada ( wu ), o grande ( ta ), e o um ( i ).


As Fontes Clássicas do Taoísmo
As fontes clássicas do taoísmo são o Tao- Te Ching de Lao- Tzú.
A lenda situa o nascimento de Lao-Tzu entre 571 e 604 a.C.
No entanto, em relação ao nascimento do Tao-Te Ching Clássico do caminho da virtude ", as opiniões já são mais divergentes, há autores que preferem a versão tradicional, mas, existem outros que centram o seu nascimento numa data de composição bastante recente, 240 a.C.
O Tao-Te Ching proclama a supremacia do nada sobre o ser, do vazio sobre o cheio, isto não deve ser entendido como uma negação de vida, uma vez que os objetivos mais recentes do Taoísmo é a obtenção da imortalidade.
O ser humano é a imagem do universo, animado por um sopro primordial dividido da seguinte forma:
Em yin e yang, masculino e feminino, e Terra e Céu.
Estas são as manifestações que estão por trás de um sopro que se encontra escondido.
" Lao-Tzu cultivava o Tao e o Te, segundo uma doutrina, o homem deve procurar viver escondido no anonimato ".
O viver distante da via pública e desprezar honrarias seriam precisamente o contrário do homem proposto por Confúcio.
No que diz respeito à existência " escondida e anônima " de Lao- Tzu explica a falta de qualquer informação em relação à sua respectiva biografia.

Conforme diz a tradição, ele foi durante algum tempo arquivista da corte dos Tcheu, encontrava-se em grande desânimo em relação à casa real, por esse motivo fez renúncia ao cargo e partiu para Oeste.
Quando estava prestes a atravessar o passo Hien -Ku, redigiu, a pedido do Guarda, " uma obra de duas partes, na qual expunha as suas idéias sobre o Tao e o Te e que continha mais de 5500 palavras, depois partiu e ninguém sabe o que foi feito dele ".
O livro que continha mais de 5 mil palavras era o famoso Tao Te Ching , o texto mais profundo e o mais enigmático de toda a literatura chinesa, mas não sabemos quem foi o seu autor nem a data que foi escrito, as opiniões são contraditórias.

O Tao Te Ching exprime um pensamento coerente e também original, contém uma quantidade de conceitos dirigidos aos soberanos e aos chefes políticos e militares.
Lao- Tzu afirma que os negócios do Estado só podem ser administrados com sucesso se o príncipe seguir o caminho do Tao, ou seja, se praticar o método wu- wei, o " não fazer " ou o " não obrar ".
Porque Tao permanece sempre inativo e não existe nada que ele faça É por esse motivo que o Taoísta jamais intervém no curso das coisas


Os Taoístas e a Alquimia
Certos ritos e mitologias dos metalúrgicos, fundidores e ferreiros foram retomados e reinterpretados pelos alquimistas.
As concepções arcaicas relativas aquecimento dos minerais no ventre da Terra, à transformação natural dos metais em ouro, assim como ao complexo ritual Ferreiros-confrarias iniciatórias de ofício, voltam a ser encontradas na doutrina dos alquimistas.
A alquimia chinesa constitui-se como disciplina autônoma, utilizando os princípios cosmológicos tradicionais, os mitos relacionados com o elixir da imortalidade e os Santos Imortais, e as técnicas que visam ao mesmo tempo, o prolongamento da vida, a beatitude e a espontaneidade espiritual.
Os três elementos (princípios, mitos e técnicas), pertenciam ao legado cultural da proto-história, e seria um erro acreditar que a data dos primeiros documentos que os atestam nos informe também acerca da sua idade


De Filosofia a Religião
Na sua tentativa de estar em comunhão com a natureza, os taoístas tornaram-se obsedados com a perenidade e a resiliência da natureza.
Especulavam que, se a pessoa vivesse em harmonia com o Tao, ou o caminho da natureza, ela talvez pudesse de algum modo penetrar nos segredos da natureza e tornar-se imune ao dano físico, a doenças e até mesmo à morte.
Embora Lao-tzu não insistisse nisso, certos trechos em Tao Te Ching parecem sugerir tal idéia.
Por exemplo, o capítulo 16 diz: "Estar em comunhão com o Tao é eterno.
E, embora o corpo morra, o Tao jamais perecerá."'
Chuang-tzu também contribuiu para tais especulações.
Por exemplo, num diálogo em Chuang Tzu, um personagem mitológico perguntou a outro: "És de idade avançada, no entanto, tens a pele de criança.
Como pode?"
Este último respondeu: "Eu aprendi o Tao." Sobre outre filósofo taoísta, Chuang-tzu escreveu: "Ora, Líehtse podia cavalgar no vento.
Deslizava feliz na fresca brisa, continuaria por quinze dias antes de retornar. Entre os mortais que conseguem a felicidade, tal homem é uma raridade."
Histórias assim acenderam a imaginação dos taoístas, e eles passaram a fazer experiências com meditação, dietas e exercícios respiratórios que supostamente podiam retardar a degeneração e a morte física.
Logo começaram a circular lendas a respeito de seres imortais que podiam voar sobre as nuvens e aparecer e desaparecer a seu bel-prazer, vivendo em montanhas sagradas ou em ilhas remotas por incontáveis anos, sustentados pelo orvalho ou por frutas mágicas.


A história chinesa conta que em 219 a.C., o imperador Ch'in, Shih Huang-Ti enviou uma frota de navios com 3.000 meninos e meninas para encontrar a lendária ílha de P'eng-lai, a morada dos imortais, para trazer de volta a erva da imortalidade.
Desnecessário é dizer, eles não retornaram com o elixir, mas, diz a tradição, povoaram as ilhas que vieram a ser conhecidas como Japão.
Durante a dinastia Hã (206 a.C.-220 d.C.), as práticas mágicas do taoísmo atingiram um novo apogeu.
Consta que o imperador Wu Tí, embora promovesse o confucionismo como ensino oficial do Estado, sentia-se muito atraído ao conceito taoísta da imortalidade física.
Entusiasmou-se especialmente com as engendradas 'pílulas da imortalidade' da alquimia.
No conceito taoísta, a vida surge quando as forças opostas yin e yang (feminina e masculina) se unem.
Assim, fundindo chumbo (escuro, ou yin) com mercúrio (claro, ou yang), os alquimistas estariam imitando os processos da natureza, e o produto, pensavam eles, seria uma pílula da imortalidade.
Os taoístas também desenvolveram exercícios tipo ioga, técnicas de controle da respiração, restrições dietéticas e práticas sexuais que alegadamente fortaleciam a energia vital da pessoa e prolongavam a vida.
Sua parafernália incluía talismãs mágicos que, segundo se dizia, tornavam a pessoa invisível e invulnerável a armas, ou a capacitavam a andar sobre água au a voar no espaço.
Tinham também selos mágicos, usualmente contendo o símbolo yin yang, que eram afixados em prédios e sobre o vão de portas para repelir maus espíritos e feras.

Por volta do segundo século EC, o taoísmo tornara-se organizado. Um certo Chang Ling, ou Chang Tao-ling, fundou uma sociedade taoísta secreta na China ocidental e praticava curas mágicas e alquimia.
Visto que de cada membro se cobrava uma taxa de cinco celamins de arroz, seu movimento ficou conhecido como Taoísmo dos Cinco-Celamins-de-Arroz (wu-tou-mi tao).
Afirmando ter recebido uma. revelação pessoal de Lao-tzu, Chang tornou-se o primeiro "mestre celestial".
Por fim, afirmou-se que ele conseguiu fazer o elixir da vida e que ascendeu vivo ao céu, montado num tigre, a partir do monte Lung-hu (Monte do Tigre-Dragão), na província de Kiangsi.
Com a presença de Chang Tao-ling ali teve início uma sucessão, de séculos de duração, de "mestres celestiais" taoístas, cada qual sendo alegadamente uma reencarnação de Chang.


Fundação da Religião Taoísta
A religião Taoísta " Tao Kiao ", foi fundada, por volta do final do século II A.D., por Chang Tao-ling.
Chang subiu ao Céu e recebeu o título de " Senhor Celeste " ( t'ien shih ). Instaurou numa província chamada Sseu-tch'uan uma teocracia na qual se destacavam os poderes temporal e espiritual.
Há uma esperança de regeneração do Tao que caracteriza um movimento Taoísta, é a seita de T'ai-p'ing " A Grande Paz ".
Por volta de 184, o líder de uma seita que se chamava Chang Chuen, anunciou a iminência da renovação e diz que o " Céu Azul " devia ser " Céu Amarelo " (era precisamente por esse motivo, que os fiéis usavam turbantes amarelos).
Como era de esperar, desencadeou-se uma revolta que quase derrubou a dinastia.
Esta foi sufocada pela intervenção das tropas imperiais, no entanto, a febre messiânica prolongou-se durante toda a Idade Média.
O último líder dos " Turbantes Amarelos " foi executado em 1112.
Podemos dizer, que foi precisamente a partir do século II que se desenvolveu uma vasta gama de tradições religiosas na China.
O Taoísmo baseia-se no sistema politeísta e filosófico de crenças que assimilam os antigos elementos místicos e enigmáticos da religião popular chinesa, como o culto aos ancestrais, os rituais do exorcismo, a alquimia e a magia.


Tao Te Ching
No Tao Te Ching se manifesta em forma muito clara este princípio:
O homem segue a Lei da terra.
A terra segue a Lei do céu.
O céu segue a lei do Tao.
O Tao segue sua própria Lei" (Tao Teh King, Canto XXV)

É a eterna luta entre espírito e matéria.
Na ordem dos valores morais, é a negação de todos os valores, é a revisão de todas as escalas de julgamento e discernimento.
Tao é a afirmação de que tudo é instável e sujeito a impermanencia porém, ao mesmo tempo eterno.
É o hálito cósmico realizando-se em todas as coisas e em todos os seres.
O que é sua própria Lei?
Sua própria Lei é a Lei da Natureza a qual consiste em dois aspectos:
O movimento do Tao consiste em Retorno".
O uso do Tao consiste em suavidade" (Cap. 40)
Por esta mensagem devemos compreender que o Tao necessita mover-se.
Sem seus movimentos não há Universo.
Com seus movimentos deve haver mudança e com mudança, há Retorno

Assim Lao Tzu disse:
"Enquanto todas as coisas se agitam".
Eu apenas contemplo o Retorno." (Cap. 16)

De acordo com Weng Shan Huang, em seu "Fundamentos do Tai Chi Chuan", "retorno ou reversão" é a Lei da Natureza e Cultura que tem sido defendida tanto por Lao Tzu como pelo I Ching (o livro das mutações), interpretado pelos Confucionistas.
"Quando o desenvolvimento de qualquer coisa chega a seu extremo, o retorno ao outro extremo toma lugar; esta é a dialética de Hegel; tudo envolve sua própria negação.
Na vida social, como apontado por Derk Bodde.
Esta teoria tem um grande efeito sobre o povo chinês e contribuiu muito para a superação de muitas dificuldades que encontraram através de sua longa história."
Lao Tzu também enfatiza a Lei da Suavidade quando afirma:
Quando um homem está vivo, é suave e flexível".
Quando morre, se torna rígido e duro.
Quando uma planta está viva, é suave e tenra.
Quando morre, se torna dura e quebradiça.
Assim o duro e rígido são qualidades de morte.
O macio e flexível são qualidades de vida." (Cap. 75 - Tao Teh King)
E o que tem sido considerado um lema para os praticantes das Artes Marciais Chinesas de Linha Interna é:
"A suavidade de todas as coisas anula a dureza de todas as coisas." (Cap. 43 - Tao Teh King)
Os seguidores de Lao Tzu enfatizam os símbolos da "água" e do "feminino", devido a que a água é complacente e o feminino é receptivo e passivo, qualidades importantíssimas cultivadas pelos Artistas Marciais mais sinceros.

Lao Tzu disse:
"A mais alta forma de bondade é como a água".
A água sabe como beneficiar todas as coisas sem lutar com elas" (Cap. 8)
"Conhecer o masculino",
Conservar o feminino." (Cap. 28) Assim os conceitos de "Complacência"
ou "Docilidade" tiveram grande importância na sociedade chinesa, influenciando sua cultura em todos os aspectos, dando inclusive uma espécie de receita para a sobrevivência a partir da suavidade.

A este respeito, adverte Lao Tzu:
"Esforce-se e você será completo",
Curve-se e você estará ereto,
Envelheça e você ganhará,
Tenha muito e você ficará confuso." (Cap. 22 - Tao Teh King)

O objetivo primeiro dos taoístas é a aquisição da imortalidade: HSIEN.
Criaram diversas técnicas para impedir o processo de envelhecimento e até de fazer que o organismo volte à mesma condição de quando era jovem.


Preparavam-se assim com uma quantidade enorme de treinos:
1.Técnicas Respiratórias
2.Técnicas Helioterapêuticas
3.Técnicas de Ginástica
4.Técnicas Sexuais
5.Técnicas Farmacêuticas
6.Técnicas Dietéticas.

E, dentro desta filosofia, podemos concluir que o Taoísmo como religião nos demonstra magnificamente que "O Destino de mim mesmo de pende de mim e não do Céu", oferecendo ao homem a oportunidade de arcar com a responsabilidade de sua própria existência...
Sua influência então, sobre as Artes Marciais da China, parte principalmente de sua idealização a respeito da mente e espírito assim como a Lei da Natureza e práticas de longevidade que fortalecem muitíssimo a seus praticantes.


Pensamento dos Filósofos Taoístas
É importante mencionar que tanta os filósofos Taoístas como os eremitas e os iniciados têm como objetivo a busca da longevidade e a imortalidade, procuram restabelecer uma condição paradisíaca, particularmente em busca da perfeição e da espontaneidade original.
Os elementos essenciais, comuns a todas as escolas Taoístas, era a exaltação da condição humana primitiva, já existente antes do triunfo da civilização.
Era precisamente, contra esse retorno à natureza que se levantavam todos os problemas pois queriam instaurar uma sociedade justa e policiada, governada pelas normas e inspirada em certos exemplos de reis que contribuíram de forma fabulosa para a nossa sociedade e os heróis- civilizados.
No início os Taoístas pensavam que uma existência que fosse desenvolvida sob o signo do Tao era somente possível no começo.
No entanto, havia outros que diziam que este tipo de existência só era possível numa sociedade justa e civilizada.
Os taoístas conhecem várias técnicas capazes de prolongar indefinidamente a vida até obter uma imortalidade física
A busca de longa vida faz parte da busca do Tao.
Porem não aparece em nenhum registro que o próprio Lao Tzu tenha aderido muito a estas idéias.
A técnica taoísta do êxtase é origem e estrutura xamânica.
Durante o transe, a alma do xamã liberta-se do tempo e do espaço: voa para o Centro do Mundo, regressando assim à época paradisíaca de antes da queda, quando os homens podiam subir ao Céu e conversavam com os Deuses.
A viagem de Lao-Tzu à origem das coisas constitui uma experiência mística de outra ordem, pois transcende os condicionamentos que caracterizam a condição humana e, por conseguinte, altera radicalmente o seu regime ontológico.


Conceito de Alma para o Taoísmo
O problema da alma para o Taoísmo é um assunto complexo, pois aparece numa linguagem esotérica que dá origem a diversas interpretações.
Evidentemente, o Taoísmo aceita a ação de uma alma, pois dentro de sua filosofia, existem os mortais, mas o tema se complica quando queremos determinar as características desta alma.
Dentro das duas grandes linhas do universo dualista, o que determina o Taoísmo, a alma do homem também é Dual.
Estaria formada por duas partes, uma partícula de substância Yang e uma de substância Yin.
A substância de energia Yang é chamada Shen que após a morte retorna ao Céu e se funde ao Espírito Universal; e a partícula de substância Yin depois da morte fica ao nível da terra e dá origem aos diversos espíritos subalternos do Taoísmo.
Existem autores que deduzem dos textos taoístas a noção de uma alma tripla, afirmando que são as seguintes partes que a compõem:
SHEN, as partes etéreas, opostas à parte material do corpo humano;
CHI, o instinto de vida que se transforma em matéria viva;
CHING , a mente ou espírito animal ou consciência.

Da diferente porção destes três elementos, resultam os diversos seres; assim, os que contêm CHI são corpos minerais, os que contêm CHI e CHING são os corpos vegetais e animais inferiores, e aqueles que possuem CHING, CHI e SHEN são os seres humanos.
A morte é para o Taoísmo a separação do corpo da Alma. Alma e corpo gastam-se em sua vã luta pela existência sendo que do esgotamento de um e de outro, sobrevêm a morte que faz com que SHIEN se separe e retorne ao Tao original. Desta premissa flui logicamente a receita Taoísta para obter a imortalidade; é necessário não lutar, não gastar, não agir.
Não esgotar o corpo com esforços inúteis, nem a alma com desejos tolos ou ambições.




LIVROS

Lao-Tze_-_TaoTe_King_-_Cartea_Căii_şi_a_Virtuţii_Supremului_Adevăr.pdf

Richard_Wilhelm_-_I-Ching_(O_Livro_das_Mutações)_Prefacio_de_Carl_Gustav_Jung.pdf

Mestre Confúcio



Mestre Confúcio

Seu Nascimento e Juventude
Confúcio, também conhecido como K'ung Ch'iu (Mestre Kong), nasceu em meados do século VI (551 a.C.), em Tsou, uma pequena cidade no estado de Lu, hoje Shantung.
Este estado é denominado de "terra santa" pelos chineses.
Confúcio estava longe de se originar de uma família abastada, embora seja dito que ele tinha descendência aristocrática.
Seu pai, Shu-Liang Hê, antes magistrado e guerreiro de certa fama, tinha setenta anos quando se casou com a mãe de Confúcio, uma jovem de quinze anos chamada Yen Chêng Tsai, que diziam ser descendente de Po Ch'in, o filho mais velho do Duque de Chou, cujo sobrenome era Chi.
Dos onze filhos, Confúcio era o mais novo. Seu pai morreu quando ele tinha três anos de idade, o obrigando a trabalhar desde muito novo para ajudar no sustento da família.
Aos quinze anos, resolveu dedicar suas energias à busca do aprendizado.
Em vários estágios de sua vida empregou suas habilidades como pastor, vaqueiro, funcionário e guarda-livros.
Aos dezenove anos se casou com uma jovem chamada Chi-Kuan.
Apesar de se divorciar alguns anos depois, Confúcio gerou um filho, K'ung Li, que nasceu um ano após seu casamento, e uma filha.

Fundo Histórico da China
Confúcio viveu numa época em que a China se encontrava dividida em estados feudais que lutavam pela supremacia do poder.
Estas guerras eram seguidas de execuções em massa.
Soldados eram pagos para trazer as cabeças de seus inimigos.
Populações inteiras eram dizimadas através da decapitação de mulheres, crianças e velhos.
Estes números chegavam a 60.000, 80.000, 82.000, e até 400.000.
A longa e complexa história política do povo evolveram na desunião e diversidade, que estavam refletidos nas características sociais e culturais da Dinastia Chou.
A renascença social e moral advogada por Confúcio não tinha aprovação universal, principalmente nos círculos de poder, e seu ardente desejo era um posto governamental.
Foi então que na idade de trinta anos ele deixou Lu e viajou para o Estado de Ch'i em companhia do Duque Chao, que fugia por ser o perdedor de uma dura luta política.


Seus Anos de Serviço Público
Aos 51 anos de idade foi indicado como funcionário chefe da cidade de Chung Tu e, pelo seu desempenho chegou a ser promovido ao posto de Oficial dos Serviços Públicos, e depois, ao de Grande Oficial da Justiça em sua província.
Aos 55 anos partiu numa jornada de treze anos visitando os estados vizinhos e falando aos senhores feudais sobre suas idéias.
Foi recebido como um erudito, mas nenhum dos governantes pensou em colocar essas idéias em prática.
Confúcio acreditava que a implementação de seus pontos de vistas pelo governo estabeleceria a utopia do "estado como um bem público", e prepararia o caminho para paz entre os homens.
Regressou a sua terra natal quando tinha 68 anos, onde continuou se dedicando ao ensino de um grupo de discípulos.
A escola privada, fundada por Confúcio, cresceu a ponto de ter 3.000 alunos.


Destes, setenta e dois eram chamados de seus discípulos mais eruditos.
Ele tentou transformá-los em Jens, seres humanos perfeitos que praticassem o exercício do amor e da bondade.
Segundo seus preceitos, a sociedade humana deve ser regida por um movimento educativo, o qual parte de cima, e equivale ao amor paterno, e por outro de reverência, que parte de baixo, como a obediência de um filho.
O Confucionismo considera o homem bom e possuidor do livre arbítrio, sendo a virtude sua recompensa.
O único sacrilégio é desobedecer a regra da piedade.
Segundo a história, Confúcio morreu em 479 a.C., velho, desapontado, mal sucedido e murmurando:

"A grande montanha terá que desmoronar!
A forte viga terá que quebrar!
O homem sábio murcha como a planta!
Não existe ninguém no império que me queira como mestre!
Meu tempo de morrer chegou." (Anacletos, 56)

Seus discípulos o lamentaram por três anos, e um deles permaneceu junto à sua sepultura por seis anos em Ch'u Fü.
Hoje, o local tornou-se a Floresta K'ung.
Em sua visão de reforma, Confúcio advogava justiça para todos como o fundamento da vida em um mundo ideal, onde os princípios humanos, cortesia, piedade filial, e virtudes da benevolência, retidão, lealdade e a integridade de caráter deviam prevalecer.
Porém, deve-se atentar às perspectivas do povo chinês na época de Confúcio, e observar as influências que ele trouxe, as quais não se limitam a uma esfera ética.
Seus ensinos advogam que o homem é capaz de ser perfeito por ele próprio, pelo seu esforço de seguir o caminho dos seus antepassados.
Confúcio aludia que a natureza humana é boa.

Este ensino foi desenvolvido posteriormente por seus discípulos, e tornou-se uma crença cardeal do Confucionismo.
Confúcio, apesar de estar voltado para este mundo, acreditava no céu e na sua influência sobre a terra e sobre os homens.
Confúcio influenciou a China em dois grandes preceitos religiosos: o da veneração e adoração aos ancestrais, e do conceito de piedade filial.
O Confucionismo permaneceu como religião oficial da China desde sua unificação, no século II, até sua proclamação como República pelo Kuomintang em 1911.
Durante a Dinastia de Han do Imperador P'ing (202-221 a.C.), seus funcionários foram recrutados entre os confucionistas.
As primeiras críticas ao Confucionismo surgiram com a República.
Entre 1966 e 1976, durante a Grande Revolução Cultural Proletária, foi novamente atacado por contrariar os interesses comunistas.
Atualmente, apesar do comunismo banir todo tipo de religião, 25% da população chinesa afirma viver segundo a ética confucionista.
Fora da China, o Confucionismo possui cerca de 6.3 milhões de adeptos, principalmente no Japão, na Coréia do Sul e em Cingapura.
Princípios do Confucionismo:
podem ser resumidas em seis palavras-chaves:

1. Jen - humanitarismo, cortesia, bondade, benevolência.
É a norma da reciprocidade, ou seja, "não faça aos outros o que você não gostaria que lhe fizessem."
Esta é a virtude mais elevada do Confucionismo.
Segundo ensinam, se o homem colocá-la em prática, ele poderá viver em paz e em harmonia com as outras pessoas (Anacletos 15:24).

Porém, desde o princípio da humanidade, o gênero humano nunca foi por si próprio, ou pelo seu esforço, capaz de estabelecer esta paz ou harmonia.
O exemplo vemos na história antiga e contemporânea: Egito, Babilônia, Grécia, Roma, I & II Guerras Mundiais, Bósnia, Ruanda, Iraque, e a lista não teria fim.
2. Chun-tzu - homem superior, virilidade.
Segundo Confúcio, o homem para ser perfeito deve ter humildade, magnanimidade, sinceridade, diligência e amabilidade.
Somente assim, ele poderá transformar a sociedade em um estado de paz.

3. Cheng-ming - Retificação dos nomes.
Este conceito ensina que para uma sociedade estar em ordem, cada cidadão deveria ter um título designativo ou um papel, e afirmar-se neste papel no esquema da vida.
O rei, atuando como rei, o pai como pai, o filho como filho, o servo como servo. (Anacletos, 12:11; 13:3)

4. Te - poder, autoridade.
Confúcio ensinava que a virtude do poder, e não a força física, era necessária para dirigir qualquer sociedade.
Todo governante, segundo ele, deveria ter esta autoridade para inspirar seus súditos à obediência.
Este conceito perdeu-se durante o tempo de Confúcio, dado à predominância das guerras e sobrepujança das dinastias entre si.
5. Li - padrão de conduta exemplar, propriedade, reverência.
Este conceito é tratado no Livro das Cerimônias (Li Ching), um dos Cinco Clássicos.
Segundo Confúcio, cada governante deveria ser benevolente, proporcionar um bom padrão de vida para o povo e promover a educação moral e os ritos.
Sem esta conduta, o homem não saberia oferecer a adoração correta aos espíritos do universo, não saberia estabelecer a diferença entre o rei e o súdito, não saberia a relação moral entre os sexos, e não saberia distinguir os diferentes graus de relacionamento na família (Li Ching, 27).

Como exemplo perfeito de benevolência, ele exaltava o legendário Imperador Yao e seu sucessor, o Imperador Shun, os quais foram renomeados e constituiram, como diziam, "uma idade de ouro da antiguidade".
6. Wen - artes nobres, que inclui: música, poesia e a arte em geral.
Confúcio tinha uma grande estima pela arte vinda do período da Dinastia Chou, e considerava a música como a chave da harmonia universal.
Ele cria que toda expressão artística era símbolo da virtude e que deveria ser manifesta na sociedade.
"Aqueles que rejeitam a arte, rejeitam as virtudes do homem e do céu" (Anacletos, 17:11, 3:3).
Para Confúcio, a música era um reflexo do homem superior e espelhava seu caráter verdadeiro.
Segundo a doutrina de Confúcio, o ser humano é composto por quatro dimensões:
O eu
A comunidade
A natureza
O céu (fonte da auto-realização definitiva)

As cinco virtudes essenciais do homem são:
O amor ao próximo
A justiça
O cumprimento das regras adequadas de conduta
A autoconsciência da vontade do "Céu"
A sabedoria e sinceridade desinteressadas


Confúcio e o Estado Ideal
Confúcio, nome romanizado para Kung futsé, é talvez o sábio mais influente de todos os tempos.
Apesar de ter vivido entre os séculos IV e V a.C., o grande pensador chinês sempre exerceu enorme presença junto ao seu povo.
Pregador moralista, tratadista e legislador, legou ao povo dos Han um conjunto de normas e elevados valores morais expressos em frases curtas, de fácil entendimento, educando assim, ao longo dos últimos 2.500 anos, milhões de chineses nos princípios da retidão, parcimônia e busca da harmonia.

Um sábio retirado
Confúcio, que nascera no Estado de Lu, na atual província de Xantung, no litoral do Mar Amarelo, provavelmente no ano 551 a.C., era de descendência nobre, dos duques de Song e da casa real dos Yin.
Nascera, todavia, com poucos recursos, quase na pobreza, o que não foi impedimento para que ele se dedicasse desde a adolescência ao estudo.
Intrigas na casa ducal do Estado de Lu fizeram com que ele, abandonando a terra natal, se tornasse num sábio itinerante.
Vagou por alguns anos, acompanhado por um punhado de discípulos, de corte em corte atrás de um governante que se dedicasse à construção de um Estado Ideal.
Voltando ao velho lar depois de infrutífera mas proveitosa peregrinação, local onde faleceu em 479 a.C., resignou-se a tornar-se um mestre da sabedoria.
Sua fama espalhou-se e, em pouco tempo, o Templo de Confúcio , na cidade de Qufu, tornou-se lugar de veneração, acorrendo para lá, pelos séculos a fio, gente de todos os cantos da China.
Como Sócrates depois dele, o grande mestre não escreveu nada, deixando, entretanto, suas lições, máximas e sentenças, serem registradas por seus discípulos, especialmente por Mêncio, que as sintetizou em vários livros de ensinamentos.
Entre eles, no Os Analectos, encontram-se, aqui e ali, suas observações sobre o tão almejado Estado Ideal, sonho de Platão e de tantos outros filósofos ocidentais.

O Príncipe, Estrela Polar
O Grande Mestre era um nostálgico do passado da China, um confesso admirador das primeiras dinastias desaparecidas, como a do duque de Zhou (cuja dinastia governou entre 1027 e 771 a.C.), a qual ele entendia como modelo de perfeição teórica a ser seguida.
"Eu transmito", disse ele, "não invento nada.
Confio no passado e o amo."
A acentuada desordem com que ele foi obrigado a conviver naquela época - chamada pelos historiadores de Período da Primavera e Outono (770-476 a.C.) -, estando a China subdividida em estados antagônicos, devia-se, no entendimento dele, não às instituição feudais mas sim ao desvio das estimadas virtudes que foram, desde os tempos imemoriais, o sustentáculo da antiga realeza.
Recuperá-las afim de restaurar a antiga unidade da China era a principal tarefa do sábio, a sua maior missão.
Dai o sentido da frase em ele que afirmava: "Estuda o passado se quiseres prognosticar o futuro".
Confúcio entendia o mundo político similar ao céu que nos cobre, no qual o Kiun tseu, o Príncipe, o Senhor, o homem superior, era a Estrela Polar, corpo fixo que recebe as homenagens dos demais, exercendo o tianming, Mandato Divino como Filho dos Céu (conceitos de poder desenvolvidos em épocas anteriores, pelos Zhou).


Confúcio: O cavalheiro ideal
Esta estrela maior, apoiada em arraigados e definitivos valores morais, bem acima dos demais, pela fortaleza das suas qualidades, fazia com que todo o restante celestial lhe prestasse vassalagem.
Este principe, porém, não era alguém que recebesse a posição por imposição da hereditariedade dinástica.
O trono não lhe chegava pela herança paterna, mas era alcançado por suas magníficas virtudes.
Para recuperar a antiga harmonia era preciso faz surgir uma nova espécie de dirigente, o junzi, o cavalheiro.
Este era o tipo ideal do Grande Mestre, alguém educado nas excelências maiores, um produto da ética e do livro e não da espada e do sangue.
Contribuiu assim Confúcio para que depois, ao largo de dois mil anos de história chinesa, a elite dirigente do país -os mandarins - fosse escolhida por meio de concursos públicos abertos a todos que se sentissem habilitados, fazendo com que antiga nobreza dirigente fosse substituída por uma casta de letrados, selecionados por meio de exames regulares (*)

(*) Acredita-se que Confúcio tenha sido o porta-voz dos shi, um grupo de intelectuais e seus discípulos que reivindicava um espaço especial na ordem feudal vigente, pleiteando uma posição relevante devido a sua cultura superior e dedicação ao estudo.
Algo equivalente ao papel da intelligentsia na Rússia czarista do século 19, mas de maior ambição do que os scholars na sociedade anglo-saxã de hoje.
O segredo das relações sociais
Enquanto o príncipe mantinha-se como se fora a Estrela Polar - um seguro ponto referencial no firmamento - os outros, os comuns, obrigavam-se a manter-se respeitosos as cinco relações sociais: a que o soberano mantém com o súdito; a estabelecida entre pai e o filho; a existente entre o irmão maior e o irmão menor; a entre o marido e a mulher; e, por fim, a que um amigo devota ao amigo.
Violá-las ofende o Decreto do Céu, provocando assim a licença e a desordem. Por tanto, a primeira e principal tarefa do sábio, deste homem superior, é tomar conhecimento da vontade celeste.
É saber auscultá-la, entender suas diretrizes e determinações.
Havendo harmonia nas alturas era de se esperar vê-la reproduzida na sociedade.
O sábio é, pois, um demiurgo, o que faz a ligação das coisas do céu, divinas, com o que se passa ao redor dele, procurando ilustrar o principe e os dirigentes nos ensinamentos superiores.
Ensiná-los e aos seus discípulos qual é o verdadeiro Tao , o Caminho, para que eles não despendam seu tempo em veredas erráticas, desviantes daquilo que o Senhor das Alturas, previamente, traçou para eles. Tal é a sua missão.
A desordem, os tumultos e desacertos resultavam desse desconhecimento, dos homens não saberem em que porto ancorar, em que lugar da sociedade é melhor situar-se para poder obrar em função do todo, da família e da sociedade.

Conhecimento e harmonia
Se o sábio fazia as vezes de intermediário entre o Céu e a Terra, instruindo o príncipe na sua tarefa sagrada, cabia a este dar aos súditos o sentimento dos seus respectivos deveres para despertar-lhes o espírito e a sabedoria.
O príncipe tinha que ser príncipe, o ministro, ministro, e assim por diante, bem definidas as funções hierárquicas, marcados os ritos, qualquer desvio disso era perigoso, nocivo, visto que confundia os súditos, introduzindo à desconfiança e à desordem no reino.
Desta maneira, se um governante ou um seu funcionário locupleta-se com os recursos públicos, botando a mão no tesouro do estado para seu próprio beneficio, deve esperar-se que o mesmo ocorra entre a gente comum, entre os governados.
E, ao contrário, se ele mostra-se íntegro, ajuizado e responsável com os gastos públicos, todos o seguirão em parcimônia e correção.
Para alcançar isso era preciso, insistiu Confúcio, conhecer o funcionamento da natureza das coisas com o fim de obrar (yi) em qualquer situação e compreender a significação íntimas dos ritos (li).
Diríamos hoje conhecer a psicologia e o caráter dos homens.
Hierarquia e o Respeito são, pois, os pilares do bom governo, aquilo que dá sustentação a Harmonia.
Os súditos, por sua vez, além de manterem-se obedientes às cinco relações sociais, devem ser ensinados no tchon , a retidão, para que possam praticar o chu, o altruísmo.


Governo e moral
A obsessão burocrática de Confúcio - talvez o primeiro ideólogo da burocracia então em formação - de quer ver tudo como um ritual, revela-se quando ele faz reiteradas recomendações ao príncipe em fazer bem a tcheng min (a denominação correta das coisas), a precisa distribuição dos deveres e das funções dos servidores, pois ele, o senhor, não é apenas alguém que reina.
O kiun tseu, o príncipe, organizador das coisas, é igualmente um valor moral: a nobreza da alma dele é o que melhor o qualifica para as dignas e elevadas funções que exerce.
Assegurada a absoluta correção pessoal dele, pode até dispensar-se de promulgar leis, pois o seu desejo ou inclinação prontamente são obedecidos pelos súditos.
Não precisa, para tanto, intimidar ou atemorizar ninguém.
Ao adentrar em qualquer recinto todos sentem a inequívoca força moral que se desprende dele, prostrando-se frente ao seu caráter superior.
O bom governo é acima de tudo uma força moral que constrange o potencial negativo e anti-social do delinqüente, do malvado e do fraudador, cerceando-os, obrigando-os a seguirem as regras do bom convívio desejado pela coletividade.
Entende-se assim o dito de Confúcio de que "a virtude do príncipe é como o vento agindo sobre a erva da plebe.
A erva sempre se curva quando o vento sopra sobre ela."
O estímulo sistemática dele, em linguagem sempre poética, para a conciliação entre o governo e seus dirigidos, entre soberano e súdito, entre o homem e a natureza e dos homens entre si, é que explica denominação poética da maioria das dependências existentes na Cidade Proibida de Pequim, antiga morada dos imperadores chineses, construída no tempo da Dinastia Ming.
Sucedem-se naqueles pavilhões, construções que por 600 anos serviram aos detentores do Mandato Divino, uma alameda chamada de a Pureza Celestial, seguida pela da União e Paz, outra denominada de a Tranqüilidade Terrestre e ainda a da Elegância Preservada, havendo um prédio dedicado às Melodias Alegres.


O sábio e o santo
Confúcio usava a expressão Kiun tseu, para indicar, indistintamente , o príncipe, o senhor, assim como o sábio, colocando-os aparentemente no mesmo patamar. Ambos seriam homens superiores.
Todavia exerciam funções distintas (o príncipe com a tarefa de bem governar e o sábio com a de educar e purificar), inteiramente diversas do siao jen , o plebeu.
Se bem que ele considerasse o melhor governo possível o do homem santo, ele afirmou que em épocas degeneradas, como a que ele vivia, tal era impossível de vir a se constituir.
Por isso, o sábio fazia as vezes do homem santo, visto que , por outros caminhos e dedicada perseverança, era capaz de abrigar um conhecimento próximo da santidade.
Enquanto o homem santo imediatamente captava o simbolismo do Bem e da Verdade, o sábio demandava muito mais tempo em decifrá-lo.
Com o enlevamento do coração pelo estudo das Odas (Che), preocupando-se em conduzir-se sempre pelas boas obras, o sábio habilitava-se a alcançar a purificação de si mesmo, dos demais e do mundo inteiro.
Descrevendo a cronologia da sua marcha pessoal em direção á sabedoria,
Confúcio disse:
"Aos 15 anos meu coração concentrou-se com rigor nos estudos, aos 30 anos pude manter-me em pé, aos 40 abandonaram-me as dúvidas, aos 50 anos conheci o Decreto dos Céu.
Aos 60 anos, meus ouvidos abriram-se docemente para a Verdade, aos 70 anos pude seguir os desejos do meu coração sem transgredir nunca com a regra. Aplicai o vosso coração ao Tao (a doutrina)..
Que maravilhoso seria aprender pela manhã o que é o Tao e morrer pela tarde

O Significado do Tao
O vocábulo Tao tem um sentido muito próprio que é Caminho, via, mas ele significa também dizer donde deriva o sentido de doutrina O Tao, evoca antes de tudo a imagem de um caminho que se há a seguir e a idéia de direção de conduta, de regra moral ", mas também " a arte de pôr em comunicação o Céu e a Terra, as forças sagradas e os homens
Para o pensamento filosófico e religioso comum, Tao é o princípio de ordem em todos os domínios correspondentes ao real, fala-se do Tao Celeste e do Tao da Terra como também do Tao do Homem.
Entre o Tao Celeste e o Tao da Terra existe uma oposição mais ou menos como o yang e o yin.
O yang sugere a idéia de exposição ao sol e de calor, por seu lado o yin evoca a idéia de frio e encoberto, é aplicado ao que é interior.
O Tao do Homem exerce a função de intermediário entre o Céu e a Terra.
Segundo um fragmento cosmogónico, o Tao é designado como sendo um ser indiferenciado e perfeito, nascido antes do Céu e da Terra.
O ser indiferenciado e perfeito é interpretado por um hermeneuta do século II a.C. como a misteriosa unidade do Céu e da Terra, que constitui de uma forma caótica ( huen-tuen ), a condição do bloco de pedra não trabalhado Sendo assim, o Tao poderá ser considerado como a totalidade primordial, viva e criadora, mas sem nome e sem forma.
O que não tem nome é origem do Céu e da Terra, e o que tem nome é Mãe dos dez mil seres, isto está escrito noutro fragmento cosmogónico.
O Tao expressa noções que prolongam a imagem cosmogónica.
É importante referir alguns como: O caos ( huen-tuen ), o vazio (hsu ), o nada ( wu ), o grande ( ta ), e o um ( i ).


Tao - O Que É?
Para entender por que o taoísmo e o confucionismo vieram a exercer tão profunda e duradoura influência sobre o povo chinês, bem como sobre o do Japão, da Coréia e de outras nações circunvizinhas, é necessário entender algo do conceito fundamental chinês do Tao.
A palavra em si significa "caminho, estrada, ou vereda".
Por extensão, pode também significar "método, princípio, ou doutrina".
Para os chineses, a harmonia e o funcionamento ordeiro que perceberam no universo eram manifestações do Tao, uma espécie de vontade ou legislação divina que existe no universo e o regula.
Em outras palavras, em vez de crerem num Deus Criador, que controla o universo, eles criam numa providência, uma vontade do céu, ou simplesmente o próprio como a causa de tudo.
Aplicando o conceito do Tao a assuntos humanos, os chineses criam pessoa deve que existe um modo natural e correto , para realizar todas as coisas, e que tudo e todos têm seu devido lugar e sua devida função.
Por exemplo, eles criam que, se o governante cumprisse seus deveres tratando o povo com justiça e cuidando dos rituais sacrificiais pertinentes ao céu, haveria paz e prosperidade para a nação.
Similarmente, se as pessoas se dispusessem a buscar o caminho, ou Tao, e o seguissem, tudo seria harmonioso, pacífico e eficiente. Mas, se elas o contrariassem, ou lhe resistissem, o resultado seria o caos e o desastre.
Este conceito de seguir o Tao e não interferir em seu fluxo é um componente central do pensamento filosófico e religioso chinês.
Pode-se dizer que o taoísmo e o confucionismo são duas expressões diferentes do mesmo conceito.
O taoísmo faz uma abordagem mística, e, em sua forma original, defende a inação, a quietude e a passividade, evitando a sociedade e retornando à natureza.
Seu conceito básico é que tudo sairá bem se as pessoas se acomodarem, nada fizerem, e permitirem que a natureza siga seu curso.
O confucionismo, por outro lado, faz uma abordagem pragmática.
Ensina que a ordem social será mantida se toda pessoa desempenhar o papel que lhe cabe e cumprir com o seu dever.

Mestra Astrea



Astrea e Pureza
Elohim do 4º Raio


Pureza e Astrea são os Elohim do quarto raio (o raio branco) da pureza, perfeição, esperança e integridade.
É o raio da chama da Mãe e da chama da ascensão – o desejo de conhecer e de ser deus por meio da pureza do corpo, da mente e da alma, por intermédio da consciência da Mãe Divina, que abarca as leis naturais que governam toda manifestação no plano terreno.

Pureza mantém o padrão divino da perfeição do Cristo para todos que estão na forma manifestada, focalizando o fogo branco existente no coração de cada sol e átomo – a pura luz branca da qual emanam os sete “raios”, ou aspectos, da consciência crística.

O azul é considerado o aspecto feminino do branco, porque o fogo branco de Pureza coalesce como azul no plano da Matéria.
Astrea, o complemento feminino de Pureza, trabalha 24 horas por dia, empunhando o círculo cósmico e a espada de chama azul, para libertar as crianças da Mãe de tudo, que se opõem ao cumprimento do plano divino mantido no coração de Pureza.

Astrea personifica o conceito hindu de Kali, “a assassina de demônios”.
Sempre que houver algum tipo de discórdia, em qualquer um de seus aspectos, você deve invocar, em nome do Cristo, a Elohim Astrea:
“Coloca teu círculo e espada cósmicos de chama azul em torno da causa e do núcleo dessa situação”.
Então, veja esse círculo de fogo sagrado ao redor da cintura da pessoa, ao redor de grupos de pessoas, edifícios, cidades inteiras, estados, países e em torno da Terra, na altura do equador.
Veja a cena com os olhos da mente, como um anel de safira brilhante e um fogo reluzente de diamante – suas chamas regulares, quase geométricas, cortando como uma serra circular camadas e camadas de discórdia e densidade.
Em seguida, visualize a espada de chama azul como um pilar de fogo azul perpendicular ao círculo de chama azul, quebrando as matrizes das trevas, despedaçando campos de força de doenças, decadência e morte.
Acima de tudo, veja os Elohim, sobre cada pessoa para quem você está orando, segurando a espada paralelamente à coluna vertebral dela, a cinco centímetros de distância.
Essa é a ação pela qual os Elohim desmagnetizam o ser e a consciência dos indivíduos de todas as manifestações de anti-Deus, anti-Cristo e anti-Espírito, de todas as estratégias sinistras dos caídos e das energias serpentinas da mente carnal. Sempre que invocar o círculo e a espada de chama azul do coração de Pureza e Astrea, saiba com absoluta certeza que uma ação de momentum cósmico está ocorrendo.


Retiro Espiritual
O retiro de Pureza e Astrea fica localizado no plano etérico sobre o Golfo do Arcanjo, no braço sudeste do Mar Branco, na Rússia.
Este retiro focaliza as energias do chakra da base do planeta.
O foco etérico interpenetra o plano físico nas planícies vizinhas.
Entra-se neste retiro através de uma grande pirâmide branca acima do solo.
Três agulhas elevam-se através e acima da pirâmide.
A agulha central, estendendo-se da pedra do cimo da pirâmide, é uma pluma amarela.
As duas menores, em ambos os lados, são rosa e azul.
Entra-se na sala triangular e vê-se, no extremo oposto, três fontes da chama da pureza enormes, contrastando com a parede do fundo cor azul marinho escuro.
No centro da sala fica a escadaria principal, que desce dando acesso a um complexo muito grande de salas de aula, salas de chamas e um salão central.

Ao descermos as escadas, vemos imediatamente mais uma fonte da pureza cósmica auto-sustentante.
Sua radiação é tão brilhante que sentimos que estamos na presença do próprio sol. Circundando a fonte, descemos mais um lance de escadas chagando ao salão dos Elohim.
No fundo, sobre uma série de plataformas circulares ascendentes, ficam os tronos de Pureza e Astrea.
O teto abobadado é de cor azul da meia noite, mesclado de violeta escuro, enquanto que o piso sob nossos pés é de pedra, branca como a neve.
Quatro pilares delimitam um quadrado dentro do templo, e outros dois outros pilares sustentam as escadas que acabamos de descer.
Mesas e bancos de pedra branca estão arranjados geometricamente pela sala.
A pedra branca é usada em todo o templo, tingida com as cores dos sete raios para focalizar a pureza do fogo branco e da consciência crística que é expressa por cada um dos sete raios.
Seis escadas, três em cada lado deste grande salão circular, levam a outras salas da chama e salas de aula, uma delas emitindo uma radiação muito intensa de cor azul safira.
Descemos a esta sala e paramos na entrada, para observar a magnífica chama da pureza em grande concentração.
À esquerda, flutuando no ar, está o foco rodopiante do círculo e espada de Astrea, com a espada de chama azul, um pilar de fogo, no centro.
A velocidade da chama que forma o círculo é tão intensa que parece que ele nem se move; mas, pelas centelhas de fogo azul que são espalhadas pela ação centrífuga e centrípeta do fogo rodopiante, percebemos que ele está realmente girando em grande velocidade e com poder da vontade de Deus suficiente para cortar através da energia mais densa e mal qualificada pela humanidade.

Se algum dia precisarmos ser convencidos de que o fogo de Deus inerente no coração da terra é realmente suficiente para salvar a humanidade, aqui vemos prova abundante de que Deus em nós é suficiente para enfrentar qualquer crise da nossa existência.


Invocações e Fiats ao Elohim Pureza e Astrea

1. Chamado ao Cálice do Elohim
Elohim de Deus!
Elohim de Deus!
Elohim de Deus!
Descei agora sobre todas as nações da Terra, a fim de elevar as almas de luz!
Descei através do cálice dos Elohim, ancorado sobre o Coração do Retiro Interno!
Pedimos que esse cálice seja reforçado.
Sete Poderosos Elohim, dai-nos o poder para sermos o vosso cálice na Terra!
Dai-nos o poder para promovermos a transformação pessoal e mundial!
Dai-nos o poder para que possamos ensinar os outros a estabelecer uma relação pessoal com Deus, que é seu direito divino nato!

2. Fiat a Pureza e Astrea:

Elohim Pureza e Astrea! (repetir 9 vezes)

3. Chamado ao Elohim Pureza e Astrea:
Elohim Pureza e Astrea!
Elohim Pureza e Astrea!
Elohim Pureza e Astrea!
Em nome de Jesus, o Cristo, peço-vos que seleis o vosso anel e espada cósmicos de chama azul em torno de todos os padrões, em mim e em todas as crianças de Deus, que nos mantêm escravizados aos maus hábitos, tendências carnais e vícios de qualquer tipo!
Invoco os Elohim Pureza e Astrea, a Deusa da Luz, a Rainha da Luz e a Deusa da Pureza, para que enviem o seu fogo branco e o seu anel e espada de fogo azul para neutralizar todos os abusos de substâncias, vícios, suicídios, abortos e violações contra as crianças.
Em nome de Deus Todo-poderoso, de Jesus Cristo, do Espírito Santo e da Mãe Divina, invoco a amada Astrea e todos os poderosos Elohim para que selem o anel e a espada de chama azul em torno da causa e do núcleo de tudo o que se opõe à minha identidade Divina.

Fonte : Summit Lighthouse do Brasil

Mãe Maria



Para ouvir a música AVE MARIA

Escolha.docx


Segundo uma tradição católica estima-se que a Virgem Maria teria nascido a 8 de setembro, num sábado, data em que a Igreja festeja a sua Natividade.

Também é da tradição pertencer à descendência de Davi - neste sentido existem relatos de Inácio de Antioquia, Santo Irineu, São Justino e de Tertuliano - consta ainda dos "apócrifos" Evangelho do nascimento de Maria e do Protoevangelion e é também de uma antiga tradição que remonta ao século II que seu pai seria São Joaquim, descendente de Davi, e que sua mãe seria Sant'Ana, da descedência do Sacerdote Aarão.



De acordo com o costume judaico aos três anos, Maria teria sido apresentada no Templo de Jerusalém, é também da tradição que ali teria permanecido até os doze anos no serviço do Senhor, quando então teria morrido seu pai, São Joaquim.


A Visitação a Santa Isabel, Domenico Ghirlandaio, 1491, Museu do Louvre, Paris.
Com a morte do pai teria se transferido para Nazaré, onde São José morava.
Três anos depois realizar-se-iam os esponsais.
Os padres bolandistas, que dirigiram a publicação da Acta Sanctorum de 1643 a 1794, supõem em seus estudos que São Joaquim era irmão de São José, o que caracterizaria um caso de endogamia, o que era comum entre os judeus.



Nos Evangelhos
O papel que ocupa na Bíblia é mais discreto se comparados com a tradição católica.
Os dados estritamente biográficos derivados dos Evangelhos dizem-nos que era uma jovem donzela virgem , quando concebeu Jesus, o Filho de Deus.
Era uma mulher verdadeiramente devota e corajosa.
O Evangelho de João menciona que antes de Jesus morrer, Maria foi confiada aos cuidados do apóstolo João e a Igreja Católica viu aí que nele estava representada toda a humanidade, filha da Nova Eva.


Jesus abraçando sua Mãe querida

É dezenove vezes citada no Novo Testamento, entre elas:
«A virgem engravidará e dará à luz um filho ... Mas José não teve relações com ela enquanto ela não deu à luz um filho.
E ele lhe pôs o nome de Jesus.» (Mateus 1:23-25), "Você ficará grávida e dará à luz um filho, e lhe porá o nome de Jesus. ... será chamado Filho do Altíssimo."

Maria pergunta ao anjo Gabriel:
"Como acontecerá isso, se sou virgem "
O anjo respondeu: «O Espírito Santo virá sobre você, e o poder do Altíssimo a cobrirá com a sua sombra.
Assim, aquele que nascer será chamado santo, Filho de Deus.» (Lucas 1:26-35)


A Dormição de Maria, por Duccio di Buoninsegna, 1308, Museo dell'Opera del Duomo, Siena.

A Dormição
Não há registros históricos do momento da morte de Maria.
Diz uma tradição cristã que ela teria morrido (Dormição da Virgem Maria) no ano 42 d.C. e seu corpo depositado no Getsêmani.
Desde os primeiros séculos, usou-se a expressão dormitação, do lat. dormitáre, em vez de "morte".
Alguns teólogos e mesmo santos da Igreja Católica, por devoção, sustentam que Maria não teria morrido, mas teria "dormitado" e assim levada aos Céus; outra corrente, diversamente, sustenta que não teria tido este privilégio uma vez que o próprio Jesus passou pela morte.
Na liturgia bizantina a festa da dormição ocorre no dia 31 de agosto, é a Dormição da SS. Mãe de Deus, "Kóimesis" em grego e Uspénie em língua eslava eclesiástica, termos que se referem ao ato de dormir.
A partir de 1 de agosto, na Igreja oriental e bizantina (ortodoxos e greco-católicos) inicia-se a preparação para esta festa.
O dia 15 de agosto foi estabelecido pelo imperador Maurício (582-602), do Império Romano do Oriente, mantendo assim uma antiga tradição, no Ocidente foi introduzida pelo Papa Sérgio I.
Do ponto de vista oficial do magistério, entretanto, a Igreja Católica, sobre esta matéria, nunca se pronunciou, o que coloca o tema na livre devoção dos fiéis.
Reservou-se ao dogma apenas o tema da Assunção em si.
Sobre a dormição de Maria, entretanto, João Paulo II assim se manifestou:

(...) O Novo Testamento não dá nenhuma informação sobre as circunstâncias da morte de Maria.
Este silêncio induz supor que se produziu normalmente, sem nenhum fato digno de menção.
Se não tivesse sido assim, como teria podido passar desapercebida essa notícia a seu contemporâneos sem que chegasse, de alguma maneira até nós?
No que diz respeito às causas da morte de Maria, não parecem fundadas as opiniões que querem excluir as causas naturais.
Mais importante é investigar a atitude espiritual da Virgem no momento de deixar este mundo.
A este propósito, São Francisco de Sales considera que a morte de Maria se produziu como efeito de um ímpeto de amor.
Fala de uma morte "no amor, por causa do amor e por amor" e por isso chega a afirmar que a Mãe de Deus morreu de amor por seu filho Jesus (Tratado do Amor de Deus, Liv. 7, cc. XIII-XIV).

Qualquer que tenha sido o fato orgânico e biológico que, do ponto de vista físico, Lhe tenha produzido a morte, pode-se dizer que o trânsito desta vida para a outra foi para Maria um amadurecimento da graça na glória, de modo que nunca melhor que nesse caso a morte pode conceber-se como uma "dormição".


PREPARAÇÃO

Procure posicionar-se o mais confortavelmente possível diante do seu micro;
Feche os olhos e procure esvaziar a sua mente;
Permaneça assim, com a mente calma e em contato com você mesmo durante alguns instantes;

Visualize o seu corpo envolvido em círculos de luz Azul, Dourada, Rosa, Branca, Verde, Rubi e Violeta que se expandem, se expandem, se expandem envolvendo todo o seu corpo e tudo aquilo que estiver ao seu redor trazendo para este seu espaço toda a energia que o abençoa e consagra para que você, neste instante, receba a benção contida na mensagem da Mãe Maria.

Visualize um tubo de luz Branco-Cristal que desce do centro do Universo e se conecta ao seu coração.

Reze, em voz alta, a Grande Invocação:

A GRANDE INVOCAÇÃO
Do Ponto de Luz na mente de Deus
Que flua a Luz nas mentes dos homens e Luz desça à Terra.
Do ponto de amor no coração de Deus,
Que flua amor aos corações dos homens e Cristo retorne à Terra.
Do centro onde a vontade de Deus é conhecida,
Que o propósito guie as pequenas vontades dos homens,
O propósito que os Mestres conhecem e servem.
Do centro a que chamamos a raça dos homens,
Que se realize o plano de Amor e de Luz
E feche a porta onde se encontra o mal.
Que a Luz, o Amor e o Poder restabeleçam o Plano Divino sobre a Terra, hoje e por toda a Eternidade.
Amém! Amém! Amém!


Agora, leia tranqüila e pausadamente a mensagem da Mãe Maria.
Depois, feche os olhos e permaneça assim por alguns instantes para que o Plano Espiritual possa atuar em você.

Retorne a esta página para receber a bênção da Mãe Maria sempre que quiser e, principalmente, quando sentir que precisa de carinho, de conforto e de um real incentivo para prosseguir nesta sua jornada.


Amado Filho,
Nestes momentos de reflexão sobre os reais valores da Vida, que possais aceitar a Verdadeira Chama do Amor Incondicional que centraliza a pureza da verdade de vosso coração.

Este é o momento de cada ser assumir a responsabilidade individual perante a própria vida e reencontrar o padrão mental apropriado para manifestar a Chama da Perfeição.
Este é um momento de ressonância planetária, pois aquilo que sois reflete a grandiosidade de vossos reais caminhos; a energia de vossa alma é o reflexo de vossas coerências e realidades.
Abri vossa mente e ireis perceber que todos os seres são UNOS no Poder da Manifestação da Luz.

Em Nome e no Poder da Hoste Celestial, EU ABENÇÔO a energia de vossa Presenças EU SOU para que se cumpra na Terra a Chama da Vitoriosa Conclusão em nome do Amor Incondicional.
A Chama do Amor está centrada na Sintonia do Equilíbrio, no Poder Crístico e na Vitória.

Visualizai o planeta Terra à vossa frente, totalmente envolto em uma rosa rubi-dourada que se expande, se expande, envolvendo todos os Reinos existentes para que a Devoção à Vida retome o Poder da Perfeição de Deus na Terra AGORA.

Aceitai em vosso coração o Real Poder da Sagrada Chama Trina e vereis que todos os seres são o reflexo maior da magnitude da VONTADE DE DEUS NA TERRA.

Visualizai vossa Chama Trina, a Chama composta pelas Chamas Azul, Dourada e Rosa que pulsam e vibram em total sintonia com o Coração de Luz do Planeta, ativando a sintonia entre todos os Seres que buscam a Maestria e a Magnitude do Poder em Ação.
A Chama Trina é a Presença do Pai-Filho-Espírito Santo atuando em vós.

Amado Filho, que possais manter vosso equilíbrio interior e, assim, vosso poder de atrair o Amor e a Fé estarão mais próximos de vossas Presenças EU SOU.
Que possais caminhar no Amor e na Fé e que as bênçãos da Hoste Angélica estejam sempre em vossos corações e em vossas vidas

Amor e Luz,
EU SOU VOSSA MÃE


MENSAGEM MÃE MARIA
Amados Filhos,

Que as bênçãos do amor tragam paz aos vossos corpos, mentes e corações.
Hoje Eu vos falo do desapego, do tempo de cortar todas as amarras que vos prendem ao mundo da ilusão!

Muitos de vós não compreendeis o real significado do desapego; muitos acham que desapegar-vos é sinônimo de abandonar, de virar as costas, de deixar ir, de não mais conviver com os seres amados, e essa idéia é assustadora para os Filhos da Terra.

É hora de compreender que o desapego é sinônimo de liberdade.

Sim, amados, é tempo de libertar aqueles que fazem parte de vossas vidas, é tempo de não confundir amor com escravidão, é tempo de amar e ser amado, sem cobranças, sem impor condições.

É preciso que possais compreender que cada habitante da Terra traçou um caminho e escolheu as experiências pelas quais queria passar para avançar no processo da evolução.

Assim sendo, é tempo de compreender que não podeis viver pelo outro, não podeis evitar os desafios pelos quais o outro precisa passar para vencer seus limites.

Cada um exercitou escolhas antes de encarnar e continua exercitando escolhas no dia a dia, e é preciso que essas escolhas sejam respeitadas por todos que aí estão; todos são partes do mesmo barco, mas cada um tem uma missão única a cumprir enquanto passageiro desse barco.

Só cumprindo vosso propósito e deixando que o outro cumpra o dele é que podereis, como ser humano e como humanidade, concluir essa vossa etapa de evolução.

Bem amados, nos rejubilamos com todos vós e estamos muito próximos da humanidade com o intuito de ajudar a acelerar vossos processos de ascensão.

Senti minha presença em vosso coração, e bebei da fonte do amor que Eu disponibilizo para todos vós; invocai por minha presença e Eu aí estarei para auxiliar-vos em todos os momentos, em todos os desafios, apoiando-vos e alimentando-vos com o meu amor.

Bem amados, Eu vos deixo agora derramando sobre todos vós as minhas bênçãos e envolvendo a todos no meu manto de proteção, porque Eu Sou Maria, Vossa Mãe.

Mensagem de Mãe Maria
canalizada por Jane M. Ribeiro aos 17/11/09



TEXTOS E MENSAGENS

MENSAGENS DE NOSSA SENHORA.docx

mensagem transmitida pela Rainha da Paz.docx


ORAÇÕES BÁSICAS DO CRISTÃO.docx

DIA 13 DE MAIO- DIA DE NOSSA SENHORA FÁTIMA



PRIMEIRA APARIÇÃO



Em todo o Portugal e em todos os países do mundo, particularmente no Brasil, tem-se criado, no decorrer da história, fortes raízes à devoção a Nossa Senhora de Fátima.
O início e características desta devoção muito de semelhante tem à de Nossa Senhora de Lourdes.
Como em Lourdes, Nossa Senhora se dignou comunicar à menina Bernadete de Soubirous, hoje santa canonizada pela Igreja, Maria Santíssima em Fátima apareceu, (no ano de 1917) por diversas vezes às três crianças: Lúcia de Jesus dos Santos e seus primos Francisco e Jacinta Marto.
Entre Lúcia e a Aparição estabeleceu-se diálogo da duração de dez minutos.
Jacinta via a Aparição e ouvia-lhe as palavras dirigidas a Lúcia; Francisco via apenas a Aparição, sem, porém, ouvir coisa alguma, apesar de se achar na mesma distância e possuir ótimo ouvido.




Quando Nossa Senhora apareceu pela primeira vez em Fátima, no dia 13 de maio de 1917, Lúcia acabara de completar 10 anos; Francisco estava para completar 9; e Jacinta, a menor, tinha pouco mais de 7 anos.

A aparição era de uma donzela formosíssima, que parecia ter dezoito anos de idade, e vinha rodeada de claridade fulgurante, tanto que as crianças na primeira vez se assustaram e pensaram em fugir.
A aparição, porém, de voz dulcíssima, as tranquilizou, e assim ficaram.
O folheto publicado pelo Visconde de Montelo sobre as aparições diz o seguinte: "O vestido da Senhora era de uma alvura puríssima de neve, assim como o manto, orlado de ouro que lhe cobria a cabeça e a maior parte do corpo.




O rosto, de uma riqueza de linhas irrepreensíveis e que tinha um não sei que de sobrenatural e divino, apresentava-se sereno e grave e como que toldado de uma leve sombra de tristeza.
Das mãos, juntas à altura do peito, pendia-lhe rematado por uma cruz de ouro, um lindo rosário, cujas contas brancas brancas de arminho, pareciam pérolas.
De todo o seu vulto, circundado de um esplendor mais brilhante que o sol, irradiavam feixes de luz, especialmente do rosto, de uma formosura impossível de descrever, incomparavelmente superior a qualquer beleza humana.




As crianças, surpreendidas, pararam bem perto da Senhora, dentro da luz que a envolvia. Nossa Senhora então deu início a seguinte conversação com Lúcia:

- Não tenhais medo. Eu não vos faço mal.
- De onde é Vossemecê?
- Sou do Céu.
- E que é que Vossemecê quer?
- Vim para vos pedir que venhais aqui seis meses seguidos, no dia 13, a esta mesma hora. Depois vos direi quem sou e o que quero.
Depois, voltarei ainda aqui uma sétima vez.
- E eu vou para o Céu?
- Sim, vais.
- E a Jacinta?
- Também.
- E o Francisco?
- Também; mas tem que rezar muitos Terços.
Lucia lembrou-se então de perguntar por duas jovens suas amigas que haviam falecido pouco tempo antes:
- A Maria das Neves já está no Céu?
- Sim, está.
- E a Amélia?
- Estará no Purgatório até o fim do mundo.

Nossa Senhora fez então um convite explícito aos pastorinhos:
- Quereis oferecer-vos a Deus para suportar todos os sofrimentos que Ele quiser enviar-vos, em ato de reparação pelos pecados com que Ele é ofendido, e de súplica pela conversão dos pecadores?
- Sim, queremos.
- Ides, pois, ter muito que sofrer, mas a graça de Deus será o vosso conforto.
Nossa Senhora ainda acrescentou:
"Rezem o Terço todos os dias, para alcançarem a paz para o mundo e o fim da guerra".
Depois, começou a Se elevar majestosamente pelos ares na direção do nascente, até que desapareceu.

A aparição convidou as criaturas a voltaram todos os meses no dia treze, durante seis meses no dia treze, durante seis meses consecutivos àquele local, vulgarmente conhecido pelo nome de Cova da Iria, situado a pouco mais de dois quilômetros da igreja paroquial de Fátima.

A princípio ninguém prestava crédito às afirmações das crianças, que eram apodadas de mentirosas por toda a gente, mesmo pelas pessoas de suas famílias.
A 13 de junho (dia da 2ª aparição) umas 50 pessoas acompanharam os videntes, na esperança de presenciarem o que quer que fosse de extraordinário.
Nos meses seguintes o concurso de curiosos e devotos aumentou consideravelmente, reunindo-se talvez 5.000 pessoas em julho, 18.000 em agosto e 30.000 em setembro, junto a azinheira sagrada.

No momento em que se verificava a aparição, inúmeros sinais misteriosos de que muitas pessoas fidedignas dão testemunho, se sucederam uns após outros na atmosfera e no firmamento.
A aparição recomendou insistentemente que todos fizessem penitência e rezassem o terço do Rosário.
Comunicou às crianças um segredo, que não podiam revelar a ninguém, e prometeu-lhes o céu.




SEGUNDA APARIÇÃO

A 13 de junho, os videntes não estavam sós, mais 50 pessoas haviam comparecido ao local.
A pequena Jacinta não conseguira guardar o segredo que os três haviam combinado, e se espalhara a notícia da aparição.
Desta vez, foi Lúcia que principiou a falar:

- Vossemecê que me quer?
- Quero que venhais aqui no dia 13 do mês que vem, que rezeis o terço todos os dias, e que aprendais a ler.
Depois direi o que quero.
Lúcia pediu a Nossa Senhora a cura de um doente.
- Se se converter, curar-se-á durante o ano.
- Queria pedir-lhe para nos levar para o Céu.
- Sim, a Jacinta e o Francisco, levo-os em breve.
Mas tu ficas cá mais algum tempo.
Jesus quer Servir-se de ti para Me fazer conhecer e amar.
Ele quer estabelecer no mundo a devoção ao meu Imaculado Coração.
A quem a abraçar, prometo a salvação; e serão queridas de Deus estas almas, como flores postas por Mim a adornar o seu trono.
- Fico cá sozinha?
- Não, filha.
E tu sofres muito?
Não desanimes.
Eu nunca te deixarei.
O meu Imaculado Coração será o teu refúgio, e o caminho que te conduzirá até Deus.
Nossa Senhora, como da primeira vez, elevou-se com majestosa serenidade e foi-se distanciando, rumo ao nascente.




TERCEIRA APARIÇÃO

A 13 de julho, mais de 2 mil pessoas haviam comparecido à Cova da Iria.
As pessoas presentes notaram uma nuvenzinha de cor acinzentada pairando sobre a azinheira; notaram também que o sol se ofuscou e um vento fresco soprou, aliviando o calor daquele auge de verão.
Novamente foi Lúcia que iniciou a conversação:

- Vossemecê que me quer?
- Quero que venham aqui no dia 13 do mês que vem, que continuem a rezar o Terço todos os dias, em honra de Nossa Senhora do Rosário, para obter a paz do mundo e o fim da guerra, porque só Ela lhes poderá valer.
- Queria pedir-lhe para nos dizer Quem é; para fazer um milagre com que todos acreditem que Vossemecê nos aparece.
- Continuem a vir aqui, todos os meses.
Em outubro direi Quem sou, o que quero, e farei um milagre que todos hão de ver para acreditar.
Lucia fez então alguns pedidos de graças e curas.
Nossa Senhora respondeu que deviam rezar o Terço para alcançarem as graças durante o ano.





Depois, prosseguiu:
- Sacrificai-vos pelos pecadores, e dizei muitas vezes, em especial sempre que fizerdes algum sacrifício: Ó Jesus, é por vosso amor, pela conversão dos pecadores, e em reparação pelos pecados cometidos contra o Imaculado Coração de Maria.

Deu-se então a visão do Inferno, descrita, anos depois, pela Irmã Lúcia.
Esta visão constitui a primeira parte do Segredo de Fátima, revelada apenas em 1941, assim como a segunda parte a seguir:

Após a terrível visão do inferno, os três pastorinhos levantaram os olhos para Nossa Senhora, como que para pedir socorro, e Ela, com bondade e tristeza, prosseguiu:




- Vistes o inferno, para onde vão as almas dos pobres pecadores.
Para as salvar, Deus quer estabelecer no mundo a devoção ao meu Imaculado Coração.
Se fizerem o que Eu vos disser, salvar-se-ão muitas almas e terão paz.
A guerra vai acabar.
Mas se não deixarem de ofender a Deus, no reinado de Pio XI começará outra pior.
Quando virdes uma noite alumiada por uma luz desconhecida, sabei que é o grande sinal de Deus vos dá, de que vai punir o mundo de seus crimes, por meio da guerra, da fome e de perseguições à Igreja e ao Santo Padre.
Para a impedir, virei pedir consagração da Rússia ao meu Imaculado Coração e a comunhão reparadora nos primeiros sábados.
Se atenderem aos meus pedidos, a Rússia se converterá e terão paz; se não, espalhará seus erros pelo mundo, promovendo guerras e perseguições à Igreja.
Os bons serão martirizados, o Santo Padre terá muito que sofrer, várias nações serão aniquiladas.
Por fim, o meu Imaculado Coração triunfará.
O Santo Padre consagrar-Me-á, a Rússia se converterá, e será concedido ao mundo algum tempo de paz.
Em Portugal, se conservará sempre o Dogma de Fé; etc...




(Aqui se insere a terceira parte do Segredo de Fátima, revelada pelo Papa em 13 de maio de 2000.)

- Isso não digais a ninguém ao Francisco sim, podes dizê-lo.
Após uma pausa prosseguiram:

- Quando rezardes o terço, dizei depois de cada mistério:
Ó meu Jesus, perdoai-nos, livrai-nos do fogo do inferno, levai as almas todas para o Céu, principalmente aquelas que mais precisarem.

- Vossemecê não me quer mais nada?
- Não. Hoje não te quero mais nada.

E como das outras vezes, começou a se elevar com majestade na direção do nascente, até desaparecer por completo.




QUARTA APARIÇÃO

Os três pastorinhos foram sequestrados, na manhã do dia 13 de agosto, pelo administrador de Ourém, a cuja jurisdição pertencia Fátima.
Ele achava que os segredos de Nossa Senhora se referiam a um acontecimento político que acabaria com a República, recém instalada em Portugal.

Como eles nada revelaram do segredo-mesmo tendo sido deixados sem comida, presos juntamente com criminosos comuns e sofrido forte pressão - o truculento administrador acabou por desistir do intento e devolveu os videntes a suas famílias.
Mas com isso, eles tinham perdido a visita da Bela Senhora, que descera à cova de Iria, mas não os encontrara.




Dois dias depois, entretanto, a Virgem novamente lhes apareceu,em um local chamado Valinhos.
Como das outras vezes, seguiu-se o diálogo:

- Que é que Vossemecê me quer?
- Quero que continueis a ir à Cova da Iria no dia 13; que continueis a rezar o Terço todos os dias.
No último mês, farei o milagre para que todos acreditem.
- Que é que Vossemecê quer que se faça ao dinheiro que o povo deixa na Cova da Iria?
- Façam dois andores.
Um, leva-o tu com a Jacinta e mais duas meninas, vestidas de branco; o outro, que leve o Francisco com mais três meninos.
O dinheiro dos andores é para a festa de Nossa Senhora do Rosário; e o que sobrar é para a ajuda de uma capela, que hão de mandar fazer.

- Queria pedir-Lhe a cura de alguns doentes.
- Sim, alguns curarei durante o ano.
Rezai, rezai muito; e o que fazei sacrifícios pelos pecadores, que vão muitas almas para o inferno, por não haver quem se sacrifique e peça por elas.




Em seguida, como de costume, começou a se elevar e desapareceu na direção do nascente.




Pediu que naquele local se erigisse uma capela em sua honra e declarou que no dia 13 de outubro havia de fazer um milagre para que todo o povo acreditasse que Ela realmente tinha ali aparecido.






Em 13 de agosto, momentos antes da hora da aparição, as crianças foram ardilosamente raptadas pelo administrador do Conselho, que as reteve em sua casa durante dois dias, ameaçando-as de morte se não se desdissessem ou pelo menos não revelassem o segredo que a aparição lhes tinha confiado.


QUINTA APARIÇÃO

A 13 de setembro, já eram 15 ou 20 mil as pessoas presentes no local das aparições.
A Virgem assim falou:

- Continuem a rezar o Terço, para alcançarem o fim da guerra.


Em outubro virá também Nosso Senhor, Nossa Senhora das Dores e do Carmo, São José com o Menino Jesus, para abençoarem o mundo.
Deus está contente com os vossos sacrifícios, mas não quer que durmais com a corda.
(que usavam cingida aos rins)
Trazei-a só durante o dia.
- Têm-me pedido para Lhe pedir muitas coisas: a cura de alguns doentes, de um surdo-mudo.
- Sim, alguns curarei.
Outros, não, Em outubro farei o milagre para que todos acreditem.

Em seguida, começou a se elevar e desapareceu no firmamento.






SEXTA APARIÇÃO (Milagre do Sol)

A 13 de outubro, era imensa a multidão que acorrera á Cova da Iria: 50 a 70 mil pessoas.
A maior parte chegara na véspera e ali passara a noite.


Chovia torrencialmente e o solo se transformara num imenso lodaçal.
A multidão rezava o terço quando, à hora habitual, Nossa Senhora apareceu sobre a azinheira:



- Que é que Vossemecê me quer?
- Quero dizer-te que façam aqui uma capela em minha honra; que sou a Senhora do Rosário; que continuem sempre a sempre rezar o Terço todos os dias.
A guerra vai acabar, e os militares voltarão em breve para suas casas
.
- Eu tinha muitas coisas para lhe pedir: se curava uns doentes e se convertia uns pecadores, etc. ...
- Uns sim, outros não.
É preciso que se emendem; que peçam perdão dos seus pecados.
Não ofendam mais a Deus Nosso Senhor, que já está muito ofendido.

Nesse momento, abriu as mãos e fez com que elas se refletissem no Sol, e começou a Se elevar, desaparecendo no firmamento.
Enquanto Se elevava, o reflexo de sua própria luz se projetava no Sol.
Os pastorinhos então viram, ao lado do Sol, o Menino Jesus com São José e Nossa Senhora.
São José e o Menino traçavam com a mão gestos em forma de cruz, parecendo abençoar o mundo.

Desaparecida esta visão, Lúcia viu Nosso Senhor a caminho do Calvário e Nossa Senhora das Dores.
Ainda uma vez Nosso Senhor traçou com a mão um sinal da Cruz, abençoando a multidão.
Por fim aos olhos de Lúcia apareceu Nossa Senhora do Carmo com o Menino Jesus ao colo, com aspecto soberano e glorioso.
As três visões recordaram, assim, os Mistérios gasosos, os dolorosos e os gloriosos do Santo Rosário.




Enquanto se passavam essas cenas, a multidão espantada assistiu ao grande milagre prometido pela Virgem para que todos cressem.

No momento em que Ela se elevava da azinheira e rumava para o nascente, o Sol apareceu por entre as nuvens, como um grande disco prateado, brilhando com fulgor fora do comum, mas sem cegar a vista.
E logo começou a girar rapidamente, de modo vertiginoso.



Depois parou algum tempo e recomeçou a girar velozmente sobre si mesmo, à maneira de uma imensa bola de fogo.
Seus bordos tornaram-se, a certa altura, avermelhados e o Astro-Rei espalhou pelo céu chamas de fogo num redemoinho espantoso.
A luz dessas chamas se refletia nos rostos dos assistentes, nas árvores, nos objetos todos, os quais tomavam cores e tons muito diversos, esverdeados, azulados avermelhados, alaranjados etc.





Três vezes o Sol, girando loucamente diante dos olhos de todos, se precipitou em zigue-zague sobre a terra, para pavor da multidão que, aterrorizada, pedia a Deus perdão por seus pecados e misericórdia.

O fenômeno durou cerca de 10 minutos .
Todos o viram, ninguém ousou pô-lo em duvida, nem mesmo livre-pensadores e agnósticos que ali haviam acorrido por curiosidade ou para zombar da credulidade popular.

Não se tratou, como mais tarde imaginaram pessoas sem fé, de um fenômeno de sugestão ou excitação coletiva, porque foi visto a até 40 km de distância, por muitas pessoas que estavam fora do local da aparições e portanto fora da área de influência de uma pretensa sugestão ou excitação.

Mais um pormenor espantoso notado por muitos: as roupas, que se encontravam encharcadas pela chuva no início do fenômeno, haviam secado prodigiosamente minutos depois.




Toda imprensa, inclusive a de grande circulação se referiu, em termos respeitosos e com bastante desenvolvimento de Fátima.
As apreciações destes fatos, mesmo no campo católico, não foram unânimes.
As afirmações das crianças relativas ao próximo fim da grande guerra européia, contribuiram para essa divergência de opiniões.
Mas apesar disso, de ano para ano, a devoção a Nossa Senhora do Rosário de Fátima aumenta e propaga-se por toda a parte.
O concurso de peregrinos é enorme e verifica-se especialmente no dia 13 de cada mês, nos domingos, nos dias consagrados à Santíssima Virgem e, mais do que nunca, no dia 13 de maio e no dia 13 de outubro de cada ano.




A história e o tempo deixaram registradas ocorrências de inúmeras graças, curas prodigiosas e milagres atribuídos à intervenção de Nossa Senhora de Fátima.

Diante dos acontecimentos de Fátima, a Igreja deixou-se ficar na maior reserva e teve muita cautela, investigando e analisando o fatos por não curto espaço de tempo.
O Cardeal-Patriarca de Lisboa, D. Antônio Mendes Belo (falecido em 04 de agosto de 1929, na idade de 87 anos), só em 26 de junho de 1927, isto é, 10 anos depois das aparições, foi a Fátima, onde benzeu a via sacra colocada junto a estrada de Leiria a Fátima, muito depois de outros bispos e prelados terem visitado Fátima, por exemplo, o Arcebispo de Évora, o Primaz D. Manoel Vieira de Maos, o Núncio Apostólico de Lisboa e o Bispo de Funchal.
Em 1931 o Episcopado Português fez a solene consagração do país a Nossa Senhora do Rosário de Fátima.




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