segunda-feira, 26 de março de 2012

Como o remédio age no nosso corpo?



Para que o funcionamento do metabolismo do corpo humano ocorra naturalmente apenas são necessários alimentos diversificados e água pura.

As demais substâncias só devem ser utilizadas em dosagens controladas por um profissional e para aliviar algum tipo de incômodo causado por doença.

Só que para algumas pessoas a banda não toca assim não, na intenção de acabar com as dores e de "curar" alguma doença elas aumentam a dosagem dos remédios, no começo pode ser que até funcione mas a longo prazo pode ser um desastre.

Para começar vamos entender primeiro o que acontece com os remédios no nosso organismo, depois vamos ver o que a super dosagem pode provocar.


1. Assim que você ingere um remédio “via oral”, ele desce pela faringe e atinge o esôfago e chega ao estômago.
No estômago, as enzimas digestivas começam a triturar a pílula engolida (o mesmo que acontece quando comemos algo).
Se o medicamento não tiver uma cápsula protetora para conter as enzimas, parte do princípio ativo do remédio já será absorvida no estômago, entrando na corrente sanguínea.


2. Do estômago a pílula triturada “desce” para o intestino.
É lá que ocorrerá a absorção da maior parte do princípio ativo, pois esse órgão é rodeado por muitos vasos sanguíneos.
Como a maioria dos remédios são bem solúveis, os princípios ativos atravessam as membranas permeáveis do intestino e penetram nesses vasos.


3. Chegando na corrente sanguínea, o princípio ativo do remédio começa a circular pelas artérias e veias do organismo, que são responsáveis por levar a substância química do remédio até o exato ponto onde ela precisa agir.
Em geral, o remédio que circula na corrente sanguínea só não penetra numa parte do corpo: o cérebro.
Para preservar essa sensível região de danos colaterais, existe uma proteção fisiológica chamada barreira hematoencefálica.
Ela impede a passagem da maioria das substâncias químicas para o líquor, o líquido que banha o sistema nervoso central


4. O segredo do remédio é que ele só entra em ação quando seu princípio ativo interage com moléculas do corpo chamadas de receptores.
Como cada órgão (coração, pulmão, fígado…) tem receptores específicos, o medicamento só age quando seu princípio ativo encontra moléculas que se “encaixem” perfeitamente com sua fórmula química.



Formas de administrar os medicamentos

Agora que já viu o que o nosso corpo faz aos medicamentos, podemos concentrar de que forma cada formulação (a forma do medicamento) pode afetar a absorção, distribuição, metabolização e excreção.

Existem várias formas de tomar medicamentos:

- Comprimidos
- Supositórios
- Comprimidos sublinguais
- Via transdérmica
- Inaladores e sprays nasais
- Colírios
- Intravenosa (IV)
- Intratecal
- Intramuscular (IM)
- Subcutânea (SC)


Comprimidos -
A maioria dos medicamentos está disponível sob a forma de comprimidos.
Esta é muitas vezes a maneira mais fácil de administrar um medicamento.
Esta formulação resulta bem para medicamentos acídicos (uma vez que o estômago é acídico), ou medicamentos lipossolúveis (que são absorvidos rapidamente pelas células).
Medicamentos de origem proteica, como a insulina ou os interferões beta, são destruídos no estômago da mesma forma que são destruídas as proteínas da comida, significando isto que a administração oral não é eficaz.

Supositórios -
Cada medicamento é desenhado para uma doença específica e para uma via de administração específica.
Os supositórios, podem ser desagradáveis mas são úteis sempre que se deseja um efeito local - por outras palavras, sempre que se pretende que o medicamento seja utilizado para tratar alguma alteração a nível do reto.
Os supositórios também são úteis quando uma pessoa se sente nauseada ou com vómitos, ou não pode tomar medicamentos pela boca.


Comprimidos sublinguais -
Os medicamentos administrados por baixo da língua (i.e. sublinguais) são úteis quando é necessária ao mesmo tempo uma resposta rápida e uma auto-administração.
O medicamento entra rapidamente na circulação sanguínea através das células delicadas que delineiam a boca, evitando portanto o efeito de primeira-passagem dos comprimidos que são engolidos. Um exemplo é a nitroglicerina, que é administrada por via sublingual para a angina e peito.

Via transdérmica -
A medicação administrada por via transdérmica entra no organismo através da pele. Pode ser administrada sob a forma de cremes ou pomadas ou como sistemas terapêuticos transdérmicos.
Os cremes são muito utilizados quando se pretende um efeito local a nível da pele (ex. picada de um insecto ou alergia cutânea).

Os sistemas terapêuticos transdérmicos contêm um reservatório do medicamento, que é libertado lentamente durante um certo período de tempo.
O medicamento passa através da pele e para a corrente sanguínea de forma a ser transportado através do corpo até ao órgão/tecido alvo.

A libertação transdérmica de nicotina através destes sistemas reduz os sintomas de abstinência que acompanham a interrupção de fumar.
Os sistemas terapêuticos transdérmicos são também utilizados para as terapêuticas hormonais de substituição e para a nitroglicerina.



Inaladores e sprays nasais -
A via inalatória é utilizada para anestésicos voláteis e gasosos, e medicamentos que afetam os pulmões (ex. para a asma).
Os medicamentos inalados passam rapidamente para a corrente sanguínea, evitando o efeito de primeira-passagem.
Os pulmões contêm uma vasta rede de pequenos sacos de ar (alvéolos) que proporcionam uma grande área superficial através da qual os medicamentos podem passar do ar inalado para a corrente sanguínea.

Para além dos descongestionantes nasais, os sprays nasais são utilizados por vezes para medicamentos de origem proteica mas muito pequenos (chamados péptidos) para evitar a necessidade de injecções frequentes.
Como exemplos temos a hormona anti-diurética (HAD - para promover a retenção de água).

Possivelmente conhece a HAD pelo nome de desmopressina, que pode ajudar a prevenir a micção durante a noite.
Os anti-histamínicos são por vezes administrados sob a forma de sprays nasais para tratar as constipações, uma vez que o medicamento pode ser entregue diretamente à fonte da congestão.



Colírios -
Os colírios são quase exclusivamente utilizados para levar um medicamento directamente ao olho (ex. para tratar o glaucoma ou uma infecção nos olhos).
No entanto, para serem eficazes, os medicamentos nos colírios têm de ser lipossolúveis.
Ocorre também alguma absorção para a corrente sanguínea.



Injectáveis: intravenosa (IV) -
A administração intravenosa consiste em injectar um líquido que contém o medicamento directamente nas veias. É a forma mais rápida e mais directa de administrar um medicamento, e evita o efeito de primeira-passagem'.
O medicamento vai assim primeiro ao coração e depois para a circulação geral.
Alguns medicamentos são administrados de uma só vez; outros são administrados durante um certo período de tempo (uma perfusão).
Possivelmente já fez injecções intravenosas de esteróides tais como a metilprednisolona.


Injectáveis: intratecal -
A administração intratecal consiste em injectar a preparação medicamentosa no canal raquideano.
O emprego desta via deve-se à difícil passagem dos medicamentos do sangue para o tecido nervoso especialmente para a região do encéfalo.
A espasticidade grave na EM é por vezes tratada com baclofeno, que pode ser administrado por via intratecal.


Injectáveis: intramuscular (IM) -
Alguns medicamentos são injetados diretamente na massa muscular.
Uma vez que o músculo apresenta uma elevada irrigação sanguínea, proporciona uma via mais rápida para o resto do organismo do que a administração oral.
Massajar o músculo após a injecção pode aumentar ainda mais a irrigação sanguínea e consequentemente a distribuição para o resto do corpo.

Se for necessária uma administração mais lenta, os medicamentos administrados por via intramuscular podem estar sob a forma de formulações de libertação prolongada ou depot (depósito).

As injeções IM podem ser bastante dolorosas ou desconfortáveis porque penetram profundamente nas camadas musculares, que são bastante inervadas por fibras sensitivas.
Por outro lado, a injeção IM está associada a um maior risco de lesão em nervos e vasos sanguíneos se um vaso sanguíneo for perfurado durante uma injecção (hematoma). Os medicamentos administrados por via IM não precisam de ser administrados tão frequentemente como as injecções IV ou subcutâneas (ver em baixo), mas devem ser administradas por um profissional de saúde ou sob a sua supervisão, uma vez que é necessário evitar que estas injecções atinjam o osso ou os nervos.


Injectáveis: subcutânea (SC) -
As injeções subcutâneas permitem que o medicamento seja administrado no tecido sub-cutâneo que fica por baixo da pele.
Não são muito dolorosas porque existem poucos vasos sanguíneos e nervos nesta área. O medicamento é geralmente absorvido de maneira mais lenta (e portanto a um ritmo constante) do que se administrado por via intramuscular.

As formulações depot podem ser utilizadas para controlar a velocidade de absorção. Existe um limite para a quantidade de medicamento que pode ser administrado por via SC (não é possível efetuá-lo para volumes grandes).
Massajar o músculo após a injeção ajuda a absorção, tal como com as injeções IM.
É importante alternar (rodar) os locais de injeção, para evitar as reações no local da injeção.

Apesar de ser necessária uma formação inicial por um profissional de saúde, as pessoas que necessitam de se injetar por via subcutânea podem aprender a executar as injeções a si próprias, permitindo a independência e flexibilidade.
Existem muitas pessoas a auto-administrarem medicamentos por via subcutânea.

Os interferões beta são de origem proteica e portanto não podem ser administrados por via oral porque senão seriam destruídos a nível do estômago.
Por esta razão, são injectados por via SC ou IM.
Por exemplo, o interferão beta-1b é administrado por via subcutânea.



Uso incorreto e abuso de remédios causa graves danos à saúde

Nosso corpo pode tornar-se tolerante aos efeitos de alguns medicamentos.
Quando isso acontece, precisamos tomar doses cada vez maiores, para obter o mesmo efeito anteriormente desejado.
Mas as doses maiores do que as normais constituem um perigo, pois podem potencializar, ou seja, reforçar os efeitos colaterais do medicamento, provocando outros danos à nossa saúde.

Por isso, ninguém deve se automedicar, nem abusar dos remédios que lhe foram prescritos pelo médico.
Aliás, tudo o que acontece enquanto usamos algum medicamento precisa ser comunicado ao médico.
Uma coceira, por exemplo, pode ser um sinal de alergia a um componente da fórmula. Se o remédio serve para a dilatação dos vasos sanguíneos, pode provocar dor de cabeça, ou ainda, sonolência - se for um tranquilizante.
Então, só o médico pode avaliar as condições reais do paciente e determinar a dosagem adequada de qualquer remédio.


Calma e dependência

Atualmente, os tranquilizantes são alguns dos medicamentos mais utilizados.
Eles são recomendados pelos médicos quando uma determinada área do cérebro funciona de maneira exagerada, gerando grande ansiedade diante dos problemas do cotidiano ou mesmo sem qualquer motivo.
O remédio, nesse caso, age produzindo o efeito contrário: deixa a pessoa mais calma, pronta para encarar com maior objetividade os problemas externos que causam tensão.

Contudo, esses remédios estão entre os que mais ocasionam dependência.
Além disso, os usuários de tranquilizantes sentem sono, relaxamento muscular e ficam menos atentos ao que fazem.
Por causa desses efeitos, os calmantes dificultam os processos de aprendizagem e memorização e prejudicam as funções psicomotoras, isto é, aquelas relacionadas com os movimentos do corpo e com a organização dos pensamentos, atividades comandadas pelo cérebro.

Assim, interferem em atividades, como dirigir um carro, por exemplo, acarretando altos riscos de acidentes.


Estímulos inadequados

Outro grupo de medicamentos muito utilizado é o dos estimulantes, remédios que aumentam a atividade cerebral.
Causam insônia, perda do apetite e deixam o usuário extremamente agitado, ou "ligado", por assim dizer.
Os remédios usados para tirar o apetite, nas dietas de emagrecimento, pertencem a esse grupo e devem ser usados com muito cuidado.

A cocaína também é uma droga estimulante que provoca a perda da sensação de cansaço, perda de apetite, euforia.
Em grande quantidade pode causar aumento da temperatura do corpo, acelerar os batimentos cardíacos, provocar elevação da pressão arterial entre outros efeitos.

Os estimulantes agem nos neurotransmissores, substâncias que fazem a transmissão dos impulsos nervosos de um neurônio a outro, através da sinapse (espaço entre duas células nervosas onde a transmissão do impulso se dá quimicamente).

Sob a ação do estimulante os neurotransmissores liberados não são reabsorvidos e acumulam-se na fenda sináptica potencializando seus efeitos.
Drogas que agem dessa maneira são utilizadas em festas com duração de 24 horas ou mais, para que as pessoas permaneçam acordadas e ativas.
O cérebro, sob a ação de estimulantes é impedido de agir em seu ritmo normal já que os impulsos nervosos estão alterados e acelerados.


Caminhoneiros e rebites

Ao fazerem viagens longas, muitos motoristas tomam estimulantes, geralmente remédios para emagrecer, para poderem dirigir até mais de 20 horas seguidas, sem dormir. Trata-se de uma conduta totalmente irresponsável.
Entre outros motivos, porque os estimulantes provocam dilatação das pupilas.
Como estas são os canais de entrada da luz, os olhos de um motorista, sob efeito de estimulantes, à noite, ficam mais sensíveis às luzes da estrada e dos faróis dos outros carros.
A luz ofusca a visão, aumentando o risco de acidentes.

Fisiologicamente, o que ocorre é o seguinte: a retina, parte dos olhos onde as imagens são formadas, têm dois tipos de células nervosas, os cones e os bastonetes. Os cones são as células realmente sensíveis à luz, aquelas que permitem a visão das cores quando os olhos recebem grande intensidade luminosa.
É o que acontece, normalmente, durante o dia ou em locais muito bem iluminados.

À noite, são os bastonetes que entram em ação porque são responsáveis pela visão com luz de baixa intensidade.
Por isso, são células estimuladas quando a oferta de luz é reduzida.
Se uma grande quantidade de luz chega aos olhos, repentinamente, durante o período noturno, os bastonetes falham pois o comando de ação entre cones e bastonetes é dado pela intensidade de luz que atinge os olhos.

A troca entre um grupo de células e outro requer um curto espaço de tempo para que algumas reações químicas ocorram.
É nesse período que sentimos a visão ofuscada e alguns segundos às cegas são tempo suficiente para um desastre quando se está a 100 Km/h, por exemplo.



Ataques e derrames

Assim como a cocaína, os remédios estimulantes provocam o aumento dos batimentos cardíacos e elevação da pressão arterial.
Pessoas com problemas no coração ou pressão alta não devem usar esses medicamentos, pois correm maior risco de sofrer um ataque do coração ou um derrame de sangue no cérebro.

O sangue, no corpo humano, circula dentro de vasos - as artérias, as veias ou os capilares.
Toda vez que vasos capilares se rompem, vazando nos tecidos à sua volta dizemos que ocorreu um derrame.
Se este ocorre no cérebro - o que tecnicamente se denomina de acidente vascular cerebral - as consequências podem ser graves: o tecido nervoso é danificado porque os neurônios morrem ao ficarem banhados no sangue.

O que determina a gravidade de um derrame cerebral é o tamanho e a função da área atingida.
Por isso as consequências podem ser dificuldade para andar, mover um braço ou falar, entre muitas outras.



Drogas Lícitas

O consumo de qualquer medicamento em uma dosagem acima da que o metabolismo humano suporta é prejudicial à saúde.
Além do cigarro e do álcool, alguns medicamentos são frequentemente utilizados de maneira abusiva, causando problemas de saúde e até mesmo dependência.
São eles:

Anabolizantes (bombas): medicamentos com alta dose de hormônios concentrados, utilizados com o objetivo de aumentar a massa muscular. Pode causar alterações no metabolismo do corpo e até impotência sexual.

Descongestionantes nasais: remédios utilizados apenas com o fim de desobstruir o nariz, aparentemente não oferecem nenhum risco, mas podem causar dependência e crises de abstinência caso não sejam utilizados.

Xaropes: medicamentos utilizados para controlar a tosse ou dificuldade de respiração, mas que podem conter substâncias semelhantes às do ópio, causando dependência.

Anorexígenos: medicamentos utilizados para reduzir o apetite, controlando, assim, o peso.

No Brasil, atualmente, enfrenta-se um sério problema denominado por alguns pesquisadores tráfico de drogas lícitas.
Trata-se do grande consumo de remédios anorexígenos.
Apesar de só ser permitida a compra dos mesmos sob prescrição médica e de apenas alguns laboratórios terem a licença para produzi-los, muitos farmacêuticos e médicos têm o costume de comercializar estes medicamentos sem tomarem qualquer cuidado com a situação da pessoa que fará uso dos mesmos.

Como existe uma grande procura, há também uma grande facilidade de encontra-los.
O problema maior é que muitas vezes os remédios vêm compostos por substâncias prejudiciais à saúde, mas tal fato não é lembrado por muitos profissionais que, irresponsavelmente, distribuem os medicamentos.

Pelo fato de cada organismo humano ser diferente, os medicamentos agem de maneiras diferentes, podendo ser mais ou menos eficazes para o tratamento proposto, ou até mesmo sendo prejudiciais à saúde do indivíduo ao invés de ser benéfico.
Efeitos colaterais ou reações alérgicas podem ser um indicativo da ação do remédio no organismo do indivíduo.
Este pode ser mais ou menos demorado, de acordo com o funcionamento dos órgãos responsáveis pela absorção do medicamento.

Como os medicamentos causam reações químicas, podemos perceber uma variação das mesmas devido às substâncias que o medicamento pode encontrar no corpo.
Ao ingerirmos determinada substância o nosso metabolismo interrompe a produção da mesma, já que a quantidade existente no corpo é suficiente.
Com o tempo, caso a substância continue sendo ingerida, o corpo para de produzi-la, e caso ela deixe de ser introduzida no sistema metabólico, o corpo não voltará imediatamente a produzi-la.
É nesse intervalo de tempo que acontecem as crises de abstinência, tão comuns para quem está deixando de consumir determinada droga.

6 remédios que podem representar riscos para sua saúde




Os medicamentos apresentam muitos riscos caso sejam mal administrados.
O maior problema está no excesso.
O uso indiscriminado dos fármacos pode trazer danos consideráveis à saúde, mesmo uma simples aspirina a até complexos vitamínicos.

A ansiedade pela cura, a dificuldade de acesso de parte da sociedade aos serviços públicos de saúde e a falta de informação a respeito da doença podem ser descritos como fatores que colaboram para a automedicação.

Isso nem sempre é ruim, mas é necessário consultar um médico caso o problema persista, pois a automedicação é um risco enorme, pois pode mascarar diagnósticos na fase inicial da doença.
O uso contínuo de qualquer medicamento pode causar tolerância no organismo e não ter a ação que deveria.


1. Vitaminas

Milagres são prometidos por complexos vitamínicos, mas seu consumo pode representar mais riscos do que benefícios.
Se a quantidade ingerida de vitaminas é muito grande ou se a pessoa apresenta problema nos rins, pode ser que o excesso ingerido não consiga ser eliminado pelo corpo.
Isso leva ao acúmulo de vitaminas no organismo, chamado de hipervitaminose.

Essa condição pode trazer riscos à saúde, como vômitos, diarreia, problemas no fígado, arritmias, osteoporose, perda de cabelo, irritabilidade, fraqueza muscular e inúmeros outros sintomas.
Além disso, as vitaminas podem aumentar o risco de morte.
A ingestão de complementos que contenham vitaminas A, E ou betacaroteno está ligada a um aumento de 5% nos riscos de mortalidade em um grupo de cerca de 181 mil pessoas.


2. Dipirona

A dipirona sódica é um medicamento que é utilizado principalmente como analgésico e antitérmico.
A droga permaneceu disponível mundialmente até a década de 70, quando foi descoberto que havia risco de ela causar agranulocitose, uma doença muito perigosa e potencialmente fatal.

A agranulocitose é uma doença aguda do sangue, caracterizada pela ausência de leucócitos granulosos.
Estas células são as principais barreiras de defesa contra as infecções, sendo assim, aumenta o risco do paciente contrai-las.

Desde então, alguns países baniram o medicamento.
No Brasil, a dipirona é o analgésico e antitérmico mais usado, mas entrou na lista de remédios perigosos.
Desde dezembro de 2004, ela só pode ser vendida com receita ou para hospitais.



3. Aspirina

Para a população em geral, a aspirina é um medicação banal, que pode ser usada sem muito critério.
Mas ao contrário do que a maioria pensa, ela é uma droga que não está isenta de efeitos colaterais e nem mesmo de reações alérgicas.

Milhares de pessoas tomam aspirina todos os dias para prevenir ataques do coração e derrames ou ainda para diminuir o risco de desenvolver um câncer.
Porém esse medicamento pode não ser tão seguro, dado que seu uso contínuo pode trazer mais problemas do que benefícios.

Pela alteração na formação de plaquetas, a aspirina dificulta a formação de coágulos em nosso corpo.
Esse fato pode provocar hemorragias, desde leves até severas.
Por esse mecanismo, a formação de um trombo vascular pode ser evitada, mas em seu lugar ocorrer um sangramento que pode provocar um acidente vascular de maior gravidade.
Além disso, os acidentes vasculares cerebrais hemorrágicos são mais frequentes quando o paciente está recebendo o medicamento.



4. Anticoncepcional

Existe um risco maior de trombose venosa em mulheres que tomam anticoncepcional contendo o hormônio drospirenona.
As usuárias de anticoncepcionais orais apresentam até quatro vezes mais chances de apresentarem trombose venosa profunda quando comparadas à população em geral.

Esta doença possui como complicação o tromboembolismo pulmonar, que é uma afecção grave com alto índice de mortalidade.



5. Paracetamol

Consumir uma dose um pouco acima da recomendada do analgésico paracetamol por um longo período de tempo – mesmo que apenas por uma questão de dias – pode causar graves danos à saúde.
Muitas pessoas que usam os comprimidos contra dor não percebem quando tomam mais do que o permitido, e elas não se dão conta dos danos causados pelo consumo excessivo do remédio ao fígado.

Ingerir paracetamol em excesso conduz à “overdose escalonada”, que pode ocasionar problemas no fígado e cérebro, além da necessidade de diálise ou ajuda para respirar.
Aumentam também as chances de morte devido a estas complicações.



6. Antibiótico

Os antibióticos são venenos seletivos, que matam bactérias específicas sem afetar as células do nosso corpo.
Mas seu uso indiscriminado é um problema de saúde muito sério.
O uso imoderado favoreceu o contato de diversas bactérias com múltiplos antibióticos, as quais, devido aos seus mecanismos de defesa, sofreram alterações (mutações) para conseguir conviver com os medicamentos, tornando-se resistentes.

Ou seja, as bactérias apresentaram, progressivamente, sinais de resistência e até mesmo de indestrutibilidade aos antibióticos.
Isso quer dizer que o uso abusivo pode fazer com que bactérias em seu corpo tornem-se imunes aos antibióticos.

Mais de 25 mil pessoas morrem por ano na Europa por causa de microrganismos resistentes.
Aqui o risco é duplo, pois prejudica a sua saúde e de toda humanidade.
O uso generalizado ou incorreto deste tipo de medicamento pode fazer a raça humana regressar à primeira metade do século XX, quando as doenças infectocontagiosas eram as grandes responsáveis pela taxa de mortalidade.



Fonte: www.tecmundo.com.br

Espécie de pássaro - Quero-Quero



O quero-quero (Brasil) ou abibe-do-sul (Portugal), também conhecido por tetéu, téu-téu, terém-terém e espanta-boiada, é uma ave da ordem dos Charadriiformes, pertencendo a família dos Charadriidae.

Em espanhol é conhecido por tero común ou teru-teru, e em inglês como southern lapwing.

Ocorre em toda a América do Sul e em alguns pontos da América Central, e sendo uma ave muito popular acabou por fazer parte do folclore de várias regiões.

A denominação científica atual do quero-quero é Vanellus chilensis, tendo sido descrito pela primeira vez por Juan Ignacio Molina em 1782, que lhe deu então o nome de Parra chilensis.

Também pode ser conhecido como Belonopterus cayennensis e pertence à família Charadriidae, cujos fósseis mais antigos datam do Oligoceno médio, cerca de 30 milhões de anos atrás.

Seu nome popular em português é uma derivação onomatopaica de seu grito, que repete várias vezes de dia ou de noite, na maior parte das vezes para a defesa de seu território.

Foram descritas quatro subespécies, que às vezes são fundidas duas a duas formando duas espécies distintas: Vanellus cayennensis (absorvendo a subespécie lampronotus) e Vanellus chilensis (absorvendo a subespécie fretensis).
A IUCN reconhece apenas a espécie Vanellus chilensis.

As quatro subespécies reconhecidas são:

V. chilensis cayennensis (Gmelin, 1789), ocorrendo ao norte da América do Sul.

V. chilensis lampronotus (Wagler, 1827), ocorrendo abaixo do rio Amazonas até o norte do Chile e da Argentina.

V. chilensis chilensis (Molina, 1782), ocorrendo na Argentina e no sul do Chile até a Ilha de Chiloé e Comodoro Rivadavia.

V. chilensis fretensis (Brodkorb, 1934), ocorrendo no sul do Chile e sul da Argentina.


A IUCN refere que o quero-quero ocorre como ave nativa na Argentina, Aruba, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, Equador, Guiana Francesa, Guiana, Antilhas Neerlandesas, Panamá, Paraguai, Peru, Suriname, Trinidad e Tobago, Uruguai e Venezuela.

Aparece ocasionalmente em Barbados, no México e nas Ilhas Malvinas.
Foram feitos vários avistamentos também na América do Norte.

Até recentemente era pouco comum na Bacia Amazônica, mas sua presença ali tem crescido, o que pode ser explicado pelo rápido desmatamento da região.


Características

O quero-quero é uma ave de porte médio a pequeno, com 32 a 38 cm de comprimento e 300 a 320 g de peso.
Não há dimorfismo sexual.
Quando adulto, ostenta esporões no ângulo das asas, usados como arma de ataque e defesa.

Tem plumagem negra orlada de branco na testa e na garganta, e uma larga área negra no peito.
Do topo da cabeça e lados do pescoço, até o dorso, é cinza, podendo ter um tom de marrom ou azul.



As escápulas têm cor de bronze, as penas externas das asas passam dos tons acinzentados junto ao corpo até o branco, terminando em um azul-escuro quase negro. Por dentro as asas são brancas com extremidades do mesmo tom escuro.

A cauda repete o mesmo padrão, mas possui uma fina faixa branca na extremidade.
O abdômen é branco, a íris do olho é vermelha, o bico passa do vermelho ao negro na ponta, e as patas são avermelhadas.

Tem um penacho fino de cor cinza ou negra na região posterior da cabeça.
As subespécies apresentam como distinção ligeiras variações nessas características. Os recém-nascidos possuem uma penugem esparsa cinza-escuro ou castanha pintalgada de negro, já apresentando a típica mancha negra no peito, com o dorso do pescoço e o baixo ventre esbranquiçados.


Comportamento

É sempre o primeiro a dar o alarme quando algum intruso invade seus domínios.
Com isso os grandes roedores como por exemplo as “capivaras”, percebem o agito das aves, e assim elas procuram refúgio na água, uma vez que se sentem ameaçadas também. É uma ave briguenta que provoca briga com qualquer outra espécie habitante.

O macho é bastante agressivo e ataca qualquer criatura que ofereça perigo, incluindo seres humanos.


http://www.youtube.com/watch?v=5WhS3jvKlJM&feature=player_embedded


Reprodução

Os ovos são postos durante a primavera em um ninho feito no solo.
Os ovos possuem um formato semelhante a um pião, o que permite que eles não rolem do ninho.

A casca é pintada com manchas escuras que favorecem a camuflagem em meio à grama alta.
Os filhotes também são bem camuflados e quase invisíveis quando quietos no chão.

Uma característica interessante é que tanto o macho como a fêmea defendem o ninho igualmente se houver algum tipo de ameaça. Para isso eles usam de táticas que ajudam a afastar o perigo, como por exemplo fingir estar ferida quando algum intruso se aproxima do ninho.

Outra tática é ir se afastando e levando para longe eventuais agressores.


Habitat

Mesmo sendo extremamente comum, é uma espécie ainda pouco estudada.
Prefere viver em zonas de baixa altitude, em campos, praias arenosas, brejos, mangues e várzeas úmidas, onde predomine a vegetação rasteira, tolerando habitats degradados e a presença humana.

Pode penetrar em áreas urbanas, quando escolhe partes abertas como aeroportos, jardins, gramados e até mesmo campos de futebol, pelo que frequentemente vira notícia atrapalhando os jogadores em partidas.

Graças à sua vasta área de ocorrência e a uma população grande que parece estar crescendo, foi classificado como espécie em condição pouco preocupante pela Lista Vermelha da IUCN.

Costumam andar em pares ou em pequenos grupos, mas já foram observados bandos de mais de cem indivíduos.
Não há dados sobre o tamanho de sua população total, já que os estudos até agora realizados se concentraram principalmente sobre grupos de áreas urbanas.
Não há tampouco evidência de que as atividades humanas estejam prejudicando a espécie como um todo.




Apesar de ser um bom voador, sendo visto a fazer acrobacias no céu, passa a maior parte do tempo em terra.
São em geral monogâmicos e pouco exigentes na elaboração dos ninhos, que constroem em uma pequena depressão no solo, e que consiste de um frouxo e raso amontoado de palha e gravetos em formato mais ou menos circular.

Põem de três a quatro ovos esverdeados de casca pintada de negro que pesam em torno de 26 g, que, se a camuflagem de suas penas e outras táticas que empregam não despistam os predadores, os pais defendem vigorosamente, emitido gritos e voando rasante em sua direção como se fossem atacá-los, embora se retirem pouco antes de o contato se efetivar.

Atacam também o homem, se este se aproxima.
Durante uma estação reprodutiva, que varia de região para região e pode se estender até por metade de um ano, coincidindo com a época das chuvas, os pais podem produzir até três ninhadas.

A taxa de natalidade é de cerca de 70%, mas somente cerca de 20% atinge a idade adulta.
Pouco depois de nascerem os pintos já acompanham os pais em suas andanças e se alimentam por conta própria, como eles, de insetos e outros pequenos invertebrados e peixes, sendo muitas vezes vigiados por um terceiro adulto ou pelo grupo.
Com sessenta dias de vida já podem voar e já mostram uma plumagem semelhante aos adultos, embora com estrias.

Aves de rapina, mamíferos e répteis são os maiores inimigos dos filhotes, mas o homem muitas vezes destrói inadvertidamente os ninhos que se encontram em áreas de lavoura.
Quanto aos adultos, já foi observado que o carcará Caracara plancus é um predador.


O quero-quero na cultura

O quero-quero é comum em muitos países; é a ave-símbolo do Uruguai e do estado brasileiro do Rio Grande do Sul, e por isso em seu redor se formaram várias lendas, aparece em cantigas tradicionais e se tornou personagem literário e dramatúrgico. Também deu seu nome a produtos e estabelecimentos comerciais, projetos educativos e um grupo musical gauchesco.

A título de exemplo de sua popularidade, aludindo ao seu papel de sentinela dos campos - pelo que é muito estimado pelos estancieiros e fazendeiros - cite-se Rui Barbosa, que em um discurso proferido em 1914 chamou a ave de "o chantecler dos potreiros.

Este pássaro curioso, a que a natureza concedeu o penacho da garça real, o vôo do corvo e a laringe do gato, tem o dom de encher os descampados e sangas das macegas e canhadas com o grito estrídulo, rechinante, profundo, onde o gaúcho descobriu a fidelíssima onomatopéia que o batiza".
No terreno folclórico, pode-se trazer à memória uma quadrinha brasileira, que reza:

Quero-quero vai voando e os esporões vai batendo.
Quero-quero quando grita alguma coisa está vendo.


Fonte: www.clubedocriador.com

Curiosidades sobre gatos



Mito ou verdade

Gato tem sete vidas?

R: Não, têm uma só – e que dura bem menos que uma vida humana, entre 10 e 15 anos.
A crença na 7 vidas felinas vem da capacidade de os gatos sobreviverem a situações perigosas.
Prova disso é que muitos escapam ilesos de quedas de até 8 andares.
Mas isso graças ao efeito “planador”, comseguido quando o bichano abre bem as patas e aumenta o atrito com o ar, amortecendo o tombo.

Filhotes precisam tomar leite?
R: Só se for da mãe deles – e apenas enquanto eles forem bebês.
Muita gente alimenta filhotes com leite de vaca.
O resultado é desastroso: como o estômago dos felinos não digere lactose, o leite costuma causar diarréia, a maior assassina de gatinhos recém-nascidos.
Por isso, nada de oferecer leite de caixinha ao seu bichano.
Se ele ainda não tiver denter, dê ração solida para filhotes, umedecida em água filtrada.


Gato preto dá azar?

R:
Nem todo mundo acredita nisso.
No Japão e na Inglaterra, quando um gato preto atravessa o caminho, é um sinal de sorte.
Aqui no Brasil, o felino preto paga o preço de ter sido associado à bruxaria durante muitos anos.
Por conta dessa crença boba, as entidades protetoras dos animais vivem cheias de filhotinhos pretos encalhados, à procura de um dono carinhoso que não ligue para superstições.


Você sabia!

• Homens e gatos possuem a mesma região do cérebro responsável pelas emoções.

• O cérebro do gato é mais similar ao do homem do que ao do cão.

• O gato possui mais ossos do que os humanos. Enquanto o homem possui 206, os gatos possuem 245 ossos.
• Os gatos possuem 30 vértebras, 5 a mais que os humanos.

• Gatos possuem 32 músculos que controlam suas orelha. Ele pode girar suas orelhas, independentemente, a quase 180 graus, e 10 vezes mais rápido do que o melhor cão de guarda.
• A audição dos gatos é muito mais sensível do que a dos homens e cães.
Seus ouvidos afunilados, canalizam e amplificam os sons como um megafone.

• Os gatos ouvem até 65 khz (kilohertz), enquanto que os homens ouvem até 20 khz.

• Em proporção ao corpo, os gatos são os mamíferos que possuem os maiores olhos.

•Um gato enxerga 6 vezes melhor do que um humano à noite, porque necessita de 1/6 da quantidade de luz necessária ao homem para enxergar.

• Recentes estudos revelaram que os gatos podem ver o amarelo, azul e o verde. Ainda não se sabe ao certo, se conseguem ver o vermelho, provavelmente essa cor é vista como cinza ou preto..

• O campo de visão de um gato é de 185 graus.

. Os gatos sacrificaram os detalhes e as cores pela capacidade de enxergar com pouquíssima luz.
Eles não conseguem enxergar pequenos detalhes, vêem o mundo desfocado.

. Por serem muito sensíveis à luz, os olhos dos gatos possuem pupilas verticais. Quando totalmente abertas, ocupam uma área proporcionalmente maior do que a pupila do homem.

. No fundo do olho, os gatos tem uma camada de células denominadas "tapetum lucidum".

A luz, após absorção, é refletida por essas células de volta para a retina, para que seus receptores tenham uma segunda chance de captá-la.
Isso aumenta a eficiência dos receptores da retina em cerca de 40%.

• Gatos de olhos azuis e brancos de pelagem, são geralmente surdos.

• Leva cerca de 2 semanas para o filhote ouvir bem e seus olhos abrem em média com 7 dias.

• O gato possui aproximadamente 60 a 80 milhões de células olfatórias.
O homem possui entre 5 a 20 milhões.

• Os gatos possuem um órgão olfatório especial no céu da boca, chamado: Orgão de Jacobson.
É um analisador de odores e é por isso que as vezes vemos os gatos abrir a boca estranhamente (riso sardônico), quando sente odores fortes.

• O gato possui um total de 24 bigodes, agrupados de 4 em 4.
Seus bigodes são usados para medir distâncias.

• Gatos têm 30 dentes, enquanto os cães possuem 42.
Os dentes de leite são substituídos pelos permanentes, por volta dos 7 meses de idade.

• Os gatos andam na ponta dos dedos.

. As patas do gato possuem receptores muito sensíveis que levam informações, na velocidade da corrente elétrica, até o cérebro: exploram coisas novas, sentem os alimentos, a velocidade do que passa sobre elas.

• O gato doméstico pode correr a uma velocidade de 50 km/h.

• Quase 10% dos ossos dos gatos se encontra na cauda, e esta é responsável pela manutenção do seu equilíbrio.

• O gato doméstico é a única espécie que consegue manter a sua cauda ereta enquanto anda.
A cauda também é demonstrativo do estado de humor do gato.

• Quando o gato está assustado, seu pêlo se eriça por todo o corpo.
Quando ele vai atacar, o pêlo se eriça somente numa estreita faixa sobre a coluna vertebral.
. Gatos esfregam o rosto em objetos e pessoas para marcar com o seu cheiro, como uma assinatura.
O odor é deixado por glândulas, que possuem na parte anterior do rosto.
. Fêmeas esfregam o corpo em machos que querem e também, de uma forma geral, todos se esfregam naqueles que sabem serem maiores e mais fortes, mas não quer dizer que o considerem superiores.
É uma deferência e um pedido de amizade.

• O Maicis, o primitivo ancestral dos gatos, era uma pequena criatura que vivia em árvores há 45/50 milhões de anos.

• O Maine Coon é a única raça natural de gatos da América.

• Existem cerca de 100 raças de gatos.

• Gatos respondem mais facilmente a nomes terminados com som "i".

• O gato treme quando sente muita dor.

• O ronronar nem sempre é por alegria e prazer.
Alguns gatos ronronam alto quando estão muito assustados ou com dor.
. Gatos selvagens miam muito menos do que os domésticos.
Isso se deve ao fato dos gatos aprenderem que miando chamam a atenção do homem para suas necessidades.

• Os gatos são muito limpos e passam cerca de 30% de sua vida se limpando.

• Quando se lavam, os gatos perdem quase tanto líquido quanto perdem na urina.

• Gatos adultos e sadios passam 15% de sua vida em sono profundo.
Em sono leve por 50% de sua vida, o que deixa apenas 35% do tempo no estado acordado.
Mas passam do estado de sono profunda para acordado e alerta, mais rápido do que qualquer espécie.

• Um gato é capaz de pular 5 vezes a sua altura.
. O gato sempre cai de pé, desde que o tempo de queda seja suficiente, para que ele gire seu corpo e se defenda da queda, amortecendo o impacto.

• A expectativa de vida de um gato de rua (sem dono) é de cerca de 3 anos.
Um gato com dono e dentro de casa, pode chegar a 16 anos.
Uma fêmea chamada "Ma", viveu por 34 anos, sendo o gato que viveu mais tempo, que se tenha registro, até hoje.
. Para calcular a idade do seu gato, considere que o primeiro ano de vida equivale à 15 anos humanos.
Adicione 4 (anos) a cada ano a mais de vida que ele tiver.

•O gato mais pesado do mundo era Himmy, um gato australiano que chegou a pesar 21 KG em 1986.
Sua cintura tinha 84 cm de largura.

•Um gato normal pesa em média 4 KG.
O recorde anterior era de Ginger, uma gata de Connecticut que pesava 19,5 KG ao morrer em 1977.

•A boca do gato guarda 30 dentesluindo os caninos, que servem para matar e depois despedaçar a presa.
A áspera língua é coberta por sensores de temperatura e gosto, além de ser usada também para a limpeza dos pêlos.

•Anualmente, os americanos gastam cerca de 4 bilhões de dólares em ração para gatos. Um bilhão a mais do que gastam com comida de bebês!

•No Brasil, a expectativa de gastos com um veterinário para seu gato é de cerca de 160 reais por ano, na melhor das hipóteses.

•Em toda a vida do seu gato, você deverá gastar algo em torno de 13.500 reais, só com suas necessidades básicas.
Nos EUA, são gastos por ano US$ 295 milhões só em areia sanitária.

•Para os gatos, a carícia humana assemelha-se a uma lambida, e por isso é tão bem recebida.

•Além dos cuidados com o corpo, os gatos também são meticulosos com sua caixinha de areia, e sempre cobrem a sujeira.
A preocupação com a higiene é tanta que eles não usam a caixinha se estiver suja.

•Diferente dos cães, os gatos tem muito pouco ou nenhum cheiro.

•Os gatos têm cerca de 100 sons vocais, enquanto que os cães apenas têm 10.

•Por ser um animal do deserto, o gato bebe pouca água e é capaz de concentrar muita urina, necessitando poucas quantidades para sobreviver.

•Certos gatos preferem água suja a uma água bem fresca.

•Mesmo conservando seu instinto de caçador, o gato doméstico não sabe que sua presa pode ser um alimento.

•A maioria dos gatos adora comer plantas e nenhuma explicação científica foi dada sobre o assunto.

•Gato não gosta apenas de carne, apesar de ser carnívoro.
Ele também necessita de cálcio, vitaminas e minerais para ter uma alimentação equilibrada.

•Um gato pode ficar vários dias sem comer se o alimento não lhe agrada e pode até morrer de fome.

•Gatos comem lentamente e mastigam bem os alimentos.
Ao contrário dos cães, que engolem tudo gulosamente.

•Os felinos são grandes dorminhocos.
Os gatos chegam a dormir 16 horas por dia, divididas em vários períodos.

•Assim como os seres humanos, os gatos roncam desde a primeira semana de vida.
Mais tarde, o ronco aparece quando o acariciamos ou lhe oferecemos um alimento que ele goste ou a presença de alguém que lhe agrade.

Como um pássaro, o gato usa seu relógio biológico , o ângulo da luz do sol e o campo magnético da Terra para se orientar.

Ele pode achar a sua casa a uma distância enorme, graças a essa faculdade.
Ele não consegue achar pessoas que estão longe: não usa o faro para seguir uma trilha.

Gatos transpiram pelas almofadinhas na sola dos pés.

Repare no consultório do veterinário: A mesa a inox fica com as marcas úmidas das pegadas do bichano estressado.

Segundo o estudioso de comportamento animal Konrad Lorenz , o gato é um dos poucos animais que mostram o que sentem , claramente , por suas expressões faciais.
Gatos aprendem , mais do que agem por instinto.
Aprendem por observação ou ensinados pelas mães gatas a caçar e usar a caixa de areia.

Gatos formam laços de amizade com humanos.
Entre si mesmo os gatos têm relações de amizade e amor.

Ao contrário dos cães , os gatos não pensam que são humanos e sim que os humanos é que são algum tipo de felino.

Gatos têm tipo sanguíneo A e B como nós.

Gatos têm na ponta do nariz um desenho tão particular como o padrão das impressões digitais de um ser humano.

Os gatos tem um órgão olfativo no céu da boca.

Por isso ás vezes farejam e ficam um tempo com a boca aberta e uma cara estranha.
Eles podem saborear os aromas.

O catnip , ou erva do gato , contém um óleo que atua no gato assim como a marijuana nos humanos.
Os bichanos entram em transe: cheiram , lambem ou mordem as folhas, rolam no chão e dão pulos no ar, ronronam e miam.

Alguns gatos são imunes ao catnip.

Entretanto há suspeita de que cause dependência em alguns gatos.


Fontes:
•http://fulaninha-entretenimentos.blogspot.com
•http://www.becodosgatos.com.br
•http://www.npdbrasil.com.br
•http://revistaonlinegatosecia.blogspot.com

7 motivos para fazer a cirurgia de miopia, astigmatismo ou hipermetropia




De acordo com a Organização Mundial de Saúde, um quarto dos brasileiros não tem a vista perfeita.

Porém, 98% dessas pessoas não consideram a possibilidade de fazer cirurgia para corrigir problemas de visão com miopia e astigmatismo.

A cirurgia é a melhor opção para quem não aguenta mais usar óculos e lentes de contato.
O custo-benefício é bom. Mesmo que o preço ainda seja um pouco alta, é o fim das limitações causadas pelos problemas de visão.

Confira sete razões para você apostar de vez nessa idéia.


1 – Ela está mais barata!

Há alguns anos, essa cirurgia custava cerca de R$ 3 mil por olho.
Agora, já é possível operar por R$ 1,2 mil.
Seguindo a legislação da Agência Nacional de Saúde, a maior parte dos planos de saúde cobre o procedimento apenas quando o paciente tem mais de 7 graus de miopia.
Ainda sim, é possível parcelar a cirurgia diretamente com seu médico ou com a instituição onde você pretende fazer a operação.

2 – O risco de problemas é muito baixo
As operações para correção de miopia, hipermetropia e astigmatismo estão cada vez mais seguras.
As complicações estão ligadas a dificuldades de cicatrização ou infecção pós-cirurgica. Com tudo, se o paciente seguir todos os cuidados indicados pelo médico, o risco é praticamente zero.

3 – Dói menos
Sim, a dor ainda existe – afinal, em alguns casos é preciso fazer um corte na córnea antes de aplicar o laser.
Mas a dor do pós-operatório pode ser totalmente controlada por colírios.
O paciente também pode sentir algum desconforto nos primeiros dias depois da operação – uma sensação de areia nos olhos, que pode ser controlada com o uso correto dos remédios prescritos pelo médico.

4 – Cirúrgia em pouco tempo
A aplicação do laser não dura mais que alguns segundos – cerca de 40.
Durante esse tempo, o laser remove as partes do tecido que provocam falhas de curvatura na córnea.
Assim, ocorre um aplanamento, permitindo que as imagens fiquem mais bem focalizadas na retina.

5 – A recuperação é vapt-vupt
A recuperação física é muito mais rápida.
Depois da cirurgia, que dura cerca de 20 minutos – contando todos os preparativos – , o paciente já está completamente liberado para ir para casa.
Não é necessário fazer curativo, e a volta às atividades diárias pode ocorrer 24 horas após o procedimento.

6 – Qualquer grau pode operar
Antigamente, apenas quem tinha miopia acima de 4,5 graus podia se submeter a esse procedimento.
Agora, as coisas são diferentes.
Já existem técnicas para que até mesmo os graus mais leves de astigmatismo, miopia e hipermetropia possam passar pela cirurgia refrativa e se livrar do uso de óculos.

7 – Livrar-se da limitação dos óculos
Muitas pessoas se encomodam com o apelido de quatro-olhos por usar óculos.
Um par de lentes pode até dar um charme especial, mas também impõe uma série de limitações.
Os óculos impedem, por exemplo, a realização de algumas atividades profissionais e esportivas.
Além disso, reduzem o campo visual e os reflexos do usuário, especialmente quando o problema é miopia elevada.
Para completar, quanto maior for seu grau, mais grossas e pesadas serão as lentes dos seus óculos.


2 motivos para fugir dela

1 - Se o seu grau mudou no último ano
Essa instabilidade é comum nos menores de 20 anos e em diabéticos com flutuações hormonais.
Também afeta grávidas e mulheres que estão amamentando.
Se você fizer a cirurgia antes do grau se estabilizar, pode continuar com o problema na visão.

2 – Nem sempre o resultado é o esperado
Estudos americanos mostraram que 95% dos pacientes eliminam o problema.
Mas o restante (em geral, quem possuí a córnea muito fina) ainda fica com alguns graus.


Saiba quais são os seus direitos em caso de doença

Se você é o doente:
•Pode levar para casa os resultados originais dos exames.
•Pode fica com seu acompanhante ou filho durante a consulta médica.
•Pode recusar tratamentos, cirurgias ou medicamentos.

Se seu filho é o doente:
•Você pode ficar no centro cirurgico em caso de operação.
•Você permanece no quarto do hospital, como acompanhante, durante toda a internação.
•Pode segurar o bebê enquanto ele passa por algum tratamento.




O que é a Catarata?



A catarata é uma patalogia dos olhos que consiste na opacidade parcial ou total do cristalino ou de sua cápsula.

Pode ser desencadeada por vários fatores, como traumatismo, idade, Diabetes mellitus, uveítes, uso de medicamentos,etc..

Tipicamente apresenta-se como embaçamento visual progressivo.

É uma doença conhecida há milhares de anos e sua cirurgia já é realizada há séculos. Atualmente, a técnica cirúrgica mais moderna para o tratamento da catarata, consiste da remoção do cristalino por microfragmentação e aspiração do núcleo, num processo chamado Faco-emulsificação, e posterior implante de uma lente intra-ocular.

A evolução da técnica permite hoje incisões muito pequenas, entre 2 e 3 milímetros, o que dispensa a necessidade de sutura e possibilitando assim, que o paciente seja submetido à cirurgia de catarata com anestesia tópica (apenas colírios), saindo da sala de cirurgia já enxergando, com uma visão bem próxima da visão esperada, a qual costuma ocorrer em cerca de 1 mês após a cirurgia.


Nos animais



A catarata é um problema oftalmológico também em muitos animais, levando à cegueira.

As principais causas são genéticas, inflamação no tecido intra-ocular, males da retina, traumatismo, diabetes e a idade.

As causas são também, na maioria das vezes associadas à idade do animal: se até 2 anos deve ser congênita (como o estado de saúde materno) ou hereditária; entre 2 a 5-6 (catarata juvenil), pode ter causas diabetogênicas, traumas, etc.); a partir dos 6 anos nos cães, ou 20 anos nos cavalos, a catarata é senil.

Algumas raças caninas são propensas à doença, dentre as quais o Afghan Hound, Beagle, Cavalier, Cocker Spaniel, Golden Retriever, Husky Siberiano, Pastor Alemão, Pointer, Poodle (Toy e Miniatura}, entre outros.
Não há outro tipo de tratamento, além do cirúrgico, com índice de sucesso em torno de 90%.


Catarata na Infância

A catarata congênita e as de desenvolvimento infanto-juvenil se apresentam do nascimento até os 10 anos de idade, são comuns e passíveis de tratamento, mas o prognóstico visual depende da precocidade do diagnóstico.

As bilaterais, quando totais, se não operadas até 3 meses de vida, em geral acarretam nistagmo e ambliopia.

As monoculares, além da ambliopia, favorecem o aparecimento do déficit fusional e do estrabismo entre 6 meses e 2 anos de idade.

Aproximadamente 40% das cataratas de infância não tem uma causa determinada, mas as mais freqüentes são a hereditariedade, infecções intrauterinas (como a rubéola) , galactosemia, artrite reumatoide, hipoparatireoidismo, diabetes, doença de Fabry e algumas síndromes, como a de Lowe na qual pode haver glaucoma associado.

Um teste importante a ser feito até pelo pediatra é a avaliação do reflexo vermelho através da pupila com um oftalmoscópio a uma distância de 25 cm, focalizando-se a opacidade que aparece escura ao exame.

Se o cristalino se mantiver relativamente transparente até os 6 meses de vida, mesmo que posteriormente se opacifique, o prognóstico visual pós-tratamento será melhor.
As cataratas polares, pequenas e pontuais, mesmo centrais, poderão ser tratadas durante certo tempo com dilatação pupilar entre outras condutas clínicas, obtendo-se o desenvolvimento da acuidade visual, até a ocasião apropriada para a indicação cirurgica.

As nucleares e densas, tipicamente congênitas hereditárias autossômicas dominantes, frequentemente estão associadas a um certo grau de microoftalmo (olho diminuido).

A intervenção cirúrgica nas cataratas bilaterais incapacitantes deve ser precoce, no mesmo dia ou no máximo com uma semana de intervalo sob risco do 2º olho tornar-se amblíope.

As crianças abaixo de 4 anos fazem freqüentes reações as lentes intraoculares mas acima desta idade o implante é comum.

A opção de lente de contato descartável com um grau empírico pode ser uma conduta já ao termino da cirurgia, no centro cirúrgico, em ambas as situações.

O acompanhamento rigoroso com a atualização frequente da refração entre outros cuidados clínicos e a orientação dos pais faz-se mister.

O estrabismo pós-operatório é presente em ¼ dos operados, o glaucoma ocorre em até 10% e a ambliopia parcial é regra geral.
Como se Desenvolve a Catarata Senil
É inevitável que, com o correr dos anos, o ser humano venha a ter catarata.

A catarata é a perda da transparência do cristalino.

Em geral, ela começa a aparecer depois dos sessenta anos, porém esse processo pode ter início mais cedo.

O envelhecimento natural das células do cristalino é a causa mais comum da catarata, embora existam outras origens: hereditariedade, traumatismo, doenças sistêmicas, congênitas, medicamentos e infecções oculares.

Não há nenhum método capaz de evitar ou prevenir a catarata.

O único tratamento eficaz conhecido até hoje é a intervenção cirúrgica.

O seu aparecimento não pressupõe a necessidade imediata de cirurgia.

Algumas cataratas são lentas e outras progridem com maior rapidez.

A catarata não é como alguns pensam, uma membrana que cresce sobre a córnea e que é retirada através de uma "raspagem"; a isso dá-se o nome de Pterígio.

A baixa da visão provocada pela catarata só poderá ser recuperada pela remoção do cristalino opacificado e a introdução de um cristalino artificial (Lente intra-ocular).



Quando Operar?



A decisão sobre quando operar deve ser tomada em conjunto pelo médico e o paciente. No passado havia a necessidade de esperar a catarata "amadurecer" para indicar a cirurgia, em função da técnica que era utilizada.

Hoje com as novas técnicas cirúrgicas, quando a pessoa começa a não fazer o que gosta e muda a maneira de viver em função das limitações impostas pela catarata, está na hora de se submeter ao procedimento cirúrgico.

A idade avançada ou as condições físicas precárias não constituem obstáculo à cirurgia de catarata, até porque a reabilitação da visão proporciona melhora física e atitude mental mais positiva.


A Cirurgia
O implante intra ocular na cirurgia de catarata foi o maior avanço da Oftalmologia nos últimos 20 anos.

As novas técnicas cirúrgicas permitem colocar essa cirurgia como uma das de maior eficiência na medicina atual, com mais de 90% de sucesso funcional nos grandes centros e em clínicas especializadas.

A cirurgia é realizada em centro cirúrgico sob sedação com anestesia local com assistência do anestesista.

O seu tempo de duração é em média de 15 a 20 minutos e o paciente permanece na clínica em torno de 3 a 4 horas.

O Pós-operatório
O paciente não sente dor nem durante, nem depois da cirurgia. Orienta-se repouso relativo no pós-operatório imediato.

O curativo é retirado no dia seguinte em casa quando então inicia-se o uso dos colírios.

O paciente pode retornar as suas atividades precocemente evitando esforços físicos.

Após um mês ou mais, já está apto a realizar a cirurgia no outro olho, caso haja indicação, e óculos complementares, basicamente para perto, serão prescritos.

Após a alta, meses ou anos após, poderá haver a necessidade do uso de YAG-laser para a abertura da cápsula posterior, se esta estiver opacificada.
Revisões anuais estarão indicadas.


Fonte: Wikipédia / Wellington Santos

O que é hérnia de disco?



A hérnia de disco, hoje bastante comum, é causada por uma lesão dos discos que compõem a coluna vertebral.

Esses discos estão entre as diferentes vértebras e agem como amortecedor, a fim de absorver os choques.

As pessoas mais afetadas por uma hérnia de disco estão entre 25 à 45 anos.

Esta doença provoca dor intensa nas costas, sob a forma de lombalgia ou quando se irradia, dor ciática.

A hérnia de disco requer sempre uma consulta médica.

Em geral, quando há hérnia de disco, o repouso é recomendado.

O médico irá dar analgésicos e anti-inflamatórios.

Apenas nos casos graves de hérnia de disco que há a necessidade de cirurgia.
Nota-se que é possível sofrer de várias hérnias de discos em uma mesma pessoa.



Como acontece

A coluna vertebral é composta por vértebras, em cujo interior existe um canal por onde passa a medula espinhal ou nervosa.
Entre as vértebras cervicais, torácicas e lombares, estão os discos intervertebrais, estruturas em forma de anel, constituídas por tecido cartilaginoso e elástico cuja função é evitar o atrito entre uma vértebra e outra e amortecer o impacto.

Os discos intervertebrais desgastam-se com o tempo e o uso repetitivo, o que facilita a formação de hérnias de disco, ou seja, a extrusão de massa discal que se projeta para o canal medular através de uma ruptura da parede do anel fibroso.
O problema é mais frequente nas regiões lombar e cervical, por serem áreas mais expostas ao movimento e que suportam mais carga.

A hérnia de disco é geralmente precedida por um ou mais ataques de dor lombar. Rupturas irradiando-se patoanatomicamente são conhecidas por ocorrer na parte posterior do anel, indo em direção a áreas nas quais as terminações nervosas descobertas estão localizadas.

Assista ao vídeo para poder entender melhor:

Hérnia de disco 3D (Dr. Helder Nani / CTCVertebral- Varginha-MG)

http://www.youtube.com/watch?v=rB5YG9GDfRc

http://www.youtube.com/watch?v=rB5YG9GDfRc&feature=player_embedded

Tipos de Hérnia de Disco

Protrusas: quando a base de implantação sobre o disco de origem é mais larga que qualquer outro diâmetro.
Extrusas: quando a base de implantação sobre o disco de origem é menor que algum dos seus outros diâmetros ou quando houver perda no contato do fragmento com o disco.
Seqüestradas: quando um fragmento migra dentro do canal, para cima, para baixo ou para o interior do forâmen.


Sintomas da Hérnia de Disco
Os sintomas mais comuns são: Parestesias (formigamento) com ou sem dor na coluna, geralmente com irradiação para membros inferiores ou superiores, podendo também afetar somente as extremidade (pés ou mãos).
Esses sintomas podem variar dependendo do local da acometido.

se um nervo raquidiano é afetado, haverá uma sensação de fraqueza e dificuldade de mobilidade (afetando as pernas).
Ao contrário, se um nervo do pescoço é afetado, o paciente irá apresentar sintomas em seus braços.
Mais em qualquer caso, haverá dor, rigidez e espasmos na área afetada.
Às vezes, se a hérnia de disco afeta a medula espinhal, pode haver disfunção do baço.

Quando a hérnia está localizada no nível da cervical, pode haver dor no pescoço, ombros, na escápula, braços ou no tórax, associada a uma diminuição da sensibilidade ou de fraqueza no braço ou nos dedos.

Na região torácica elas são mais raras devido a pouca mobilidade dessa região da coluna mais quando ocorrem os sintomas tendem a ser inespecíficos, incomodando durante muito tempo.

Pode haver dor na parte superior ou inferior das costas, dor abdominal ou dor nas pernas, associada à fraqueza e diminuição da sensibilidade em uma ou ambas as pernas.

A maioria das pessoas com uma hérnia de disco lombar relatam uma dor forte atrás da perna e segue irradiando por todo o trajeto do nervo ciático.

Além disso, pode ocorrer diminuição da sensibilidade, formigamento ou fraqueza muscular nas nádegas ou na perna do mesmo lado da dor.


Causas da Hérnia de Disco

Fatores genéticos têm um papel muito mais forte na degeneração do disco do que se suspeitava anteriormente.

Um estudo de 115 pares de gêmeos idênticos mostrou a herança genética como responsável por 50 a 60% das alterações do disco.

Sofrer exposição à vibração por longo prazo combinada com levantamento de peso, ter como profissão dirigir realizar frequentes levantamentos são os maiores fatores de risco pra lesão da coluna lombar.

Cargas compressivas repetitivas colocam a coluna em uma condição pior para sustentar cargas mais altas aplicadas diretamente após a exposição à vibração por longo período de tempo, tal como dirigir diversas horas.

Entre fatores ocupacionais associados a um risco aumentado de dor lombar estão:

Trabalho físico pesado

Postura de trabalho estática



Inclinar e girar o tronco frequentemente

Levantar, empurrar e puxar

Trabalho repetitivo

Vibrações

Psicológicos e psicossociais

Quedas

Excesso de peso

Má postura ao carregar cargas

Movimentos incorretos ou falsos


Estas diferentes causas explicam porque as pessoas entre 25 e 45 anos são as mais afetadas pela hérnia de disco.

Na verdade, os jovens são menos capazes de dosar seus esforços em diferentes atividades, machucando-se mais facilmente.


Complicações da Hérnia de Disco

Na hérnia de disco, o disco intervertebral defeituoso apoia constantemente sobre um nervo. Isso pode causar dor, insensibilidade da área inervada pelo nervo ou até uma disfunção dos órgãos inervados por esse nervo.
Assim, é possível encontrar problemas nos intestinos ou na bexiga.

As principais complicações da hérnia de disco são:

- Dor ciática;

- Lombalgia;

- Rigidez das costas;

- Imobilidade;

- Paralisia.

Ciática, dor ciática -

A dor ciática é a complicação mais frequente na presença da hérnia de disco.
Na verdade, durante a hérnia de disco, o núcleo pulposo de um disco intervertebral pode sobressair no canal raquidiano e comprimir o nervo ciático.

Assim, a dor acompanha o trajeto do nervo.

A dor é sentida da coxa à panturrilha, e às vezes, até mesmo no pé.
A ciática não é apenas devido a uma hérnia de disco, uma vez que existem outras causas.
Sendo estas a Osteoporose ou Reumatismo (artrose,…), por exemplo.

Lombalgia - As lombalgias são dores localizadas na região lombar.
Em caso de lumbago (dor aguda na região lombar) é primordial consultar um médico.


Diagnóstico e exame

O diagnóstico pode ser feito clinicamente, levando em conta as características dos sintomas e o resultado do exame neurológico.

Exames como Raio-X, tomografia e ressonância magnética ajudam a determinar o tamanho da lesão e em que exata região da coluna está localizada.


Tratamento para Hérnia de Disco

Quando há hérnia de disco, é obrigatório o repouso, a posição deitada alonga a coluna vertebral.

O resto é obrigatório quando estiver na fase aguda da hérnia de disco.
A aplicação de calor ajuda a relaxar os músculos e aliviar a dor.

Note, no entanto, que a dor diminui após 6-8 semanas, quando ocorre a reabsorção do edema.

O médico também irá prescrever medicamentos contra a dor e a inflamação, e relaxantes musculares.

O paracetamol é usado contra a dor.

É o medicamento de primeira escolha.

Em geral, é associado à um antiinflamatório não-esteroidal (AINE, como o Ibuprofeno ou o Diclofenaco) ou um opióide fraco.
A dose usual é de 1 grama, 4 vezes por dia, no máximo, a fim de poupar o fígado.

AINEs (Ibuprofeno, diclofenaco, indometacina, naproxeno e cetoprofeno).
Estas moléculas têm a vantagem de ser não apenas analgésicos (contra a dor), mas também são antiinflamatórios.
Contra inflamações: AINE (antiinflamatório não-esteroidal como o ibuprofeno ou aspirina, diclofenaco, etc…)

A cirurgia será prescrita em casos mais graves, quando a hérnia provocar dores muito fortes ou quando houver paralisia dos membros ou orgãos, os quais são inervados pelo nervo afetado.

Durante a cirurgia, o médico irá curar completamente o disco atingido, ele irá, portanto, retirar o respectivo núcleo.

A também tratamentos de fisioterapia para complementar o pós cirúrgico ou até mesmo substituir o tratamento medicamentoso e cirúrgico.
São eles:

RMA da Coluna Vertebral -
É um programa fisioterapêutico que utiliza técnicas de Fisioterapia Manual, mesa de tração eletrônica, mesa de descompressão dinâmica.
Estabilização Vertebral e Exercícios de Musculação.

Ele visa melhorar o grau de mobilidade músculo-articular, diminuir a compressão no complexo disco vértebras e facetas, dando espaço para nervos e gânglios, fortalecer os músculos profundos e posturais da coluna vertebral através de exercícios terapêuticos específicos enfatizando o controle intersegmentar da coluna lombar, cervical, quadril e ombro.




Fisioterapia manual

A disfunção dos tecidos moles pode alterar o movimento articular e diminuir a eficácia da mobilização-alongamento da articulação.

É por isso que o tratamento frequentemente começa com este procedimento visando diminuir a dor e o espasmo muscular ou aumentar a mobilidade dos tecidos moles. Esses procedimentos auxiliares podem também tornar mais fácil a realização da mobilização das articulações, produzindo um efeito mais duradouro.

Dentre as técnicas de fisioterapia manual utilizamos a Osteopatia, Maitland, Mulligan e mobilizações articulares.


Prevenção da Hérnia de Disco

A fim de evitar a hérnia de disco, as seguintes medidas preventivas são aconselhadas:

Manter-se ereto

Transportar cargas junto ao corpo




Evitar torções da coluna



Corrigir a postura no trabalho


Calçar sapatos confortáveis




Dormir confortavelmente




Praticar esportes


Não carregar objetos pesados




Perder peso

Sentar-se corretamente



Dirigir confortavelmente




Fazer alongamentos e aquecimentos antes de fazer qualquer esforço com a coluna



Bons conselhos em caso de hérnia de disco

Em caso de dor associada a hérnia de disco, é possível aliviar,de acordo com as seguintes medidas:

- Deitar-se, para alongar a coluna;

- Aplicar compressas quentes, para relaxar os músculos, diminuir a tensão, e portanto, diminuir a dor;

- É aconselhado praticar natação.

De fato, na natação trabalha-se com os músculos dorsais e abdominais, mas as costas são apoiadas pela água.

Ela fortalece os músculos, poupando as costas.

Isso ajuda a prevenir as recidivas.

Fonte: www.herniadedisco.com.br / www.criasaude.com.br

Como comportar-se diante de um terremoto



Como comportar-se diante de um terremoto

1 - Em primeiro lugar proteja a si mesmo
Se você se ferir, não conseguirá apagar fontes de fogo ou se refugiar a tempo. Organize sua casa para se prevenir contra queda de móveis e de outros objetos.

2 - Apague rapidamente as fontes de fogo!
Ao sentir o tremor do terremoto, apague imediatamente o fogo.
Adquira o costume de não deixar objetos inflamáveis próximos às fontes de fogo.

3 - Abre a porta e assegure uma saída.
Portas às vezes não se abrem devido ao tremor do terremoto.

4 - Se houve foco de incêndio, apague imediatamente.
O mais importante é extingiür o fogo em seu estágio inicial.
Prepare-se e treine em seu dia-a-dia no uso de extintores e outros modos de se apagar o fogo.

5 - Não saia correndo afobado para rua
A fuga afobada causa de acidentes.
Pense e haja com frieza.

6 - Não se aproxime em vias estreitas e muros.
Muros de blocos e máquinas podem cair ou tombar.
Dirija-se ao seu abrigo rapidamente.

7 - Coopere e ajude o próximo.
Coopere com as pessoas de sua região e participe de organizaes de ajuda de emergência

8 - Cuidado com o desmoramento de terra onde mora e previna-se contra esse efeito colaterais de terremotos.
Compreenda o relevo do local onde mora e previna-se contra esse efeitos colaterais de terremotos.

9 - Dirija-se à sua àrea de abrigo a pé!
Ir à área de abrigo com veículo próprio além de ser perigoso atrapalha as equipes de resgate.
Seja consciente para com o próximo e respeite as regras sociais de boa conduta.


10 - Ouça informações corretas!
A verdade é uma só.
Comporte-se de modo adequado sem se deixar levar por informaçes falsas ou errôneas.



Agora você não precisa mais ficar grudado junto ao seu computador para saber se ocorreu um forte abalo sísmico em alguma parte do Brasil ou do mundo.

Com o novo sistema de alerta de terremotos Sismo Alerta você recebe esse aviso diretamente em seu celular, a qualquer hora do dia ou da noite, esteja onde estiver.

Os avisos são enviados através de uma mensagem SMS quase no mesmo instante em que o tremor é registrado, permitindo que você tome as medidas necessárias em tempo hábil.

São diversos tipos de pacotes de alertas e você ainda pode pagar da forma que achar mais fácil.


http://www.apolo11.com/sismoalerta/?ref=apnot

2012: Tudo o que você precisa saber sobre o fim do mundo




À medida que internet se expande, mais informações passam a ser acessadas transformando o simples ato de navegar na rede na mais fantástica forma de disseminação do conhecimento jamais ocorrida na história da humanidade.

Apesar disso ser motivo de orgulho da nossa sociedade, a grande rede também contribui de forma assustadora na propagação do falso conhecimento, já que criar um blog com artigos pseudocientíficos, falsos ou alarmantes é a coisa mais fácil do mundo.

Um dos assuntos preferidos desses blogs - e até de sites maiores - é o Fim do Mundo, previsto para acontecer em 21 de dezembro de 2012.
Esse "evento" será provocado por uma série de acontecimentos coincidentes, confusos e desconexos, mas não menos fantásticos e lucrativos, aliás, muito, muito lucrativos.

Segundo esses blogs, parece que tudo acontecerá ao mesmo tempo em 2012, data em que todas as forças naturais ou ocultas do Universo se juntarão contra nosso planeta e o destruirão, dando início à uma Nova Era ou à extinção da humanidade, não se sabe bem o que.


Forças Ocultas

De acordo com o previsto, em dezembro de 2012 ocorrerá um alinhamento de planetas, com a Terra se alinhando com o centro da Galáxia.
Quando isso ocorrer, forças até então desconhecidas criarão fenômenos naturais que o Homem jamais experimentou, com mortes e destruição em escala gigantesca.

Além do alinhamento planetário, nosso Sol também entrará em um período de atividade magnética sem precedentes, disparando partículas solares contra a Terra.
Esse intenso bombardeio cósmico destruirá equipamentos e fulminará os seres vivos, já que a magnetosfera protetora terá sido extinta pelas forças naturais criadas pelo alinhamento.

Como se não bastasse, tudo isso será tremendamente amplificado pela inversão do campo magnético da Terra, que fará o planeta girar ao contrário, fenômeno esse que será provocado pelo alinhamento ou pelo choque do planeta Nibiru ou Hercólubus, que se aproximam do nosso planeta em rota de colisão inevitável.

Todo esse cataclismo varia tremendamente entre um blog ou outro, não havendo coerência entre os fatos narrados, que podem mudar de acordo com a interpretação de quem escreve ou lê.
No entanto, todos se alicerçam em um fato em comum e alardeado como a mais pura verdade da humanidade:
A Profecia Maia do Fim do Mundo.


Saindo das Trevas

Antes de trazer luz aos fatos, é importante destacar que tudo que foi mostrado acima não tem qualquer embasamento científico e sob esse ponto de vista não há qualquer evento previsto para acontecer em dezembro de 2012.
Filmes, textos e programas de televisão que afirmam o contrário devem ser vistos apenas com o propósito da diversão e entretenimento, que como dissemos no início do artigo, são bastante lucrativos!

Qual a origem? Porque 2012?

Ao que tudo indica, toda essa história começou com o alerta de que Nibiru, um hipotético planeta descoberto pelos Sumérios há mais de 4 mil anos irá se chocar contra a Terra.
A catástrofe estava inicialmente prevista para acontecer em maio de 2003, mas como nada aconteceu o dia do Juízo Final foi mudado para dezembro de 2012.
Essa data foi escolhida por marcar um importante ciclo do Calendário Maia, que por pura coincidência termina exatamente no solstício de verão de 2012, no dia 21 de dezembro.


Quem eram os Maias?

Os Maias formavam uma civilização mesoamericana que atingiu o ápice do desenvolvimento entre 250 D.C e 900 D.C e é considerada como uma das mais dinâmicas sociedades do mundo pré-colombiano.



Os Mais eram excelentes astrônomos e observadores e mapearam com bastante precisão as fases e movimentos de diversos corpos celestes, especialmente a Lua e Vênus.
Além disso, desenvolveram um complexo e preciso sistema de medição de tempo baseado em dois calendários principais chamados Tzolk'in, de 260 dias e Haab', de 365 dias, mas nem um dos dois numerava os anos.


O Calendário Maia

Para formar uma data os Maias faziam combinações entre um símbolo Tzolk'in e um símbolo Haab' e esse sistema era suficiente para satisfazer a maior parte da sociedade, já que qualquer combinação não se repetia antes de 52 anos, tempo bem maior que a expectativa de vida comum da época.
Este período era conhecido como um Ciclo de Calendário e era sempre marcado por tensões e má sorte entre eles, que aguardavam ansiosos para ver se os deuses concederiam outro ciclo de 52 anos.

Apesar de ser um método engenhoso de contar os dias, o calendário de 52 anos não permitia aos Maias datar longos períodos de tempo e para isso era usado o calendário da contagem longa, de base 20.

A palavra Maia para dia era k´in. O período de 20 k´ins era chamado de Winal e 18 Winals, o equivalente a 360 dias, era chamado de tun.
20 tuns eram chamados de K´atun (19.7 anos) e 20 k´atuns eram chamados de B´ak´tun e equivalia a 394.3 anos.
Se achou um pouco confuso a tabela abaixo ajuda a compreender.



Por que 2012?

Ao que tudo indica, toda a mística envolvendo o ano de 2012 se deve a uma interpretação errônea desse calendário, aliada à algumas coincidências verdadeiras e outras inventadas ou manipuladas.

No primeiro caso, não se sabe se por ignorância ou má fé, consideraram o último dia do 13º b´ak´tun (21 de dezembro de 2012) como a data derradeira do calendário, mas isso não é correto.
Da mesma forma como nossa contagem não termina em 31 de dezembro, a contagem maia também não finaliza no 13 b´ak´tun, pois ainda se seguirão os b'ak'tuns 14º a 20º, continuação natural do calendário da contagem longa de base 20.


Má Fé

Segundo a pesquisadora Sandra Noble, diretora executiva da organização de pesquisa mesoamericana FAMSI, a apresentação de dezembro de 2012 como um evento de fim de mundo ou uma grande mudança cósmica é uma completa invenção e uma chance de muita gente ganhar dinheiro.
"Usaram de má fé e ignoraram completamente a continuação do calendário de contagem longa.
Não me surpreenderei se em janeiro de 2013 essas mesmas pessoas anunciarem uma nova data de fim do mundo", disse Noble.



Alinhamento

Com relação às coincidências, a primeira delas é que em 21 de dezembro o Sol atinge a maior declinação medida a partir da linha equador, quando se inicia o verão no hemisfério sul e inverno no hemisfério norte.
Além disso, em 2012 estaremos praticamente no ápice do ciclo da máxima atividade solar, com maior quantidade de tempestades geomagnéticas ocorrendo no planeta. Juntando essas duas coincidências ao fato de que em 21 de dezembro sempre ocorre o segundo "alinhamento" anual entre o Sol, Terra e centro galáctico, fica fácil entender por que essa data foi escolhida.

Além das coincidências mostradas, 21 de dezembro de 2012 é a data que os místicos elegeram para o impacto do hipotético planeta Nibiru contra a Terra e também de uma alardeada abrupta mudança na orientação dos polos magnéticos da Terra.

Como foi dito no início do artigo, de acordo com os místicos parece que tudo acontecerá ao mesmo tempo em 2012.
As consequências não são claras e cada defensor de uma teoria aponta rumos diferentes para os acontecimentos que se sucederão após 21 de dezembro de 2012, desde a destruição total do planeta até o início de uma Nova Era.
No entanto, essa visão não é compartilhada pela ciência, que se baseia em fatos concretos e não em profecias ou ilusões.


Posição da Ciência

Com o objetivo de trazer um pouco de luz sobre o assunto, preparamos uma série de respostas de como a ciência enxerga as coincidências mostradas e o que de fato pode acontecer em 2012 sob esse ponto de vista.
Perguntas como "Nibiru vai se chocar contra a Terra?" ou "Os polos magnéticos vão se inverter?" serão respondidas de forma simples e objetiva, sem muito tecnicismo.

Nossa intenção não é fazer com que as pessoas que tenham opinião contrária, mudem de opinião.
Isso é praticamente impossível.
Nosso objetivo é apenas mostrar a verdade científica para aqueles que ainda têm dúvidas sobre o assunto ou que nunca ainda tenham ouvido falar sobre ele.


Fatos e Mitos sobre 2012

Existem diversos sites e blogs dizendo que o mundo vai acabar em 2012.
O que vai acontecer?
Nada de diferente ou de ruim vai acontecer com a Terra nesse dia.
Não existe nenhuma catástrofe prevista pela ciência, nem planetas em rota de colisão, nem asteroides se aproximando a toda velocidade.
Não existe nenhum fato científico que mostre que o mundo vai acabar em 2012.

É verdade que vai acontecer um alinhamento planetário em 2012?
Não, isso não é verdade.
O que vai acontecer em 21 de dezembro de 2012 será o "quase alinhamento" entre a Terra, o Sol e o centro da Galáxia, mas é muito importante lembrar que isso ocorre todos os anos nessa época do ano e não apenas em 2012.

O suposto "alinhamento" também acontece em 21 de junho, quando a Terra está na posição contrária da órbita com relação a dezembro, ficando entre o Sol e o centro da Via Láctea.
Essa disposição ocorre há milhões de anos e não constitui nenhuma novidade.
Com relação aos outros planetas, nem de longe a posição deles em 21/12/2012 se assemelha a um alinhamento, conforme mostra a carta celeste.

Existe mesmo um planeta chamado Nibiru ou Planeta-X que vai se chocar com a Terra?
Nibiru é o nome de um suposto planeta proposto pelo escritor Zecharia Sitchin. Segundo ele, o planeta já era conhecido pelos Sumérios há mais de 5500 anos e tem um período orbital de 3600 anos.

No entender dos seguidores de Sitchin, Nibiru se aproximaria de novo em 2003, mas como nada aconteceu mudaram a data para 2012.
Em 2008 diziam que já era possível vê-lo a olho nu a partir de 2009, mas como ninguém o observou até agora o assunto ficou meio esquecido.

Nibiru e outras histórias não passam de "pegadinha de internet" e antes do advento da rede mundial de computadores ninguém falava nesse assunto, que tomou fôlego a partir do final da década de 1990.

Não existe qualquer base científica para a afirmação da existência de Nibiru.
Caso o planeta realmente existisse, astrônomos do mundo inteiro já o teriam visto e calculado sua órbita.
Não seria necessário supertelescópios nem agências espaciais, apenas observações normais que qualquer pessoa pode fazer.

Com relação ao Planeta-X, esse é o nome que se dá a qualquer corpo hipotético que possa causar perturbações gravitacionais em outros objetos, mas que ainda não tenha sido descoberto.
Plutão, por exemplo, já foi chamado de Planeta-X. Eris e Ceres também.

Atualmente, alguns cientistas especulam sobre a possibilidade de um objeto de grande dimensão localizado há mais de 1 ano-luz de distância (9 trilhões de km), nas proximidades da nuvem de Oort.
A existência desse objeto foi proposta em 1999 pelo astrofísico John J. Matese, da Universidade de Louisiana, a partir de perturbações gravitacionais exercidas em cometas localizados no interior da Nuvem, mas até agora não foram encontradas provas de sua existência.

Os polos da Terra vão se inverter?

Muito se fala sobre a inversão dos polos magnéticos da Terra.
Alguns dizem que eles se inverterão abruptamente, enquanto outros afirmam que quando isso acontecer a catástrofe será total.



Ao que tudo indica, desde que a Terra existe os polos magnéticos já trocaram de posição por diversas vezes.
Essa informação foi obtida após a análise dos minerais ferromagnéticos contido nas rochas, que mostraram que essas inversões ocorrem em intervalos não regulares de cerca de 250 mil anos.
No entanto, não existe qualquer comprovação de que isso oconteceu abruptamente, com exceção de algumas localidades do planeta que ainda estão sendo investigadas.

Segundo os geofísicos, as inversões do campo magnético são muito lentas e neste exato momento estamos passando por uma delas.
Isso significa que em 250 mil anos os polos magnéticos poderão estar em lugares opostos ao que estão hoje.

Assim sendo, não há nenhum risco de que isso acontecerá em dezembro 2012.

O eixo da Terra poderá mudar de inclinação?

É importante explicar que a inclinação do eixo da Terra foi determinada há milhões de anos, quando todo o Sistema Solar ainda estava em formação.
Não se sabe exatamente como isso aconteceu, mas acredita-se que foi devido ao choque com algum dos inúmeros asteroides que rodeavam nosso planeta naquela época.

Para que o eixo da Terra seja abalado é necessária uma força descomunal, inimaginável.
Nenhuma força terrestre conhecida tem capacidade de alterar essa inclinação.
Isso só seria possível se algum objeto muito grande, de dimensões planetárias, se chocasse contra a Terra e até agora os cientistas não tem conhecimento de qualquer objeto que esteja vindo em nossa direção.


A Atividade Solar está aumentando?

O Sol passa por períodos de alta e baixa atividade a cada 11 anos, chamados mínimos e máximos solares.
Os cálculos mostram que o próximo máximo solar ocorrerá em março de 2013 e até lá deveremos observar momentos de muita instabilidade na estrela.



Em 2012 poderemos presenciar diversas tempestades solares, com efeitos na Terra que podem ir desde simples auroras boreais até avarias e blecautes elétricos, além de falhas nas radiocomunicação e panes em sistemas eletrônicos, especialmente satélites.

Responsável por milhões de dólares de prejuízo todos os anos, as tempestades solares são comuns e a cada dia novas medidas são tomadas na proteção e prevenção dos patrimônios sujeitos a esses fenômenos.

Apesar de possíveis prejuízos, cenários como aqueles apresentados em documentários, em que os humores do astro-rei causam blecautes mundiais que beiram o Armageddon, não passam de obra de ficção.


Resumindo

Para finalizar, se você está com medo de que alguma coisa desconhecida possa acontecer em 2012, nosso conselho é para você relaxar e não se preocupar.
Não leve a sério os blogs e sites que apregoam o fim do mundo.
No fundo, tudo o que eles querem é ter mais audiência e não estão nem um pouco interessados em explicar para você o lado científico das coisas.
Para eles, quanto mais confuso você ficar, melhor.

Esperamos ter ajudado!


Foto: No topo, ceno do filme "2012". Cortesia: Columbia Pictures.
Na sequência, mapa histórico dos territórios habitados por povos de língua maia.
Em seguida, exemplo da contagem do calendário maia e carta celeste mostrando a posição dos astros em 21 de dezembro de 2012, dia do solstício de verão no hemisfério sul e do "alinhamento" entre a Terra, Sol e Centro Galáctico.
Créditos: Wikimedia Commons, Apolo11.com.

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