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domingo, 6 de outubro de 2013

Entrevista sobre Huna

Entrevista com Dr. Sebastião de Melo

Entrevista concedida à jornalista Renata Perez, da Associação de Estudos Huna, por Dr. Sebastião de Melo, médico psiquiatra, estudioso da Psicofilosofia Huna, com artigos publicados sobre o assunto. Aborda nesta entrevista, aspectos importantes e esclarecedores da Psicofilosofia Huna.

RP 1. Quando e onde se originou a Huna?
SM

Como todo conhecimento antigo, a origem da Psicofilosofia Huna é controvertida, conforme relatam vários autores, entre eles:
1. Max Freedom Long diz que se originou de um povo que partiu do Egito através do Mar Vermelho, e que, em canoas chegou ao Havaí.
2. Serge King diz que se origina de estelares , os quais vieram da Constelação da Plêiade, tendo um dos grupos se estabelecido na Terra, num continente no Oceano Pacifico, o qual era denominado de Mu e seus habitantes de povo de Mu. Este continente submergiu e formou-se a Polinésia. Criaram uma língua que é falada em toda Polinésia.
3. Leinane Melville em seu livro “Children of the Rainbow” diz que “os nativos contavam que seus ancestrais tinham originariamente descido do céu.

Os havaianos primitivos eram do Havai’i.
Eles haviam nascido no Havai’i no princípio da era humana.
De acordo com os antigos cânticos da criação, foram a primeira raça humana a ocupar essa terra. Seus primeiros progenitores eram conhecidos como Mu.
Os Mu conheciam sua terra natal por diversos nomes.
Havai’i agora pronunciado Hawai’i era apenas um deles.
Era às vezes chamado de Havai’i – ti – Havai’i, onde a vida surgiu e se desenvolveu.
Havai’i originariamente referia-se ao enorme continente que existiu em tempos pré-históricos no Oceano Pacífico e não, ao belo cordão de ilhas esmeraldas que hoje são conhecidas como Ilhas Havaianas.
Foi nesse continente perdido, que os extintos Mu viveram.

As atuais ilhas são os antigos picos das montanhas do continente que submergiu, que foi partido em pedaços por terremotos, destroçado por maremotos de vagalhões gigantescos, despedaçados por erupções vulcânicas.
A tradição foi passada por alguns habitantes de Mu, que sobreviveram ao cataclismo que destruiu a antiga civilização.
Esses poucos sobreviventes preservaram as tradições de seus antepassados e as passaram para a geração seguinte.
Esse costume continuou por séculos, até mesmo por milhares de anos, até que o Capitão James Cook, o navegador Inglês, descobriu os remotos descendentes de Mu, vivendo nas selvas do Havaí.
O Havai’i era às vezes chamado de A Terra de Rua (Ta aina o Rua).

Rua significa crescimento e desenvolvimento pelo fogo.
O povo de Mu muitas vezes, chamava sua terra natal de Ta Rua ou Rani (buraco, ou cratera do céu). Era mais popularmente conhecida como Ta Rua.
O povo de Mu era definido pelos tahunas como predecessores, pessoas pequenas, que formaram a primeira civilização do mundo; pessoas silenciosas que se moviam quietamente e trabalhavam sem barulho, pessoas reservadas que preservaram o seu conhecimento em silêncio.

Referem-se a eles como uma raça de pessoas lendárias, que viveram no Havai´i, há muito tempo.
Os homens sábios do antigo Havaí, que criaram o nome Teave, esconderam dentro da sua Huna (abismos profundos) o simbolismo esotérico do seu significado.
Baseado em pesquisas e traduções de cânticos antigos fica claro que a denominação foi criada no continente perdido de Mu, hoje conhecido pelo nome científico de Lemúria.

Aquele continente hoje submerso era às vezes, chamado pelos antigos havaianos, de A grande ilha escondida de Tane.
Mais popularmente era conhecida pelos nomes de Ta Rua ou Havai’i-ti, Havai’i, onde a vida surgiu para a existência e expandiu-se em crescimento.
Os primeiros habitantes daquela terra esquecida eram conhecidos como os Mu.
Eles foram os antepassados dos havaianos de hoje e deram origem à civilização mais antiga do mundo e à sua estrutura religiosa” .
4. James Churchward em seu livro “Continente Perdido de Mu” fala sobre um antigo continente no Oceano Pacífico que era habitado por um povo com uma civilização mais evoluída do que a atual e que submergiu devido a grandes cataclismos por volta de treze mil e quinhentos anos.
Baseou seus estudos na tradução de escritas em pranchas feitas de argila, que encontrou num mosteiro na Índia.

A escrita era em uma língua praticamente desconhecida.
O monge responsável pela guarda desse segredo ensinou-lhe a língua e traduziram juntos todas elas
Posteriormente encontrou em mais de duas mil pedras, escritas na mesma língua, descobertas no México por Nínive, a mesma história das encontradas na Índia.

Deu a esse continente o nome de “Continente de Mu” e a seus habitantes o nome de “Povo de Mu”.
A nosso ver, a teoria de Churchward e de Leinani Melville são as que mais se aproximam das lendas havaianas narradas no Tumuripo – o Livro da Criação -, deixado pelos mestres kahunas.


RP 2. A Huna pode ser considerada uma religião?
SM

A Huna é uma teoria psicofilosófica.
Tem um cunho teórico e prático, tratando de todos os assuntos que se referem ao ser humano em sua totalidade, isto é, tanto traz conhecimentos científicos por ter proporcionado às ciências as idéias que desenvolvidas se tornaram conceitos científicos, assim como, aborda situações esotéricas e místicas. Inclui em seu repertório assuntos religiosos sem ser adepta de qualquer doutrina religiosa vigente. Traz em si, um cunho de religiosidade, por saber que não é possível desligar o ser humano desse sentido da vida, assim como também do sentido mitológico, presente em todas as épocas da civilização humana.
Os adeptos da Huna podem fazer parte de qualquer religião, ou não.

Com o crescimento das idéias Huna, cada um vai desenvolvendo suas próprias crenças de maneira livre, por sofrer mudanças em seus valores e padrões, que é a finalidade primordial desse conhecimento.


RP3. Por ser uma tradição milenar, como podemos introduzi-la no mundo de hoje?
SM

Como acreditamos num processo contínuo do desenvolvimento da humanidade, e, sendo a Huna para nós, o mais antigo dos conhecimentos humanos vindos da mais antiga e evoluída de todas as civilizações, ela simplesmente vem fazendo com que o ser humano descubra, aos poucos, através das reencarnações sucessivas, os mistérios da natureza e de sua própria grandeza.
Como o foco principal da Huna é a mudança de padrão para crescimento e evolução do homem, ela estará sempre atualizada e indicando rumos para uma humanidade mais evoluída, mas que tenha como fator principal de sua evolução o amor compartilhado, o único capaz de trazer felicidade, paz e tranqüilidade a todos os povos.

Ela já vem por seus princípios sendo introduzida paulatinamente sem ferir a liberdade de pensar do homem.
Não cremos que o desenvolvimento científico e tecnológico por si só possa dar ao homem as condições de ser feliz e ter paz interior.
Para isso é necessário que repense seus valores e descubra aos poucos que a felicidade e a paz interior não estão no desenvolvimento exterior, mas sim, no despertar interno de sua condição de herdeiro do Criador Supremo.
As transformações pelas quais passa o mundo atualmente estão conduzindo os homens cada vez mais à busca de seu interior, mesmo que tenhamos dirigentes importantes que caminham num sentido diferente, por não terem ainda a percepção real do que é se sentir realmente feliz e em paz.
Quem pratica a Huna despertando em si uma fé que conduz a uma crença sem dúvidas, sente-se perfeitamente apto para desenvolver bem suas atividades como ser humano, cidadão e um operário da natureza que é a manifestação natural da divindade entre nós.


RP4. Quais são os princípios básicos?
SM

O princípio básico da Psicofilosofia Huna é não ferir, isto é, não causar sofrimento a si mesmo, aos outros e à natureza.
Podemos evitar isso não nos omitindo nas situações que exigem de nós atitudes coerentes, que promovam o nosso equilíbrio e do meio em que vivemos.

Não devemos nos exceder em ocasiões em que, o bom senso depende de nós para que tudo transcorra serenamente.
Não podemos permitir que sejamos usados para ações que causem prejuízos por exacerbação das mesmas.
Qualquer ação que pratiquemos depende de uma intenção; assim, é a intenção a mãe de todos os problemas e virtudes que acontecem.
Concluímos então, que é na intenção que está tudo que praticamos na vida e é nela que devemos focalizar toda nossa atenção, para não cairmos na omissão ou no excesso que nos conduzem ao desequilíbrio físico e mental, quando praticamos ações provocadoras de sofrimento e danos a nós mesmos e em geral.
Assim sendo, é a intenção o alvo de nosso “orai e vigiai” para que possamos crescer e evoluir na constante busca da felicidade, e um dia, da paz interior.

A Huna tem princípios e ensinamentos que nos ajudam nessa busca de uma maneira mais suave e simples, deixando de ser o sofrimento o paradigma de crescimento e evolução.

RP5. O senhor poderia enumerar os elementos que formam o conceito Huna?
SM

Para enumerar esses elementos conceituaremos a Huna em três partes:
Uma teórica, uma prática e uma mitológica.
1. A teórica nos diz que o ser humano é formado de três espíritos ou aspectos independentes entre si, mas interligados nas ações, quando um depende do outro para se desenvolverem e de um corpo físico quando reencarnado.
Existe uma energia que chamamos de “mana” que é o elemento de coesão entre os três, tendo cada um sua própria mana.

O corpo é uma imagem manifestada dessa coesão por meio de uma substância.
Essa substância de origem divina permeia todo o universo e em consonância com a mana torna possível as manifestações – a qual se denomina “substância aka”.

Para que isso ocorra, cada espírito possui um corpo-aka que lhe é peculiar e tem funções determinadas.
Sendo a Huna uma teoria de transformações, costumamos denominar cada um desses elementos pelos seus nomes na Língua Havaiana.
Esses conceitos chegaram até nós por intermédio dos estudos de Max Freedom Long, Serge King e outros que buscaram na antiga tradição havaiana os elementos teóricos.

Essa conceituação teórica se sintetiza na prática, no que se denomina “Prece Ação”.
Como todo sistema é arbitrário e relativo por ser interpretativo, a Huna também o é.

Isso nos dá a liberdade de sermos ou não adeptos da Huna, conforme nossa interpretação desses ensinamentos.
2. Na parte prática, temos entre outros elementos, a Prece Ação já citada acima, com a qual obtemos bons resultados.

Ela é usada principalmente, para curas e alívio de qualquer tipo de sofrimento.
Obtemos resultados eficazes, pelo fato de trazer um enfoque diferente de como se deve fazer uma prece.
Isso só se torna possível depois de conhecermos os conceitos da Huna.
A leitura atenta e livre dos Evangelhos nos mostra que esses princípios da Huna não foram esquecidos por Jesus.
A parte prática da Huna está concentrada no xamanismo.

O xamanismo ensinado pela Huna refere-se ao Xamanismo Havaiano.
Tudo começou quando se reuniram grandes mestres kahunas para sintetizarem os ensinamentos em alguns princípios que pudessem traduzir o pensamento e as atitudes que deveriam ter aqueles que se dedicassem a usar a Huna como prática de vida.
O termo xamã deriva da Língua Tungue falada na Sibéria e hoje está mundialmente difundida como significando curandeiro.
Em havaiano, segundo Serge King a palavra para xamã é kupua e define xamã como um curandeiro de relacionamentos entre a mente e o corpo, entre pessoas e o ambiente, entre seres humanos e a natureza e entre a substância e o espírito.

É um co-criador.
Os mestres kahunas sintetizaram em sete os princípios, aos quais juntaram atributos, talentos, desafios e cores.


São eles:
Os Sete Princípios Xamânicos, seus Corolários, Atributos e Desafios

1º. Ike – O mundo é o que você pensa que é.
Corolário: Tudo é sonho. Todos os sistemas são arbitrários.
Utilização do poder do pensamento.
Atributo ou talento: Visão
Desafio: Ignorância
Côr branca


2º. Kala – Não há limites.
Corolário: Tudo está interligado.
Tudo é possível.
Separação é apenas uma ilusão útil.
Utilização das ligações energéticas.
Atributo ou talento: Esclarecimento
Desafio: Limitações.
Cor: vermelha


3º. Makia – A energia segue o fluxo do pensamento.
Corolário: A atenção segue o fluxo energético.
Tudo é energia.
Utilização do fluxo de energia.
Atributo ou talento; Focalização
Desafio:Confusão.
Cor: laranja


4º. Manawa – Seu momento de poder é agora.
Corolário: Tudo é relativo.
Utilização do momento presente.
Atributo ou Talento: Presença
Desafio: Procrastinação.
Cor amarela


5º. Aloha – Amar é compartilhar.
Corolário: o amor aumenta quando o julgamento
diminui.
Tudo está vivo, ativo e reativo.
Utilização do poder do amor.
Atributo ou Talento: Bênção
Desafio: Raiva
Cor: verde


6º. Mana – Todo poder vem de dentro.
Corolário: Tudo tem poder.
O poder vem da permissão (da criação).
Utilização do poder da permissão (da criação).
Atributo ou talento: Permissão
Desafio: Medo
Cor: azul


7º. Pono – A efetividade é a medida da verdade.
Corolário: Existe sempre outra forma de se fazer algo.
Utilização do poder da flexibilidade.
Atributo ou Talento:Tecelão de sonhos
Desafio: Dúvida
Cor: lilás



A cada princípio, corresponde um atributo ou talento que são os dinamizadores dos princípios; representam qualidades especiais a serem desenvolvidas, comumente percebidos por símbolos, os quais ditam as ações praticadas, as quais são atribuídas aos desafios.
Os desafios nos acompanham durante toda a vida e é através da percepção deles, que tomamos conhecimento dos comportamentos provocados pelas ações, as quais nos levam ao desenvolvimento que nos dá o conhecimento intelectual.
Conforme diminui em nós o valor dos desafios, entraremos na fase principal da vida que é o crescimento e evolução espiritual. Isso quer dizer que, nosso trabalho principal na vida é a percepção de cada desafio que teremos de vencer, e tirar de cada um deles, o necessário para o enriquecimento interior.
Este é um assunto para um bom período de estudos.


Os princípios e seus Talentos são:

1º. Ike – Visão; é uma maneira diferente de se perceber as coisas; é a visão metafísica da realidade.
É a visão interior que não tem relação com o resultado obtido pela apreensão do conhecimento intelectual, mas com as modificações espirituais advindas das experiências vivenciadas no dia a dia.
A visão comum das coisas chama-se Ike Papakahi; é a visão do primeiro nível.
A visão metafísica chama-se Ike Papalua; é a maneira de se perceber a realidade atuando num segundo nível, de onde se controla o primeiro.
O desafio ignorância é o fator que impede a percepção da visão interior.

Trabalhando esse desafio, essa visão vai clareando e a ignorância diminuindo, o que permite adquirir conhecimento, mas sem uma identificação com o crescimento espiritual do sonho básico de vida.
É o início de um desenvolvimento intelectual cheio de apego e de desejos de posses, inclusive com o pensamento que desenvolve uma fé em que a razão de tudo é a defesa das posses adquiridas, quer sejam intelectuais, morais ou de bens físicos.

2º. Kala – Esclarecimento; é a maneira que se tem para agir fazendo com que se consiga claramente a união do seu eu com o universo; é a transformação do homem em um ser que está em harmonia com o inconsciente (unihipili) e o consciente (uhane).

3º. Makia – Focalização; focalizar em sua mente suas intenções, objetivos, metas e propósitos é uma maneira de se conseguir uma revisão permanente de suas motivações, o que lhe dá maior eficiência em suas ações e uma maior capacidade de frustrações.
Isso é possível quando se consegue sentir que na focalização existe uma segunda situação, que só é percebida, quando a percepção se torna inconsciente, transformando a linguagem de analítica em intuitiva.
Nessa fase não há separação: nós somos o todo.
O desafio confusão é o impecilho para se chegar a este estado de crescimento.


4º. Manawa – Presença; sendo o presente o nosso tempo, o aqui/agora e o agora/aqui são situações das quais tiramos todo proveito para nossa percepção e entendimento e, quanto mais atentos estivermos, mais presentes nos faremos e mais frutos colheremos de nossas ações.
O desafio procrastinação é o fator que nos impede de atingir este estado, pois ele nos leva a adiar nossas ações o que nos impede de sermos presentes e crescer.

5º. Aloha – Bênção; em todas nossas intenções, atitudes e ações, se conseguirmos reforçar o bem presente ou potencial, quer pela palavra, imagem ou ação, poderemos sentir a bondade, enxergar a beleza e apreciar a perícia com que se age.
Assim, estaremos abençoando.
O xamã age de maneira diferente porque é capaz de abençoar o bem potencial através de desejos de sucesso às pessoas a quem se dirige.
Este princípio está além daquilo que podemos perceber da vida, a não ser se já estivermos vivendo de uma linguagem intuitiva que nos leva a pensar diferentemente e a ter uma nova maneira de intelectualizar o que se aprende e se faz.

Não sei o que teremos da fazer para perceber o desafio raiva deste princípio. Isso vai além de meu entendimento, pelo menos até agora.

6º. Mana – Permissão; para que qualquer coisa tenha poder, é necessário que lhe atribuamos este poder que queremos transmitir, isto é, autorizamos que tenha este poder.
Isto pode ser feito com pessoas e objetos.
Só se consegue isto com a energização do que queremos atribuir poder.
Assim como podemos dar poder, também podemos tirar.
O “xamã guerreiro” personifica o mal lhe dando poder, aprendendo como conquistá-lo.

O “xamã destemido” tira o poder do mal despersonificando-o e aprendendo sobre ele, conseguindo a harmonia, fazendo assim, que o mal desapareça.
Dessa maneira fica mais difícil o entendimento do desafio medo.
O medo é uma realidade em nós, mas vindo dos desafios: ignorância, limitação, confusão e procrastinação.

7º. Pono – Tecelão de sonhos; o xamã tece seus próprios sonhos desenvolvendo suas habilidades e assim, poderá ajudar os outros a tecerem seus sonhos.
Ele usa esta habilidade para fazer suas curas que têm um sentido diferente das curas comuns.
Por exemplo, um massagista, massageando o corpo de um paciente está usando suas mãos para curar o corpo físico do paciente.
O xamã massagista, massageando, estará usando o corpo físico como ferramenta para tecer um novo sonho e curar o espírito.
São duas situações em que as ações são semelhantes, mas as intenções e atitudes são diferentes.
No primeiro caso, houve uma cura corporal e no segundo, ao tecer um sonho propiciou uma cura física e mental; provocou uma modificação das memórias, o que manterá o indivíduo com novas intenções e atitudes de vida criando uma nova crença.
Essa situação é eficiente e a eficiência está na capacidade do xamã de tecer sonhos e das mudanças sofridas que manterão o indivíduo com suas novas crenças.
Cremos que aí está a diferença dos dois termos utilizados na Língua Inglesa: “to cure” e “healing”; a primeira é a resposta de cura do massagista por uma ação corporal, e a segunda, é a resposta de cura do xamã que provocou a reformulação de memórias.
Pela descrição vemos que o xamã havaiano é um xamã diferente, inclusive por só usar a mente e o corpo em suas práticas.
Seu trabalho engloba jogos com vários simbolismos, assim como o uso de cores como símbolos de luz sagrada e com poderes.
O desafio dúvida é uma situação que possivelmente só possa ser percebido por um xamã que sabe como manusear as situações percebidas quando está atuando.

Nossa percepção não alcança este nível de entendimento; não vem do raciocínio, mas de um novo paradigma dado aos que atingiram esse nível de crescimento e evolução espiritual.

3. A parte mitológica deve-se principalmente a Leinani Melville que nos traz o Panteão dos doze principais deuses da mitologia havaiana, destacando-se um Criador Supremo e um Deus manifestado como Seu Filho.
Cremos ser uma mitologia monoteísta que cria seu panteão de deuses, como algumas religiões monoteístas criam seus anjos, santos e profetas, como seres diferenciados ou iluminados.
A Huna tem um livro sagrado, o Tumuripo (Livro da Criação) de onde derivaram suas lendas, crenças, leis e normas e são as várias lendas que simbolicamente mostram a história desse povo do antigo Havai’i, os habitantes do perdido Continente de Mu.


RP6. Há alguma simbologia ou objetos que auxiliam esta prática?
SM

A simbologia é muito rica e de acordo com os princípios teóricos dá-se poder a objetos e coisas que podem ser usados como símbolos para a prática dos rituais xamânicos.
Isso auxilia muito a focalização para se obter o desejado na prática das ações.

RP7. Qual a relação dos princípios Xamânicos havaianos com a Huna?
SM

Os princípios xamânicos havaianos são elementos fundamentais em determinadas práticas da Huna, mas a prática da Huna não está subordinada, exclusivamente, a esses princípios.
De nada adiantam os princípios se não tivermos uma fé e uma crença que sustente nossa vontade, ao praticar determinadas ações que conduzem nossa vida e, muitas dessas situações dependem do conhecimento de outros aspectos da teoria Huna.


RP8. A Huna pode ser estudada e praticada por qualquer pessoa? Quais são as condições necessárias para isso?
SM

Qualquer estudo ou prática na vida depende de algum conhecimento teórico intelectualizado ou de um aprendizado que nos dê uma condição de fé e crença.
O sol é o mesmo para todos e a prática da Huna só depende da vontade de aprender a fazer o bem através de um conhecimento simples trazido até nós pelos mestres kahunas.


RP9. Há uma figura de mestre ou sacerdote que apresenta os diferentes elementos às pessoas e as auxilia em suas vidas?
SM

A Huna não tem uma teologia própria e por isso, carece de teólogos ou iluminados que a dirija.
É natural que existam pessoas com um conhecimento maior e que podem ajudar os iniciantes, orientando-os em seus estudos e em suas práticas, desde que assim o desejem.
Não há donos da verdade nem guias espirituais responsáveis por núcleos de estudos e práticas e sim, coordenadores que dirigem uma Associação que é regida por estatutos e escolhidos democraticamente em eleições, pelo menos no Brasil.


RP10. De que forma esses conceitos podem mudar a vida de uma pessoa?
SM

A única forma de se mudar a vida de uma pessoa é quando ela realmente se dispõe a isso.
É quando busca a ajuda de pessoas de boa vontade, que estão dispostas a crescer e sabem que para isso, a visão que têm do mundo deverá ser modificada.
Uma dessas modificações se dá através das ações que, praticadas, mudam as condutas contribuindo para que os valores e padrões sejam revistos, reformulando as memórias que trarão pensamentos dentro de um novo pensar.
Para isso, os conceitos e princípios da Huna podem ajudar em muitos aspectos, dando às pessoas uma visão diferente de si mesmas o que trará como resultado, uma nova visão do mundo que a circunda.
Já dizia Jesus: “Procurai e achareis; batei e abrir-se-vos-á”.


RP 11. Os Xamãs trabalham aspectos psicológicos, tanto racionais como emocionais. Neste conceito entra também a fé?
SM

A fé entra em qualquer situação humana onde há uma ação.
Não há disposição para qualquer atitude sem uma fé que a impulsione.
Quando falamos de fé não estamos falando de crença religiosa, cientifica ou de quaisquer outras, mas sim, de uma atitude interior que impulsiona o ser numa determinada direção, seja ela boa ou má para quem a pratica.
A fé já é uma situação psicológica criada para determinado sentido, o que pode contribuir para a percepção de novos conceitos e valores e é nisso que o xamã trabalha essencialmente.
Ele cria novos sonhos para a pessoa e interage com ela, recebendo assim, novos conhecimentos os quais o estarão também ajudando.
É a busca de uma cura mútua pela introdução de novos sonhos de vida que transformarão os dois.
É nessa mútua doação que entra o amor (Aloha).
O amor compartilhado que torna o ser feliz pela renovação ocorrida.
Esse é o papel daquele que teve a felicidade de se tornar um xamã.

RP12. Como os estudiosos da Huna vêem Deus?
SM

Deus é uma realidade que foge ao nosso entendimento; não conseguimos apreender a Causa Primeira e por isso, não deveríamos ter tanta preocupação em buscá-Lo, mas sim, conseguir uma maneira de viver e sentir que, se formos capazes de uma fé do tamanho de um grão de mostarda, removeremos montanhas e, que se nosso agir, pensar e sentir estiver no caminho da retidão, Ele virá ao nosso encontro como uma bênção e nos ajudará a remover nossas montanhas internas.
Ele é o Supremo Ser, o que soprou vida no universo criando tudo e todos e Suas leis estão manifestadas em tudo.
Nossa função é dar os passos no caminho que descobriremos ao abrir nossas mentes para que o Eu Superior (Aumakua), que faz parte do ser humano possa atuar em beneficio de nosso crescimento e evolução.
Sendo criados à Sua imagem e semelhança, nada temos a temer a não ser permanecermos na inanição que a nada conduz.
Existe um Deus na mitologia havaiana do qual falamos, mas não devemos confundir esse Deus com o das doutrinas religiosas vigentes que é pai, mas também é um ser que nos pressiona obrigando-nos ao medo, que conduz à culpa e causa sofrimento.

Deus não e um ser que nos leve ao sofrimento ou prazer, e, por isso não pode ser alguém de quem possamos ter uma idéia principalmente antropomórfica.
Nossa intenção deve ser focalizada no sentido de procurarmos harmonizar nosso subconsciente (unihipili) com o consciente (uhane), não nos preocupando com as coisas que julgamos ser transcendentais, a não ser, aqueles que já adquiriram uma compreensão maior de si mesmos e são capazes de vislumbres do Eu Superior (Aumakua).

Essa é a situação de quem conseguiu a paz e a harmonia entre subconsciente (unihipili) e consciente (uhane) e que agora poderá sentir o que Jesus disse: “Se dois viverem em paz e harmonia na mesma casa, dirão à um monte “sai daqui !” – e ele sairá .
Esse indivíduo tornou-se um simples transeunte na vida.

http://sebastiaomelo.wordpress.com/

sábado, 5 de outubro de 2013

Entrevista com o psiquiatra e estudioso da Psicofilosofia Huna




Entrevista com o psiquiatra e estudioso da Psicofilosofia Huna, Dr. Sebastião de Melo.
Dr. Sebastião de Melo, médico psiquiatra, estudioso da Psicofilosofia Huna,

http://www.youtube.com/watch?v=JfyqbcHCbbE

domingo, 22 de setembro de 2013

O regresso do Planeta X e o Vaticano SABE…

 
O Vaticano e o regresso do “Planeta X”.
Esta página é uma versão reformatada da entrevista original de Scantamburlo sobre o Planeta X e o VATICANO publicada no site Projeto Camelot.
Transcrição da entrevista de Luca Scantamburlo: Parte 1, na Itália, feita por Kerry Cassidy (KC) e Bill Ryan (BR).
Tradução, edição e imagens: Thoth3126@gmail.com
Fonte: http://projectavalon.net
 
 
Kerry Cassidy: Olá, sou Kerry Cassidy do Projeto Camelot, e estamos aqui com Luca Scantamburlo.
 
Luca Scantamburlo
Luca Scantamburlo: Boa pronuncia. Muito bem. [Kerry ri]
 
KC: E estamos muito entusiasmados por estar com ele, algures na Itália.
Não podemos dizer onde. Vamos cobrir alguns tópicos muito interessantes.
Luca é um jornalista italiano talentoso. Ele está também em contato com Cristoforo Barbato e estamos muito interessados em ouvir o que Barbato tem para dizer.
E Luca escreveu artigos sobre os assuntos que Barbato investigou.
Estamos muito interessados nas ligações secretas do Vaticano, e em tudo que nos possas dizer sobre isso.
 
LS: O meu nome é Luca Scantamburlo. Tenho 33 anos de idade e nasci na Itália.
Tenho uma formação em jornalismo.
Além disso, nestes últimos dois ou três anos, escrevi diversos artigos sobre questões controversas – OVNIs, possíveis presença extraterrestre na Terra e no sistema solar.
E um dos meus artigos, uma interpretação, foi publicada também na Nexus New Times, que é uma revista bimestral, publicada na Austrália.
 
KC: Talvez nos possas dizer como entraste em contato com o Cristoforo Barbato.
 
LS: Sim. Cristóforo Barbato nasceu em Nápoles, em 1972, e o meu primeiro contato com ele foi em 2002. Ele era o editor-chefe de uma revista de distribuição nacional, cujo nome era Revista Stargate(Revista Portão Estelar). [aponta para a prateleira]
Ali, em baixo, estão algumas cópias da revista, a revista italiana da qual Barbato era editor-chefe.
Revista Stargate ali, à direita. À esquerda, há uma cópia dela, está num formato tabloide parecido com uma outra revista para a qual Barbato trabalhou em Roma. [Kerry pega no tablóide] Exato, Kerry.
O nome é Extra Terrestre. 
Agora já não existe mais.
Essa foi uma das revistas que falava sobre OVNIS e fenômenos relacionados.
Tenho pena de não ter aqui nenhuma cópia duma outra revista que está em falta, para a qual Barbato trabalhou.
Chamava-se Stargate, não Revista Stargate, como aquelas [gesticula]; apenas Stargate.
Nessa revista, Barbato escreveu diversos artigos sobre o Terceiro Segredo de Fátima.
Naquela altura eu não as comprei; nem sequer as conhecia.
E, em 2002, eu perguntei a Barbato se estava interessado em publicar um dos meus trabalhos. Então, em 2002 ele publicou um dos meus artigos.
Um outro saiu em 2003.
E o que aconteceu… Em 2003, essa revista fechou.
Então nessa altura, Cristoforo Barbato deixou de ser editor-chefe. Ele perdeu o emprego e voltou para casa.
Sabem, nós nunca nos conhecemos pessoalmente, até esse momento.
Tivemos apenas contatos por e-mail e contatos telefônicos.
E o que aconteceu mais tarde, em 2005, o que aconteceu…
Eu li um pequeno artigo acerca da investigação de Cristoforo Barbato.
E esse artigo era sobre uma estranha filmagem, que tinha sido mostrada ao público pela primeira vez, em abril de 2005, em Pescara.
Pescara é uma grande cidade situada na costa do Mar Adriático.
O Mar Adriático é um dos nossos mares, dos que temos na Europa (à leste da Itália).
Eu fiquei muito curioso, porque no artigo, o jornalista dizia que essa filmagem tinha vindo de um informante de dentro do VATICANO, que tinha entrado em contato com Cristoforo Barbato em 2000, no ano de 2000.
E após alguns contatos, Cristoforo Barbato tomou posse da filmagem.
E ele a mostrou ao público pela primeira vez em 2005.
Mas a filmagem, naquela altura, não estava disponível na internet.
Era uma filmagem curta de dois minutos.
Então eu escrevi um e-mail a Cristoforo Barbato e perguntei-lhe se havia alguma hipótese de ver a filmagem, porque a filmagem, como vos disse, não estava disponível na Internet.
Então ele me disse: Ah, sim, podes vir a uma conferência.
Eu fui convidado para uma conferência em Santa Maria Madalena. É uma pequena localidade em Itália [perto de Genova].
E nessa ocasião, podemos nos encontrar e terás oportunidade de ver a filmagem.
Isto porque não vou entregar a filmagem a ninguém. Porque as condições para Barbato poder receber a filmagem foram muito rígidas.
 
KC: Não é verdade que Barbato se manteve em silêncio acerca do seu contato com o informante do Vaticano, por vários anos…
 
LS: Sim.
 
KC: …antes de divulgar qualquer informação?
 
LS: Sim. Este é um… Salientastes um aspecto importante.
Apenas uma pequena sequência cronológica, de modo a compreender melhor o que sucedeu… no ano 2000, ele recebeu as primeiras mensagens via e-mail e via correios – em Roma, por correio normal – e e-mail.
E, é claro, ele estava bastante cético.
No princípio, este homem apresentou-se como um informante de dentro do VATICANO e pouco a pouco a relação foi-se desenvolvendo.
E, é claro, logo no início, este “Garganta Profunda” forneceu-lhe uma grande quantidade de informação.
Mas Barbato não estava satisfeito, porque…
Vocês sabem disto melhor do que eu, Kerry, Bill, que… [longa pausa] o mundo dos informantes, o mundo das informações, é muito perigoso, porque é muito difícil distinguir entre informações verdadeiras e falsas.
Então, ele não estava satisfeito.
E pediu-lhe para que se encontrassem.
Sabem, posso imaginar que isto, para o informante, seria um pedido difícil; no caso dele não ser um impostor, ele arrisca a vida dele, e talvez até a vida de outra pessoa.
Mas apesar de tudo, eles se encontraram.
Por mais de uma vez.
 
KC: Por mais de uma vez.
E sabes onde foi esse encontro?
 
LS: Sim, porque Barbato tornou pública a notícia.
 
KC: Hum hum.
 
LS: O primeiro encontro e mesmo o segundo, ocorreram no ano de 2001, em Roma, num espaço público.
Não sei onde.
Barbato nunca me disse.
Eu compreendo-o, claro.
 
Bill Ryan (BR) [por detrás da câmara de filmagem]:
Posso imaginar que o Cristoforo terá perguntado à sua fonte:
Por que motivo você está me fornecendo esta informação?
 
LS: Sim. Mesmo… Sim, sim.
Esta questão surgiu mesmo na entrevista que tive com Cristoforo Barbato, porque durante a entrevista que ele me deu – esta entrevista foi publicada em abril de 2006, na revista mensal, UFO Notiziario (Notíciário OVNI), na Itália.
Mas, ele deu a entrevista umas semanas antes, porque nós planejamos a entrevista.
Foi uma entrevista escrita.
Não tive oportunidade para falar pessoalmente com ele.
E eu lhe fiz essa mesma questão –
Porque é que ele está fazendo isto?
Porque é que fez uma coisa dessas?
E a resposta está nas palavras do jesuíta.
Porque o jesuíta e alguns dos colegas dele, fazem parte de uma estrutura de inteligência, uma agência de inteligência - presumível agência de inteligência – porque oficialmente o VATICANO não possui nenhuma agência de inteligência.
Ele e outros colegas estavam…tiveram, talvez, penso…
Eles tiveram um dilema moral.
Eles sabiam dos eventos que deveriam ocorrer nos anos seguintes, mais tarde ou mais cedo, ou mesmo agora – porque isto aconteceu no passado; aconteceu no ano 2000 – teriam implicações para todas as criaturas da Terra.
Ninguém estaria excluído.
 


Cristóforo Barbato
LS: Todas as criaturas.
Isso significa, claro, que atingirá todas as latitudes do planeta.
 
BR: Todas as criaturas.
 
KC: Hum hum.
 
LS: Penso que eles tiveram um dilema moral.
Existe uma estória similar na tradição Grega e é chamado de dilema de Antígona, o problema de Antígona, sabem. Há uma lei.
E se vocês respeitarem a lei, existe o risco de ferirem os vossos sentimentos; ferirem, sabem, o vosso sentido de humanidade.
Então, vocês têm de fazer uma escolha – seguir a lei, as regras, e, sabem, destruír o vosso sentido de humanidade.
Caso contrário, quebrar as regras.
 
KC: Hum hum.
 
LS: Para seguir…
 
KC: Então este jesuíta decidiu revelar-se.
Ele é um padre jesuíta?
 
LS: Sim. Mas ele se revelou, ele apresentou-se, apenas para Cristoforo Barbato. Porque ele e os colegas selecionaram a pessoa.
E essa pessoa foi Cristoforo Barbato.
Eles fizeram uma escolha por ele.
 
KC: Eles escolheram-no porque ele era um jornalista respeitado, e por…
 
LS: Por muita razões. Sim.
 
KC: E por ser, da Itália…
 
LS: Sim, essa foi uma das razões, certamente.
Mas as outras foram, em primeiro lugar, Cristoforo Barbato era jovem.
Sabem, os jovens são normalmente – nem sempre – mais corajosos.
Sabem, porque à medida que os humanos vão envelhecendo, vão tendo mais responsabilidades, talvez tenham uma família, talvez tenham uma reputação.
Sabem…e acabou-se a história.
 
KC: Então, que idade tinha Cristoforo quando foi abordado em 2000? Sabes?
 
LS: Ele nasceu em 1972, por isso tinha 28 anos.
 
KC: Ah.
 
LS: Agora, provavelmente existem…
Existem outras razões, claro.
Mais do que uma. Cristoforo Barbato é, na minha opinião, uma pessoa leal.
Não o podem comprar.
Isto é o que penso. E ele é [bate na mesa com a mão] um tipo muito duro.
E também, possivelmente, por ele ser honesto.
 
KC: Estou vendo. Muito bem. OK.
Porque, obviamente, ele subiu bastante a fasquia para o jesuíta.
Por outras palavras, ele insistiu…
Primeiro, ele levou muito tempo para divulgar a estória.
Segundo, ele foi confirma-la.
 
LS: Porque ele não estava convencido.
Ele fez muitas investigações para verificar se as informações eram precisas, se, sabem…o jesuíta forneceu-lhe muita informação.
Ele deu-lhe algumas fotografias, uma filmagem em vídeo cassete – não em formato CD-ROM, nem em DVD-ROM.
Estamos a falar do ano 2000.
Ele recebeu-a numa encomenda postal.
 
Segredos do VATICANO: Contatos com ETs e Sonda Espacial, matérias de revista UFO Notiziario da Itália.
 
KC: Ah ha.
 
LS: E no seu interior estava uma fita de vídeo cassete em VHS, sabem.
 
KC: Ah ha. Sabes se ele mandou testar o VHS?
 
LS: Ele converteu o vídeo para formato digital, mas não o fez com um equipamento profissional, por isso a qualidade do vídeo não é muito elevada.
Também penso que se tivéssemos a possibilidade, a hipótese de ver a filmagem original, talvez conseguíssemos obter mais informação sobre ela, sabem, a validade da filmagem.
Porque estamos falando de uma filmagem que contém uma presumível observação em espaço profundo, onde é claro, a condição da luz visível é quase nula.
Nota importante: Luca Scantamburlo afirma que a filmagem do Planeta X que é mostrada neste vídeo NÃO é a película original que o padre jesuíta entregou a Barbato, é uma cópia ou recriação muito semelhante ao original.
 
KC: E o que é que nos mostra a filmagem?
 
LS: Sim. A filmagem… A filmagem parece mostrar-nos um planetóide desconhecido da astronomia moderna – do conhecimento oficial da astronomia moderna.
Também foi editado.
Esse é outro ponto importante.
Quero dizer, existem duas partes diferentes [bate as mãos, simbolizando união] que foram unidas.
 
KC: OK, e foi filmada com uma câmara a bordo de uma nave estacial?
 
LS: Com uma câmara a bordo de uma sonda espacial que, segundo este Garganta Profunda, pertence secretamente ao Vaticano.
O nome desta sonda espacial seria Siloe.
Siloe, por sinal, é um palavra Bíblica que vocês podem encontrar na Bíblia, no Novo Testamento, algumas vezes.
Não me lembro qual é a passagem exata, mas de qualquer forma, é uma estória sobre o que Jesus fez durante aqueles dias longínquos na Palestina.
Havia um homem cego.
Estou certo?
Ele não podia ver?
E Jesus fez-lhe algo e depois disse-lhe:
Agora podes ir ao Reservatório de Água de Siloé, lavas lá os teus olhos, e vais poder recuperar a visão. Vais recuperar a tua visão.
Isto foi o que o homem…
 
KC: Em Inglês diríamos “siloe”?
 
LS: Sim, “siloe”.
Soletra-se S-I-L-O-E.
Siloé é um lugar em Jerusalém, que é sagrado para os cristãos.
E esta sonda espacial seria uma parte do programa espacial.
 
KC: Quem foi, quem é que supostamente construiu esta sonda espacial para o VATICANO?
 
LS: Esta presumível sonda espacial teria sido produzida, montada na Área 51, em Nevada (E.U.A.), pela companhia Lockheed Martin.
 
KC: Ah. OK.
Esta informação veio do Garganta Profunda?
 
LS: Sim.
 
KC: Tudo sobre…
 
LS: Mas o ponto principal é… Quero assinalar, quero realçar isto – que antes do primeiro encontro entre Cristoforo Barbato e este jesuíta, Barbato verificou as suas credenciais. Ele fez isto antes e mesmo no decorrer do primeiro encontro, porque o jesuíta mostrou as credenciais a Barbato.
E nessa ocasião – claro que Barbato ainda estava cético – não lhe restaram quaisquer dúvidas sobre a identidade dele.
Não estamos falando, acerca da veracidade da filmagem do jesuíta, das outras fotografias e da história completa.
O que Barbato compreendeu sem sombra de dúvidas, foi a identidade do Garganta Profunda.
Ele sabe o nome, o apelido/sobrenome, sabem, o que ele fez.
Claro que ele teve de proteger a fonte de informação por causa do serviço de inteligência.
 
KC: Certo. Foi… OK. A organização, a organização secreta de que o jesuíta é membro, faz parte dos serviços de inteligência clandestinos do Vaticano.
E qual é o nome?
 
LS: Barbato obteve essa informação.
A agência de inteligência seria o SIV-Servizio Informazioni del Vaticano, Serviço de Informações do Vaticano. E o nome de código seria S-I-V, que vem da expressão italiana.
Mas, o que é muito interessante é que Barbato descobriu mais tarde, num artigo escrito nos E.U.A., num artigo histórico escrito por John Loftus e Mark Aarons – cujo nome é “Ratlines” (Linhas de Ratos) – que existe uma referência a esta agência.
E lá está a expressão exata que o jesuíta deu a Barbato na Itália – Serviço de Informações do Vaticano.
Podem verificar em qualquer das edições desse livro, Ratlines.
E esse livro também foi publicado na Itália. Por isso pude confirmar com os meus próprios olhos.
 
KC: Ah ha.
 
LS: Barbato descobriu isto mais tarde.
 
KC: Certo. OK, mas este é…
Qual é o significado de Secretum Omega (Segredo Omega)?
 
LS: Secretum Omega seria, segundo o Garganta Profunda de Barbato, o nível mais elevado de classificação de segredo dentro desta agência.
 
KC: Então ele está dizendo…
 
LS: Ele dividiu Secretum Omega em primeiro, segundo e terceiro níveis.
 
KC: OK, e este jesuíta era membro do nível mais elevado?
 
LS: Sim, ele era um dos membros do… Sim.
Eu não sei qual.
Eu não me recordo qual era o nível, porque…[faz o gesto de uma tesoura a cortar]… Vamos cortar aqui, porque…
Desculpem.
 
KC: Está tudo bem!
 
LS: Sabem, é muito difícil para mim.
O VÍDEO DA PARTE 1 dessa entrevista PODE SER VISTO ABAIXO:
 

KC: Vamos recomeçar, nesta parte.
Então o jesuíta faz parte do nível mais elevado ou possivelmente o mais alto nível dessa agência secreta do VATICANO, o SIV.
 
LS: Sim.
Isso foi o que eu entendi.
Sim, nessa altura ele era um membro ativo.
 
KC: Bem, dizes “era”. Barbato recebeu alguma informação de que ele tenha deixado esta agência?
 
LS: [suspira profundamente] Eu não sei nada sobre isso.
 
KC: Entendo.
 
LS: O que eu sei ao certo…
Eles mantiveram-se em contacto pelo menos por um par de anos, mas penso que já não estão mais em contato.
 
KC: OK.
 
LS: Além disso, ele cumpriu a tarefa dele.
Ele até fez mais do que planejava fazer, porque Barbato pediu-lhe um encontro, sabem, e isto foi algo que eles… e talvez eles não estivessem à espera disso.
Mas a questão é, como vos disse. Sabem, normalmente – quando vocês tem um informante, quando vocês têm uma fonte de informações – na maioria das vezes, vocês desconhecem a identidade.
Na maioria das vezes. [suspira]
Se houve alguém do VATICANO a fazer isto – claro, com o apoio de outras pessoas – vocês não podem imaginar, sabem, uma única pessoa pertencendo a uma agência tão importante [escolhe as palavras com cuidado] …sabem, uma agência que não é de um estado normal. Estamos a falar do Vaticano.
O Vaticano é um estado pequeno, sabem.
Mas representa uma tradição, tem uma reputação de quase dois mil anos.
Além disso, a importância…
Vocês têm um estado onde têm política mas também têm a fé, sabem.
Vocês têm as duas coisas ligadas. E…
 
KC: Então este homem está a revelar-se secretamente.
Ele é apoiado por um par de pessoas no Vaticano?
 
LS: Desconheço os números, mas imagino que sejam alguns.
 
KC: OK.
 
LS: É uma minoria, claro, porque não se trata duma posição oficial do Vaticano.
 
KC: OK. E o que eles dizem é que existe um planeta fora do nosso sistema solar, que se aproxima…
 
LS: Aproxima-se de nós.
 
KC: …aproxima-se de nós. Da Terra.
 
LS: Sim. Existe a…
 
BR: É um planeta, Luca, ou trata-se apenas dum vasto corpo celeste?
 
LS: Essa é uma questão interessante.
Questão interessante porque… bom.
O que Barbato soube acerca disto – porque tivemos uma conversa, tivemos várias discussões – que ele soube, sem qualquer dúvida, é que o jesuíta lhe disse que este planetóide, que parece estar entrando no sistema solar, – segundo o jesuíta, é o suposto Planeta X, ou o antigo deus Nibiru. E
 conhecido como MARDUK para os Babilônios.
Por isso, o “Planeta X” é uma expressão científica para algo que deveria estar lá fora.
Mas pelo menos, oficialmente, até esta data, não existem evidências disso.
Quero dizer, existem evidências indiretas, mas evidências diretas, oficiais, observações oriundas de algum observatório, não existem, oficialmente.
Mas, existem evidências indiretas de que deve existir alguma coisa lá fora (n.t. e está se aproximando).
Mas o jesuíta salientou isto – esse planetoide é o planeta Sumério.
Quero dizer, aquele que os Sumérios chamavam de Nibiru, “o planeta do cruzamento”; com o qual toda a gente deveria estar familiarizada, sabem, devido a Zecharia Sitchin, por exemplo – o historiador Russo de renome, que viveu em Nova Iorque – escreveu muitos livros sobre isso. O jesuíta disse a Barbato que o planetóide É o que nós chamamos de planeta Nibiru.
 
BR: Sabes como eles, no Vaticano, o chamaram?
Qual é o nome que eles lhe atribuíram?
 
LS: Não. Eu não sei. P
osso ter algumas ideias sobre este assunto.
Porque se vocês forem ver no Novo Testamento, no Livro de João, o Livro do Apocalipse, o último livro da Bíblia, existe uma passagem onde – possivelmente – se faz referência a este corpo celeste.
Mas, se vocês considerarem esse livro, o Livro do Apocalipse, como sendo não apenas um livro sobre metafísica, ou apenas, sabem, um futuro que envolve a forma espiritual; se vocês considerarem esse livro como um livro que contém, quero dizer… [procura as palavras corretas]… Bom, como lhes devo chamar?
Eventos futuros?
 
KC: Proféticos.
 
LS: Mas, que mantém um simbolismo, simbolicamente… Como se diz?
KC: Linguagem.
 
LS: Em linguagem simbólica.
Se vocês olharem para esse livro nestes termos, há uma passagem estranha onde aparece uma palavra. Esta palavra é Absinto.
 
KC: Ah. Sim.
 
LS: E parece existir uma ligação com fenômenos estranhos.
Estou a referir-me a fenômenos celestiais.
Porque se me lembro corretamente, essa passagem do livro nos fala dum estranho astro que vai surgir e a cor será vermelha.
E o nome é Absinto.
Mas, regressando à tua questão, Kerry, eu nunca…
Não faço ideia de qual seria o nome que esta agência secreta do VATICANO lhe atribuiu.
 
KC: OK, então podes nos dizer quais foram os motivos do jesuíta?
Por outras palavras, o que mais disse ele a Barbato, para além do fato da vinda de um planeta?
 
LS: Sim. Ele confirmou isto.
 
KC: Isto estava relacionado com o Terceiro Segredo de Fátima?
Estavam ambos relacionados?
Porque sabemos que, no passado, Barbato escreveu artigos sobre esse assunto.
 
LS: Sim. Sim.
Para responder à tua questão…
Uma das razões principais, que levaram o jesuíta e os colegas dele à DECISÃO de contatar Barbato, foi devido aos artigos publicados no ano de 2000, em Stargate, a revista (a revista mensal, não a Revista Stargate, que foi, posteriormente, a revista publicada, mas a antecessora, Stargate) onde Barbato escreveu diversos artigos sobre o Terceiro Segredo de Fátima, com base essencialmente no trabalho de investigadores que são… de investigadores Portugueses - Fina d’Armada.
E o outro cavalheiro é um historiador.
E esse livro tem um título estranho, sabem - Intervenções Extraterrestres em Fátima, algo do género. [a tradução do título do livro em inglês é As Aparições de Fátima e o Fenómeno OVNI]. Podem encontrar as referências ao livro, se quiserem, na internet.
E por causa dos artigos sobre o Terceiro Segredo de Fátima.
E naquela altura, no ano 2000, teve lugar uma conferência de imprensa organizada pelo VATICANO, onde se fez a revelação oficial do Terceiro Segredo de Fátima.
E se vocês lerem essa revelação, temos a visão de um Bispo vestido de branco, que morre juntamente com outros cristãos.
Mas, não há qualquer indício de cataclismos, sabem, problemas para toda a Terra.
Mas, por exemplo, há um bom livro, este, [retira o livro da prateleira] escrito por um jornalista Italiano muito famoso.
O nome é Antonio Socci.
Ele escreveu o livro, e o título é Quarto Segreto di Fátima.
Não quer dizer que há um quarto segredo. É apenas um jogo de palavras, mas é suportado por fortes evidências, que indicam que existe uma parte do segredo que – talvez – ainda não tenha sido tornada pública.
E segundo este livro, segundo o autor Antonio Socci – que descobriu isso devido às investigações dele – talvez o segredo escrito pela Irmã Lúcia dos Santos estivesse dividido em duas partes.
Uma parte é a chamada VISÃO, que foi tornada pública, e é a versão oficial, segundo o autor, que foi liberada pelo Vaticano, no ano 2000. Talvez – segundo o autor – haja outra parte do segredo, que ainda não foi divulgada.
E essa seria a explicação para a visão.
 
 
KC: OK, assim sendo, a visão era do Bispo de branco…
 
LS: Sim.
 
KC: Com algumas pessoas…
 
LS: Cristãos.
 
KC: Cristãos. Que morreram.
 
LS: Que morreram. Que morrem de maneira terrível, terrível.
 
KC: Uma maneira terrível.
 
LS: Eles não morrem devido a causas naturais.
Eles morrem porque alguém os está matando, está a matá-los.
 
KC: Alguém.
 
LS: Sim. Sim. Soldados, se me lembro corretamente.
 
KC: OK, assim sendo, isto foi escrito por Barbato, quando ele abordou o tema do Terceiro Segredo de Fátima?
 
LS: Infelizmente, eu não tenho as cópias das revistas.
 
KC: Ah ha. Mas isto definitivamente levou a que…Chamou a atenção do jesuíta para isto.
 
LS: Sim. Compreendeste a questão. [foto das três crianças de Fátima na tela]
Por causa disto, porque Barbato não estava, é claro, convencido que essa mensagem foi a mensagem original escrita pela Irmã Lúcia.
E a propósito, parece que a mensagem continha vinte a vinte e cinco linhas em língua Portuguesa.
Vinte a vinte e cinco linhas.
E, se vocês prestarem atenção à versão oficial, há uma discrepância entre…
Porque a versão oficial do Terceiro Segredo de Fátima é mais longa.
Mas, nós sabemos que a Irmã Lúcia escreveu muito acerca do Terceiro Segredo de Fátima, talvez alguns apontamentos sobre a visão e talvez algumas linhas sobre a explicação para a visão.
E estamos a falar do que a abençoada “Virgem Maria” lhe disse, nesse ano longínquo de 1917, em Fátima, Portugal.
E também neste livro, sabem, a investigação, a investigação histórica indica-nos que Lúcia, uma das três crianças, teve muita dificuldade para passar o segredo para papel, talvez devido ao segredo, sabem, conter muitas coisas difíceis de se aceitar.
E, se vocês prestarem atenção aos outros segredos, o Primeiro e o Segundo falavam sobre guerras, a perda de fé, a ascensão do Comunismo na União Soviética.
Estamos a falar de eventos, a uma escala planetária.
Por isso é bastante estranho, sabem, que o Terceiro Segredo seja a morte de um Bispo numa escadaria qualquer.
Não faz muito sentido, a meu ver.
Mas em todo o caso…
Os artigos que Barbato escreveu mencionavam até mesmo a presença de outra criança, que testemunhou fenômenos estranhos naquele tempo, em Fátima.
Se me recordo corretamente, o nome dela era Carolina Carreira – se estou bem recordado. Então as crianças que foram testemunhas eram quatro e não três.
Quero dizer, à frente da multidão, quando houve algum milagre, estiveram três crianças.
Mas existiu outra criança, uma quarta testemunha.
Mas, o mais importante foi a contribuição do livro Português escrito por Fina d’Armanda. Segundo Joaquim Fernandes e Fina d’Armanda, que são os autores dum livro notável publicado em Portugal em 1982, sobre a possível presença extraterrestre naqueles dias, houve outra criança envolvida nos fenômenos estranhos naquele tempo.
Além disso – isto é o mais importante – que fizeram eles?
Eles verificaram as transcrições originais das crianças, o que elas DISSERAM no início.
Outro ponto que gostaria, sabem, de deixar bem claro, eu não estou a afirmar que a abençoada Virgem Maria existe.
Isto é muito importante.
Tivemos tantas aparições na Europa, em França e em Itália. Inclusive, vocês certamente devem estar familiarizados com as presumíveis aparições de Međugorje, na ex-Iugoslávia.
 
KC: OK. Certamente que estas são visões e aparições, como as chamas, de algo que aparenta ser a Virgem Maria.
Tudo é possível, no caso de ser gerado por extraterrestres.
 
LS: Alguma coisa aconteceu, com certeza.
 
KC: OK.
 
LS: Porque na última aparição, havia milhares e milhares de pessoas que testemunharam o denominado “Milagre do Sol”, sabem?
E, é claro, que segundo o ponto de vista da astronomia, o sol…
Nada se passou com o sol.
Talvez houvesse algo, sabem, que veio do firmamento, do céu, e se assemelhava a um sol, mas não era o Sol.
E houve muitos jornalistas e testemunhas, sabem.
E eles escreveram artigos nos jornais, os jornais Portugueses.
Qualquer coisa aconteceu, nessa altura. Mas o que…
 
KC: Mas, o que foi que as crianças disseram?
Disseste que eles foram ver os testemunhos originais das crianças. Então quais foram as diferenças?
 
LS: Sim.
Os autores do livro Português verificaram os documentos originais, onde estavam escritas as palavras originais.
E eles entenderam que, no início, as impressões das crianças eram de que se tratava duma estranha criatura, aparentemente do sexo feminino, e ela não mexia os lábios.
Por exemplo, ela aparentava ter 14 ou 16 anos.
Então, ela não era uma mulher.
Era uma adolescente.
 
KC: OK.
 
LS: Ela trazia qualquer coisa nas mãos, como uma esfera.
Ela tinha um vestido, um estranho, sabem, um traje estranho.
Ela não se parecia com a abençoada Virgem Maria, mas isso não quer dizer que a abençoada Virgem Maria não existe, é claro.
 
KC: Então, foi isto o que Barbato escreveu?
 
LS: Barbato estudou o livro Português.
Este livro não foi publicado na Itália, em língua Italiana.
Barbato estudou o original.
 
KC: Ah, maravilhoso!
 
LS: De qualquer maneira, devido a isto e devido a outras considerações feitas por Barbato baseado em outras pessoas, sabem, eclesiásticos, teólogos e padres, que também não estavam muito… satisfeitos com a versão oficial; Barbato escreveu diversos artigos.
E, sabem…
 
KC: Então foi isto que certamente chamou a atenção dos jesuítas e teve a ver com o POR QUÊ de o escolherem?
 
LS: Sim. E eles estavam a acompanhá-lo, mesmo antes.
 
KC: Entendo.
E tens conhecimento disto por que eles disseram isso a Barbato?
 
LS: Sim. Penso que sim.
Isto foi o que eu deduzi, sabem, a partir dos meus contatos com Barbato.
 
KC: OK, e vamos poder falar com ele ainda hoje, não é verdade?
 
LS: Sim.
 
KC: OK. Então, tens aqui este mistério. Tens o Terceiro Segredo de Fátima, tens o fato de ele ter sido escolhido…
 
LS: Desculpa-me por interromper.
 
KC: Certamente.
 
LS: O mais estranho é que Barbato não apresentou publicamente nenhuma informação sobre o Terceiro Segredo de Fátima.
Não existe uma só palavra do Terceiro Segredo de Fátima. [suspira profundamente]
Talvez tenha sido uma opção tomada pelos jesuítas.
Talvez tenha sido uma opção tomada por Barbato.
Em todo o caso, para mim, na minha opinião, poderia haver uma associação entre este planeta, que é um intruso – que FOI um intruso no nosso sistema solar, num passado longínquo – e agora parece que é parte do nosso sistema solar e do Terceiro Segredo de Fátima.
 
KC: Então, estás a dizer que estás a fazer essa associação, mas que o jesuíta NÃO fez a associação?
 
LS: Não.
Não existe uma palavra sequer da parte de Barbato e isto pode ser, sabem, um elo de ligação.
Barbato fez um trabalho notável antes de aparecer a filmagem do jesuíta.
Mas…
 
KC: OK. Então, estás a dizer que é um tipo de “sincronicidade”?
Compreendes, quando digo esta palavra, “sincronicidade”?
 
LS: Sim.
 
KC: Significa que há dois eventos para acontecer…
 
LS: Barbato está… na minha opinião, Barbato está perfeitamente consciente, está consciente do que está por detrás do Terceiro Segredo de Fátima.
Em primeiro lugar, porque…
 
KC: Porque ele sabe
 
LS: Em primeiro lugar porque estudou o assunto, sabem.
KC: Sim.
 
LS: Por exemplo, este livro [pega no livro de Socci] é muito importante mas não faz menção a Cristoforo Barbato.
Mas, por exemplo, menciona Malachi Martin, que foi um ex-padre jesuíta, muito famoso nos E.U.A., devido…
 
KC: Malachi Martin?
 
LS: Malachi Martin, sim.
 
KC: Ah, sim.
 
LS: Ele participou no talk show da rádio Coast to Coast
KC: Sim, com certeza.
 
LS: Com Art Bell como anfitrião.
 
(n.t. O mesmo programa de rádio que entrevistou David Adair sobre a ÁREA 51, Link: http://thoth3126.com.br/area-51-entrevista-de-david-adair/)
KC: Muito respeitado.
 
LS: E morreu em 1999.
 
KC: É verdade.
 
LS: Mas, ele fez alguma coisa acerca do Terceiro Segredo de Fátima.
Ele já não era um padre jesuíta porque…
Ele trabalhou para a Santa Sé, no Vaticano, nos anos 60 do século passado.
Ele foi um dos assistentes dum Cardeal.
Em minha opinião, ele teve a possibilidade de estar envolvido em alguns dos aspectos secretos dos negócios do Vaticano.
De qualquer forma, nesse livro, Antonio Socci escreveu algumas linhas acerca de Malachi Martin e não parece estar muito convencido sobre as suas declarações, sobre o testemunho dele.
Em todo o caso, é importante porque ele mencionou Malachi Martin no livro, mas não menciona as investigações de Cristoforo Barbato.
Ele mencionou Malachi Martin devido as afirmações feitas por ele na rádio Coast to Coast, o talk show de Art Bell.
 
 
KC: Ah ah.
 
LS: Mas, não menciona o que Malachi Martin disse no talk show de Art Bell, acerca de algo que se está se aproximando da Terra, de nós, segundo as palavras de Malachi Martin.
E este é um ponto muito importante.
 
KC: O que foi que Malachi Martin disse que se estava a se aproximar de nós?
LS: Sim.
 
KC: Sabes?
 
LS: Sim.
Eu me recordo.
Tenho a transcrição das palavras.
Posso lê-la para vocês. Em todo o caso…
 
KC: Está tudo bem. Podemos colocar as palavras na tela…
 
LS: Sim, posso dizer-vos…
 
KC: …e podes dar-nos a tua versão.
 
LS: Sim, mas o mais importante é a construção dum novo telescópio pelo VATICANO no Monte Graham, em Arizona (E.U.A.).
Trata-se dum observatório astronômico oficial do VATICANO , em colaboração com a Universidade do Arizona.
O nome é Telescópio Tecnologicamente Avançado do Vaticano (VATT).
Está em domínio público e eles têm um site na internet, o espelho do telescópio tem um diâmetro de 1,8 metros.
É dispendioso, custou alguns milhões de dólares.
 
KC: Por que isso é importante?
 
LS: Porque é um pouco estranho que eles estão construindo um telescópio avançado, quero dizer, se a atividade principal do teu país é manter viva a fé, a fé Católica.
Então, a questão que Art Bell colocou a Malachi Martin foi: Por que é que eles fizeram isto, Padre?
E a resposta do ex-padre jesuíta, Malachi Martin, foi a seguinte, se me recordo:
Porque os que estão entre os níveis mais elevados de administração do VATICANO e os geopolíticos sabem que o que se está a aproximar de nós poderá assumir uma importância vital nos próximos 5 anos, 10 anos.
Fim da citação.
E isto foi dito no ano de 1997.
Nós agora estamos em 2008.(n.t. Agora 2012, e nada ainda de NIBIRU nos céus da Terra…MAS…)
Mas, sabem, a questão é que estamos perante mudanças climáticas radicais.
E se vocês forem analisar os artigos científicos sobre as mudanças climáticas, não há uma única linha de pensamento.
Existem diversas linhas de pensamento.
Há muitos cientistas que dizem:
Sim, temos alterações radicais ao nível das mudanças climáticas.
Somos os culpados disto por causa da poluíção, por causa de
 
KC: Certo. Mas, eles também estão a dizer – sabe, nós entrevistamos David Wilcock e Richard Hoagland, a acerca disto, eles dizem que os planetas exteriores do nosso sistema solar estão SE aquecendo.
 
LS: Sim. Aliás, Richard Hoagland foi o autor, se bem me lembro, do primeiro artigo, publicado no ano de 2003, a falar sobre as alterações climáticas no sistema solar.
Foi disponibilizado no site dele.
 
KC: Sim.
 
LS: Enterprisemission.com.
 
KC: É verdade.
 
LS: E isto foi em 2003.
Um dos pontos mais importantes que surgiram a partir dos contactos entre este Garganta Profunda – o jesuíta do Vaticano – e Barbato, foi que o jesuíta transmitiu a Barbato, que este planeta, o suposto Planeta X, Nibiru, começaria… iria começar… a afetar o sistema solar a partir de 2004.
E isto aconteceu no ano 2000 ou 2001.
 
KC: Então, porque é que Barbato se manteve em silêncio sobre esta estória até 2005? Não foi em 2005 que ele a divulgou?
 
LS: Isso foi em 2005, sim.
Ele saiu do armário em abril de 2005, quando ele foi um dos oradores na Conferência de Pescara, patrocinada pela associação local – UFObserver (Observador OVNI) – por muitas razões.
Mas, a mais importante foi que ele não compreendeu…
Ele não compreendeu a fonte de informação.
Apesar de ter examinado as credenciais; apesar de ter examinado, sabem, os estudos de Zecharia Sitchin. [pega no livro de Sitchin]
Aqui está o último livro da série Crônicas da Terra dele.
E fala, é claro, sobre o Fim dos Tempos.
 
KC: O Fim dos Tempos (The End of Times).
 
LS: Sim.
 
KC: Poderias segurar no livro, para nós podermos… isso seria… Sim.
[a câmara capta o livro]
 
LS: Então Barbato fez bastantes investigações acerca das informações que o jesuíta lhe forneceu.
 
KC: Então levou-lhe todo esse tempo, até estar certo de que estava tudo bem.]
 
LS: Também penso que ele teve receio, porque esta estória… [sorri]
Vocês entrevistaram Bob Dean, ex-Sargento-mor do Exército dos E.U.A..
 
KC: É verdade.
 
LS: E usou uma expressão que eu gostei muito, sobre assuntos extraterrestres, sobre uma possível presença extraterrestre no nosso sistema solar.
E ele disse isto: Esta estória é dinamite.
Eu concordo plenamente com ele!
Esta estória é dinamite porque se Nibiru EXISTIR, em primeiro lugar, é uma ameaça para todos nós devido à sua órbita; se for a órbita descrita nos antigos textos da Mesopotâmia, é a órbita típica de um cometa.
Isso significa que, a certa altura, este planeta estará perto do Sol e perto dos outros planetas.
E se a massa dele for maior do que a massa da Terra, podemos vir a ter muitos problemas.
 


Eventos incríveis estão sendo filmados por câmara externa da Estação de Pesquisa Neumayer, da Alemanha, próxima ao Polo Sul, na Antártica. Saiba mais em: http://thoth3126.com.br/eventos-incriveis-acontecendo-na-antartica/
 
Também – imagino – que este planeta terá um campo magnético.
Aliás, existe… há um comportamento estranho na atividade solar.
E devido a uma estranha coincidência – mas eu não acredito que seja coincidência – o ciclo solar, o ciclo solar 24, terá o seu pico, o seu máximo, nos anos 2011, 2012 (2013).
E isto não vem de mim, não vem do jesuíta, não vem de Barbato.
Vem das previsões científicas feitas pelos funcionários da NASA.
 
BR: Tenho de perguntar – o que disse o jesuíta em termos de informações concretas sobre a órbita deste planetoide o tamanho e a natureza dele?
Trata-se dum planeta rochoso ou é um gigante gasoso como Júpiter?
Ou é…
 
LS: O planeta foi descrito por Zecharia Sitchin.
Por isso temos uma atmosfera e temos a possibilidade da existência de vida na sua superfície.
É o planeta que foi descrito pelos Sumérios.
 
BR: Isso foi o que o jesuíta disse?
 
LS: Sim, é Niburu.
Mas ele disse mais coisas sobre o programa espacial e que eles teriam… o que o VATICANO teria secretamente.
Estamos a falar do Programa Espacial Siloé.
O Programa Espacial Siloé seria parte de um programa maior, cujo nome seria Kerigma. Kerigma é uma palavra grega.
Significa “proclamação, anunciação“.
 
Continua …
Mais informações em:
http://thoth3126.com.br/novo-telescopio-no-polo-sul-spt-south-pole-telescope/
http://thoth3126.com.br/nasa-o-telescopio-wise-pode-ter-encontrado-outro-planeta-tyche/
http://thoth3126.com.br/o-iraque-babilonia-ira-persia-e-a-luta-pela-heranca-extraterrestre/
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