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sábado, 14 de setembro de 2013

Mentes brilhantes, mentes treinadas






Na ânsia de sobrepor as máquinas, o homem se desumanizou, tornando-se um trator social.
Nada mais revolucionário que um novo código da inteligência para redefinir as regras do jogo

Em uma época caracterizada por medos, incertezas, pensamentos acelerados, angústias e

depressões, treinar a emoção é desenvolver as funções mais importantes da inteligência,
entre elas, gerenciar os pensamentos, proteger a emoção dos focos de tensão, pensar antes de agir, colocar-se no lugar dos outros, perseguir os sonhos e valorizar a vida.

Para o médico psiquiatra Augusto Jorge Cury, de 52 anos, o ser humano busca incessantemente conhecer o imenso espaço do universo que nunca pisará e o pequeno átomo que nunca verá,
mas não se interessa em saber sobre o seu planeta psíquico.
“Possuímos um ‘eu’?
Qual o papel dele: gestor ou expectador passivo?
De onde os pensamentos vêm e como administrá-los?”.

Desde os primeiros rabiscos sobre suas próprias angústias e dúvidas, no segundo ano da época da faculdade de Medicina, Cury já publicou 25 livros que venderam mais de 12 milhões de
exemplares só no Brasil e foram editados em 50 países.
Ele é considerado pelo jornal Folha de São Paulo o autor brasileiro mais lido da década.
Em entrevista à Única, ele expõe seu temor em relação ao adoecimento da humanidade. “Esperávamos ter a geração mais feliz de todos os tempos, pois o século 21 trouxe uma
indústria de lazer sofisticada, com TV, internet, esporte, música, mas aconteceu o contrário”.
Cury explica que falta às pessoas condições de desenvolver alguns códigos para libertar a imaginação, transformar perdas em ganhos e fracassos em oportunidades.
“Ninguém consegue ser um grande ser humano se não transformar suas lágrimas em sabedoria”.



Única – O que é o ‘código da inteligência’?

Cury – Na realidade, são oito os códigos da inteligência que se decifrados podem transformar
nossa vida: eu, como gestor do intelecto, autocrítica, resiliência, altruísmo, debate de ideias,
carisma; eu, como gestor das emoções e intuição criativa.
A partir deles, é possível obter saúde psíquica, relações saudáveis, criatividade, eficiência
profissional e prazer.
Infelizmente, escolas e universidades não levam seus alunos a entendê-los e aplicá-los.
Estão formando meros repetidores de informação e não pensadores.


Única – Como treinar o intelecto para decifrar esses códigos?

Cury – O primeiro passo é ter um caso de amor consigo mesmo.
Não desprezar sua origem, suas perdas, fracassos, até sua estupidez.
É nos momentos mais difíceis da vida que escrevemos os capítulos mais importantes da nossa história.
Não tenha medo de se conhecer e de cruzar o seu mundo com o dos outros.
Abrace mais, beije mais, não seja escravo dos seus problemas.
Alimente o anfiteatro dos pensamentos e o território da sua emoção com coragem e ousadia.
Não se conforme, nem seja tímido.
Você pode não ter dinheiro, mas se for rico em bom senso e otimismo terá uma vida fantástica!



Única – O senhor sempre repete em seus livros e palestras que o pessimismo é um câncer da alma, como enfrentá-lo diante de um cenário mundial aparentemente sombrio?

Cury – Pesquisas em universidades norte-americanas já demonstraram que pessoas otimistas têm 30% a menos de chances de ter doenças cardíacas, menos ainda de desencadear doenças
emocionais e psicossomáticas.
Então, vale a pena tentar desenvolver o verdadeiro otimismo, aquele construído pelo enfrentamento dos problemas e não pela sua negação.
Ao invés de temer a vida, fechando-se em um casulo, por que não caminhar por ela sempre de braços abertos para as oportunidades?
Liberte a criança feliz que está em você!

Única – Um dos pontos de destaque na humanização do ser humano é a empatia?


Cury – A capacidade de se colocar no lugar do outro é uma das funções mais importantes da inteligência.
Demonstra o grau de maturidade do ser humano, o quanto consegue enxergar palavras que nunca foram ditas, lágrimas jamais derramadas.
Apontar falhas, criticar, julgar e excluir sem entender o que está por detrás da cortina dos comportamentos é fácil, mas é muito triste.
Cerca de 900 mil pessoas tiram suas vidas por ano no mundo.
Se fôssemos treinados para ser altruístas e ouvir mais as dores dos outros, penetrar no
mundo dos que sofrem, certamente as estatísticas seriam bem diferentes.



Única – Como obter proteção emocional?

Cury – A partir de um código fundamental da inteligência: a resiliência, que é a capacidade de suportar contrariedades mantendo a integridade.
A palavra resiliente designa materiais flexíveis e resistentes diante de estímulos estressantes.
Nessa nova dinâmica, o ‘eu’ assume o lugar de autor da própria história ao gerenciar os próprios pensamentos e sentimentos.
A vida é uma grande peça teatral, em que drama e comédia, sorriso e lágrima, fazem parte.
Quem quer o brilho do sol tem que adquirir habilidade de superar as tempestades.
O problema é que estamos educando nossas crianças apenas para o sucesso e os aplausos.

Única – Mas a mente tem armadilhas que podem nos tirar a vitalidade e impedir a revisão dos paradigmas...


Cury – Conforme os meus estudos são quatro principais: conformismo, coitadismo, medo de reconhecer os erros e de correr riscos.
Conformar-se é amordaçar o ‘eu’, impedindo-o de lutar pelos seus ideais, de investir em seus projetos, de transformar a sua história.
Não assumir a responsabilidade como agente transformador do mundo, pelo menos do seu mundo. Não existe o acaso, o destino somos nós que fazemos.



Única – O senhor critica muito o sistema educacional e a maneira como as famílias vêm conduzindo a educação dos filhos. Como driblar isso?

Cury – É preciso incorporar os hábitos dos educadores brilhantes.
Coloque limites sem medo e diga ‘não’ quantas vezes for necessário.
Os resmungos, as birras e as crises deles serão construtivos.
Eu sei que os pais se sentem perdidos, porém é preciso tomar a rédea da situação.
Adote uma postura amorosa, criativa.
Ao invés de passar um sermão, surpreenda seu filho (ou aluno) fazendo-o refletir sobre os próprios erros.
Nunca se esqueça, os elogios devem sempre ser feitos em público, mas as censuras em particular.

Única – No seu livro Pais Brilhantes, Professores Fascinantes o senhor diz que ‘pensar é excelente, pensar muito é péssimo’, o que significa?

Cury – Quem pensa muito rouba energia do córtex cerebral e sente fadiga excessiva, mesmo
sem ter feito exercício físico.
A sensação de cansaço pode ser até 10 vezes maior que de um trabalhador braçal.
Este é um dos sintomas da Síndrome do Pensamento Acelerado (SPA).
Os demais sintomas são sono insuficiente, irritabilidade, sofrimento por antecipação,
esquecimento, déficit de concentração, aversão à rotina e, às vezes, sintomas psicossomáticos,
como dor de cabeça, dores musculares, taquicardia e gastrite.



Única – O que é a SPA e como surgiu?

Cury – Ele é produzido pelo excesso de estímulos visual e sonoro (da TV, internet, jogos
eletrônicos e similares), o que defino como fast food emocional.
Note que não falei da qualidade do conteúdo, mas do excesso de informações.
Hoje, uma criança de sete anos tem mais informações que alguém de 70 anos no século passado.
Na atualidade, o maior vilão da qualidade de vida do ser humano é o excesso de pensamentos.
O consumismo e a paranoia da estética acentuam os problemas ao tornar as pessoas
emocionalmente superficiais e dependentes de grandes eventos para obter prazer quando pessoas profundas encontram prazer nas coisas ocultas.


Única – Como acontece o gerenciamento do pensamento?

Cury – Três grandes fenômenos regem a mente humana.
São eles a construção do pensamento, o ‘eu’ líder (que deveria gerenciar o processo),
a memória e a emoção e energia psíquica.
A elaboração do pensamento acontece a partir de um processo identificado como autofluxo que trabalha independentemente da vontade consciente.
Ele faz a leitura das informações e atua como diretor do script intelectual montando uma espécie
de filme para distrair o homo sapiens.
Todos os dias, nós arquivamos milhares de pensamentos e experiências.
Diferentemente dos computadores, esse registro é involuntário, produzido pelo fenômeno RAM (registro automático da memória) e não pode mais ser deletado, apenas reeditado.

Única – Dentro desse processo de construção e arquivamento das ideias e experiências, o que são janelas light e killer?

Cury – A emoção define a qualidade do registro da memória, portanto, todas as experiências
com alto volume emocional provocam um arquivamento privilegiado.
Uma experiência dolorosa, por exemplo, é registrada automaticamente no centro da memória.
A partir daí é lida continuamente, gerando milhares de outros pensamentos que formam zonas de conflito no inconsciente, que são as janelas killers.
Toda vez que você entra em uma área traumática, o volume de tensão é tão grande que bloqueia milhares de outras janelas fazendo seu ‘eu’ não encontrar informações para dar respostas inteligentes nas situações estressantes.
É por isso que nos primeiros 30 segundos, quando entramos em uma janela killer, costumamos cometer os maiores erros da nossa vida.
Somos sequestrados no único lugar em que deveríamos ser livres: dentro de nós mesmos.



Única - Há meios de se libertar de uma janela killer?

Cury – Sim, não tentando ser herói.
Faça silêncio em situações de tensão.
Não há gigante nessa área, mesmo Jesus, o grande mestre, quando inquirido sobre o apedrejamento de uma mulher não se submeteu à ditadura da resposta.
Interiorizou-se primeiro para só depois falar, pois o principal objetivo da vida dele era ser fiel a
sua consciência.
A partir do silêncio pró-ativo é possível questionar-se sobre as verdades interiores e abrir as
janelas lights da memória, aquelas que financiam a sabedoria, a maturidade, a reação serena, a capacidade de se colocar no lugar dos outros e de proteger a própria emoção.

Única – Mas, doutor, a sociedade entende que ‘quem leva desaforo para casa’ é alguém fraco e submisso.

Cury – Na realidade, quem precisa provar aos outros que é forte certamente é frágil onde mais deveria ser gigante, dentro de si mesmo.
Não reagir ao agressor é sinônimo de sabedoria e força interior.
Toda vez que alguém o agredir ou humilhar, dê um tapa com luva de pelica no coração dele.
E perdoe-o, para que não ocupe um lugar privilegiado na sua mente, nem na sua vida.
Atenção, quem fere é alguém ferido.
Pessoas felizes e saudáveis distribuem sorrisos e amor.
Quando aprender a interiorizar-se, estará protegendo sua emoção e desenvolvendo a arte da
tolerância e da flexibilidade.
Viver com o ser humano se torna mais gostoso porque você diminui sua expectativa de retorno, tampouco exige algo que o outro não pode oferecer.



Única – O senhor descreve esse fenômeno de seleção da memória, mas a mídia já o utiliza
com muita frequência, não parece ser algo novo.

Cury – E não é!
Mesmo sem ter conhecimento científico, jornais e TVs do mundo todo anunciam as misérias humanas – mortes, acidentes, sequestros, doenças – para fisgar a emoção e gerar concentração.
Percebeu-se intuitivamente que os conteúdos com alto teor de tensão prendiam a atenção do leitor
ou do telespectador.
Em contrapartida, nossa memória tornou-se uma lata de lixo, não é à toa que o homem moderno é intranquilo e sofre por antecipação.

Única – É possível reverter essa sensação de medo alimentada pela mídia sensacionalista?

Hoje, até as crianças estão ansiosas, estressadas e deprimidas.

Cury – Use sua capacidade crítica para filtrar os estímulos estressantes e prepare seus filhos para terem também, pois apenas assim serão livres para escolher e decidir.
Não se engane, para o sistema em que vivemos, por mais ético que você pretenda ser, você e sua família são consumidores em potencial e não seres humanos.
Mais que ensinar as crianças a escovarem os dentes, mostre-lhes como fazer higiene psíquica. Imponha horários para televisão, videogame e internet.
Se possível, desligue de vez a TV por algumas horas, dias ou semanas da vida de vocês.
Dê mais importância ao convívio, brinquem juntos, passeiem, contem histórias, contemplem o espetáculo que é viver.


http://www.revistaunicaonline.com.br/

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Documentário do canal History Channel




Documentário do canal History Channel sobre os casos mais surpreendentes, filmados e documentados, de objetos não identificados no céu do Brasil e da América Latina.


http://www.youtube.com/watch?v=sGH5TWWPwTg



Site do History Channel:
http://www.seuhistory.com/home.html

domingo, 1 de setembro de 2013

Entrevista na revista Metrópole: Para mim o normal é ter saúde, não plano médico

 Minha foto


Meditando na Cozinha, nome do curso que proferirá em Campinas (Ísvara) também nomeia uma de suas obras mais bacanas, com crônicas inicialmente publicadas na revista Bons Fluidos (2002).
Fale um pouco sobre a temática do curso.

Olhar para si, olhar para o alimento, juntar o de fora com o de dentro, ir um pouco além da comida: o curso “Meditando na cozinha” é mais uma forma de falar sobre alimentação saudável, dentro de um contexto maior que é a busca do equilíbrio pessoal, da saúde, da relação com o mundo.

Nossos hábitos diários acabam formando um eixo que nos sustenta, para bem e para mal, e precisamos estar conscientes disso.

“Cozinhar é meditar”. Por quê?

Todo exercício de atenção plena pode levar a um estado de relaxamento mental muito próximo da meditação, e a prática vai encurtando a distância.

Preparar e cozinhar alimentos naturais e integrais envolve contemplação, ação, imaginação, contato com água e fogo, controle do tempo.
Não é pouco, mas é simples e fácil. Só depende da pessoa querer relaxar e se concentrar prazerosamente.

Seu mais recente título é Candidíase, a Praga.

Ele começou a ser escrito depois de uma troca de impressões com seus leitores, no blog?
Como foi esse processo de troca, escrita e pesquisa?

Eu já tinha publicado um capítulo grande sobre candidíase crônica no Só para mulheres, em 95, e não pensava em voltar ao assunto. Mas também não sabia que ia ter um blog no qual comecei a postar trechos de livros, receitas, crônicas e tal.

Lá pelas tantas postei sobre candidíase e foi um auê.
Perguntas e comentários me levaram a pesquisar de novo, reafirmando a maior parte do que eu já tinha escrito e introduzindo elementos novos, que valia a pena incluir.

Por essa altura soube pelo jornal que 63% dos atendimentos ambulatoriais do Hospital Pérola Byington, referência em saúde da mulher em São Paulo, eram motivados por candidíase.

“É uma praga”, pensei.
“O pessoal não está entendendo ainda que a coisa é muito mais que um problema genital feminino.”
E resolvi escrever o livro, com um passo a passo caprichado e muitas receitas.
No desenrolar dos capítulos enviei os arquivos a algumas leitoras do blog que me pareciam muito interessadas em resolver seus problemas, e elas os devolveram com críticas e sugestões.
Coisas que só a internet permite.
A elas dediquei o trabalho, em nome de todas as outras mulheres que contribuíram sem querer.

Desde quando especializou-se em alimentação saudável, ou alimentação como base da saúde, vem tratando do tema com esmero e abordando doenças – causas e refrigérios (para não dizer “curas”) - a partir de um compêndio de boas fontes.

Certa vez, porém, você disse que era uma cozinheira preguiçosa.
É, ainda?

Bem, procuro não abordar doenças e sim os comportamentos de risco para elas; manter a saúde para não ficar doente.

Mas sou sim uma cozinheira preguiçosa.
Procuro fazer comida da forma mais simples possível, não só porque me encanta o minimalismo mas porque preciso de tempo para muitas outras coisas, como ler, fazer exercícios e contemplar, além de trabalhar todos os dias.

A comida baseada em vegetais favorece a simplicidade.

E não faço nada que precise de duas etapas. Por exemplo, cozinho o feijão já com os temperos, não refogo; é menos uma panela para lavar depois, e fica gostoso do mesmo jeito.

Além de escritora e jornalista, podemos dizer que é nutróloga?

Não, porque esse título se aplica ao âmbito acadêmico, e não tenho essa formação.

Sou autodidata.

Você come de tudo? O que não come de jeito nenhum? De que “fonte” não bebe?

Não tem nada que eu não coma ou beba de jeito nenhum, mas tenho preferências e cautelas.

Depende do dia, de como estou, do que a situação pede.
 Como todo mundo, às vezes pago um preço alto pela gula, ou simplesmente pelo “por que não?” quando vou na onda da hora – e depois descubro por que não...

O mundo contemporâneo vive de dieta.

Mas o que deveria se levar em conta antes de uma dieta “x”?

O autoconhecimento, incluindo a avaliação criteriosa das possíveis parasitoses que possam estar atrapalhando o organismo.

Não adianta fazer a dieta errada.
E, claro, é preciso pensar em quantidade e qualidade.
Reduzir um pouco a quantidade e melhorar a qualidade já funciona como dieta.

***

Gostaria que dissesse dessa paixão pela escrita, que “começou” (pra valer) quase ao acaso em Campinas, no Diário do Povo... Escrever é fácil?

Escrever é fácil e gostoso.

Todos na minha família liam muito e escreviam cartas, cartões, lembretes, bilhetes.
Meus pais nasceram em diferentes lugares do mundo e chegaram ao Brasil falando várias línguas e escrevendo o tempo todo para os parentes e amigos.
Minhas irmãs mais velhas estudavam no exterior e as cartas também iam e vinham.
Escrever cartas era natural para mim.
E poesia, de que eu gostava muito.

E o apreço pelas HQs, revistas e pelo teatro? Quando abdicou dessas outras áreas pelas quais era apaixonada para dedicar-se exclusivamente à literatura? Pensa em roteirizar para teatro, cinema ou TV?

As HQ foram por acaso: Paulo Patarra, grande jornalista que criou várias revistas importantes, estava assumindo a Rio Gráfica, em 1972, e me chamou para coordenar uma das áreas.

Calhou ser a de HQ, onde aprendi muito, me diverti à bessa e conheci desenhistas extraordinários.

O teatro surgiu mais cedo, aos 15 anos.

Fui do TEC, teatro do estudante criado por Paschoal Carlos Magno, que sem dúvida norteou milhares de jovens pelo Brasil afora.
Também foi por acaso - uma vizinha me chamou para ver um ensaio, faltava uma atriz e eu entrei. Fiz várias peças.
Gostava muito de sair da minha pele e entrar no personagem.
Quis ser profissional mas me desaconselharam devido ao tipo físico, que me limitaria a pequenos papéis.
Nesse meio tempo comecei a trabalhar em jornal.

Não tenho vontade de fazer teatro, cinema e tv.

Gosto de escrever, mais que tudo.
Se fosse me dedicar a outro tipo de produção criativa, seria em música.

Sobre a questão da linguagem.

Seus textos são bastante diretos, coloquiais, metafóricos e ricos em exemplos/situações cotidianas.
Boas histórias entremeadas por informação.
Essa é uma boa definição?

Gosto de pensar que são informação entremeada por boas histórias ;-) Porque há um objetivo nos textos, que é passar aquela informação.

Sou jornalista voltada para promoção da saúde.
Um texto gostoso vende melhor seu conteúdo, né?

Quando os leitores e/ ou a crítica “enlata” suas obras e as dispõe na sessão de auto-ajuda...

Isso a incomoda?
Que ponderação faz acerca dos livros de auto-ajuda?

Ué, meus livros estão na seção de auto-ajuda?

Não sabia.
Geralmente os vejo em culinária, ou, como na Livraria Travessa de Ipanema, têm uma mesinha só deles. Mas não me incomoda estar na auto-ajuda.
Os propósitos são os mesmos: ajudar a pessoa a se administrar melhor.

Você já escreveu só para mulheres, traçou auto(gato)biografia, disse dos malefícios do açúcar.

Sobre o que jamais escreveria e sobre o que gostaria muitíssimo de escrever em breve?

Não ando pensando tanto em escrever ou não, mas em como fazê-lo para as novas mídias.

Adoro ler jornal e revistas no iPad, por exemplo, e estou lendo um livro sobre fungos no Kindle. Observo o crescimento das redes sociais.
Namorar essas novas formas de apresentar a informação tem sido meu passatempo predileto, com a desculpa de que estou trabalhando...

Em que momento decidiu criar a Correcotia? O que a editora anda aprontando, hoje?

A Correcotia existe desde 1985, juridicamente e como selo editorial, mas só virou editora mesmo em 1996, depois do lançamento do livro Só para mulheres.

Que vendeu muito e me obrigou a legalizar a produção toda.
É a editora de todos os meus livros, além de prestar serviços como palestras, cursos e produção de conteúdo.
Isso envolve lidar com papel, gráfica, orçamentos, estoque, notas fiscais, capital de giro, contador...
É meu lado oculto: empresária.

***

Atualmente, vive-se um boom gastronômico óbvio nessas nossas bandas tupiniquins.

Os chefs voltaram a exaltar a comida que conforta, àquela que remete às memórias familiares; a cultuar a refeição em turnos (entrada, prato principal, sobremesa) e a brigar pelos produtos certificados (ode aos produtores locais).
Concorda com essa impressão?
Acha que esse é um bom caminho?
Quem tem feito uma boa gastronomia (no sentido da gastronomia saudável) pensando-se em chefs/ cozinheiros?

Puxa, desculpe, não acompanho as tendências gastronômicas.

Prefiro comer de maneira simples. Gosto do que é mais tradicional e menos inventivo.
Não me chame para comer feijoada em forma de canapé, que eu não vou nem pago a conta.
Não gosto de gastar dinheiro em restaurantes – aliás, sair para comer, pra mim, não é programa, é necessidade.
Mas vou achar legal se os restaurantes adotarem uma comida melhor, com
menos tranqueira engordurada e mais vegetais.

Em seu blog você chamou a atenção para o PL 7.703/2006, conhecido como Ato Médico, em votação no Senado. Grosso modo, esse PL, em pauta e discussão (tramitação) desde 2002, prevê a “delimitação legal” do campo de atuação dos médicos e cerceia o campo de atuação de outros profissionais.

Comente esse PL – o que é válido, o que é questionável e o que é absurdo?

A OMS define os cuidados básicos de saúde em 4 passos:

1) promoção da saúde, a cargo do indivíduo e da comunidade;
 2) prevenção das doenças, onde entram os controles sanitários, o tratamento da água, o combate aos mosquitos, a higiene doméstica etc;
3) cura e
4) reabilitação.
Há muitos caminhos para não chegar na doença, isto é, no passo 3.

O que está errado nesse projeto de lei é a pretensão de dar todo o poder de decisão sobre cuidados de saúde a uma medicina cara, de resultados muitas vezes duvidosos, que se baseia em princípios secretos de diagnóstico e tratamento, alienando o cliente do juízo sobre seu próprio ser.

E alienando o Estado junto.

Você acredita que a ramificação/ especializações da medicina terminaram por minar a saúde?

Ainda acredita na medicina convencional? Por quê?

A medicina convencional é útil em muitas circunstâncias, mas não devia dispensar nunca o clínico geral que trabalhasse pela saúde do cliente, em vez de apenas tratar doenças e distúrbios do paciente. Um bom médico não deveria ter pacientes, e sim clientes saudáveis.

Eu vou a uma médica homeopata de dois em dois meses.
Ela me ajuda a ter saúde.
Levo uma turminha que trabalha comigo e ela os mantém saudáveis
também.

A especialização trouxe um problema muito grave de escolhas equivocadas por parte do cliente, que pega o livrinho do plano médico, acha que tem um problema de coração e vai ao cardiologista; faz exames, volta à consulta; e às vezes o que ele tem são gases, que dóem no peito, do lado esquerdo, por isso pensou em coração.

O bom especialista deveria ser, ao mesmo tempo, um generalista.
Não dá para falar de coração sem pensar em fígado, estômago, intestino, puilmão, rim.
O corpo é um só, e inclui a mente.
Tudo funciona junto.
Crianças que têm convulsões ou falta de concentração podem simplesmente ter lombrigas e outros bichos, que dão muitos sintomas psíquicos, respiratórios, de pele, e acabam sendo tratadas como se fosse outra coisa, complicada e misteriosa.

Sabemos que pensa que saúde não é competência do Estado.

Comente e pondere: o que deveria realmente ser?

É da competência do Estado observar, analisar e atender às necessidades do povo, exercendo seu poder de justiça, administração, mediação.

O Programa de Saúde da Família é maravilhoso no papel, revolucionário mesmo.
Mas a prática do Estado não tem a pureza necessária para que ele funcione como deveria.
Sem corrupção, sem lobby, o Brasil poderia gastar muito menos com a saúde e obter resultados muito melhores.

Para mim é óbvio que os recursos são mal investidos.

Máquinas modernas de diagnóstico custam fortunas enquanto simples exames de fezes geralmente não dão nada porque não interessam aos mandatários do negócio, que mediocrizaram a norma técnica.
 Uma amebíase que não é vista degenera em câncer, e aí sim, o câncer se sabe ver.
Acho um absurdo, um desrespeito e uma desvirtuação do princípio médico.
Coloco o meu questionamento com foco nas parasitoses porque a parasitologia é uma ciência médica desprezada pela medicina por interesses espúrios, e o Estado vai atrás, é refém.
Por isso digo que o Estado é incompetente para cuidar da saúde do povo.
Achar que parasitoses são irrelevantes é uma irresponsabilidade imensa, é gastar os recursos de forma errada e submeter os pacientes a sofrimentos desnecessários.

A saúde é “subversiva” porque não enriquece o outro (não favorece a indústria, nem o governo, nem o sistema)?

Sou contra a medicalização da saúde, onde o normal é ter plano médico-hospitalar.

Pra mim o normal é ter saúde e não precisar fazer tantos exames e tomar tantos remédios.
Mas aí a pessoa saudável cessa de contribuir para o esquemão, e isso é uma clara subversão da ordem!

A medicina popular é tão preciosa ou mais que a acadêmica? Por quê?

A medicina acadêmica se transformou, ao longo do último século, num poderoso negócio sob o grande guarda-chuva da indústria farmacêutica, hospitalar e diagnóstica.

O que corre em paralelo são as formas tradicionais de abordagem da saúde, que vão desde a benzedeira até o acupunturista, passando pelo passe do centro espírita, pela loja de produtos naturais, pela fitoterapia, pelos cuidados caseiros com alimentação e higiene.

A medicina tradicional chinesa tem uma história milenar, assim como a ayurveda.

Ambas procuram harmonizar o indivíduo, enquanto a medicina convencional, como já mencionei, espera que ele fique doente.
E, com a má qualidade de vida que podemos ter atualmente, quem não souber pensar por si acaba mesmo envolvido na fatalidade de adoecer.

Qual é o melhor remédio para “as dores” do mundo?

Ah, se eu soubesse...

..................................
(Íntegra da entrevista a Érica Nogueira para a Revista Metrópole, do Correio Popular, de Campinas, SP, publicada em março de 2012. Valeu, Érica - obrigada pelas ótimas perguntas!)



http://www.soniahirsch.com/

sábado, 31 de agosto de 2013

A clínica Médica Dr. Toufik Rahd - UTILIDADE PÚBLICA


ESTOU COLOCANDO AS INFORMAÇÕES POIS SOUBE DE VÁRIOS CASOS DE PESSOAS CONHECIDAS QUE SE RECUPERARAM...
AMÉM...

LUZ




Conheça nossa Clínica.
A Clínica

A clínica Médica Dr. Toufik Rahd é reconhecida nacionalmente pela excelência no tratamento ambulatorial da Dependência Química.
A consolidação dessa imagem se deve ao elevado índice de sucesso obtido em mais de duas décadas tratando e recuperando pessoas com problemas pelo uso de álcool e outras drogas.

Formada por uma equipe multidisciplinar qualificada e em contínuo aprimoramento, a Clínica conta com conhecimentos e técnicas atuais de tratamentos médico e psicológico, priorizando sempre o respeito e humanização das relações em todos os níveis de atendimento ao paciente e de seus familiares.


Diferenciais

Os diferenciais da Clínica Médica Dr. Toufik Rahd são:


Compromisso em oferecer assistência médica e psicológica de qualidade
Humanização do atendimento e inclusão da família no tratamento
Permanente aprimoramento do quadro de profissionais
Utilização de técnicas atuais de diagnóstico e tratamento da dependência química
Trabalho esclarecedor e motivacional em sala de espera
Atenção farmacêutica na prescrição farmacológica

Os diferenciais reafirmam o compromisso e respeito ao ser humano e com a qualidade dos serviços prestados pela instituição, tendo como premissa básica a compreensão global do paciente, consideração de suas características e necessidades individuais.

Todo o processo de assistência ao paciente e aos acompanhantes é realizado por uma equipe de profissionais treinados e qualificados, composta por enfermeiros, farmacêutico, médicos e psicólogos.
Todos orientados a seguir os padrões internacionalmente definidos pelo Consenso Mundial no Tratamento da Dependência Química.

O tratamento tem por objetivo proporcionar ao paciente as melhores condições de recuperação em seu ambiente domiciliar, otimizar o potencial funcional, resgatar a autoestima, promover a reabilitação psicossocial a partir de um plano terapêutico que se harmonize com as particularidades de cada indivíduo.


Missão, Visão e Valores

Missão - Nossa missão é oferecer excelência na qualidade do atendimento e assistência a todos os pacientes e seus familiares.
Trabalhamos para devolver às pessoas saúde, autoconfiança e alegria de viver.

Valores - Nós acreditamos na recuperação de pessoas e superação da dependência química.

Nossas ações são norteadas por valores humanitários de respeito à vida, confiança em nossa capacidade de ser útil, integridade moral, conhecimento científico, ética e fé.

Visão - Ser líder e referência no tratamento da dependência química com reconhecimento pela competência, excelente reputação, pelo comprometimento com de qualidade de vida e bem estar de todos nossos clientes.


Horário De Atendimento

As consultas poderão ser agendas pelo telefone (17) 2139-2699 ou por e-mail: clinica@clinicadrtoufikrahd.com.br.
Agendamento de consultas por telefone: de segunda à sexta-feira, das 7h às 17h.
Horário de atendimento médico: de segunda à sexta-feira, das 7h às 12horas.


Nossa Unidade

A Clínica Médica Dr. Toufik Rahd possui uma única unidade de atendimento em todo o país, localizada em São José do Rio Preto, no interior do estado de São Paulo, à Rua Coronel Spínola de Castro, no. 3155, no centro da cidade.

Importante: Não existem filiais em São José do Rio Preto ou em outras cidades do país e a Clínica não autoriza nenhum médico ou instituição a atender pacientes ou prescrever medicações em nome da Clínica Médica Dr. Toufik Rahd, fora desta unidade.


Como Chegar

Rua Cel. Spinola de Castro, 3155 - Centro
São José do Rio Preto / São Paulo - Cep: 15015-500
Fone: (17) 2139-2699
Email:
clinica@clinicadrtoufikrahd.com.br


Nossos Tratamentos
Tratamento Ambulatorial


O tratamento é exclusivamente ambulatorial e o plano terapêutico é definido a partir da análise e consideração de fatores individuais.
Em geral, é realizado em três fases com intervalos de sessenta dias entre as consultas,podendo ser alterado para atender melhor às necessidades específicas de cada caso.

Quando necessárias, as alterações são criteriosamente elaboradas e discutidas entre o médico e o paciente e este, não deve realizar nenhuma alteração ou modificação na prescrição sem orientação médica.

Na primeira consulta médica são formados grupos de pessoas do mesmo sexo e usuários de substâncias similares. 

Espera-se que o relato das experiências dos demais pacientes possa facilitar a compreensão dos diferentes estágios motivacionais e níveis de gravidade dos sintomas durante o curso da doença.

Durante a consulta, o médico esclarece as causas, o desenvolvimento e o tratamento da dependência. 

Nas consultas seguintes o atendimento é individual; o paciente é reavaliado e, se necessário, feitos ajustes nas intervenções terapêuticas. 

A consulta é realizada sob a forma de entrevista motivacional, sendo esclarecidas a causa, a evolução, as conseqüências e a forma de tratamento.

A prescrição dos medicamentos considera o tipo, a quantidade e a forma de consumo da substância; o número e a gravidade dos sintomas presentes e as características pessoais do paciente como idade, peso, a existência ou não de outros transtornos orgânicos ou psiquiátricos.

O paciente é incentivado a assumir e cumprir adequadamente seu papel na adesão ao tratamento.

Deve entrar em contato com clínica sempre que precisar de apoio ou esclarecimentos profissionais e informar ao médico sobre quaisquer alterações no processo terapêutico.


Equipes de Atendimento
Equipe Médica


A Clínica Médica Dr. Toufik Rahd investe na constante na atualização técnica, aprimoramento, capacitação e aperfeiçoamento de seus profissionais, a fim de garantir uma assistência médica estruturada em conceitos modernos e científicos.

A equipe é formada pelos médicos Dr. Toufik Rahd e Dr. Nasser H. M. Reda, especialista em Dependência química (Escola Paulista de Medicina/ UNIFESP).

Psicologia

O suporte dos profissionais de Psicologia direciona-se a todos os pacientes e familiares através de palestras em sala de espera e atendimentos individuais visando o aumento da compreensão sobre a síndrome de dependência de álcool, tabaco e de outras drogas, favorecer a adesão ao tratamento, diminuir os riscos de recaída e conscientização do papel da família no processo terapêutico.

Enfermagem

O serviço de Enfermagem da Clínica Médica Dr. Toufik Rahd conta com profissionais qualificados para atender todo o processo de tratamento e assistência aos pacientes, garantindo a qualidade e eficiência no desempenho dos procedimentos propostos pela equipe médica.

A proximidade aos pacientes e o atendimento embasado na individualização e humanização permite ao setor de enfermagem conhecer as especificidades e demandas de cada paciente e de seus familiares, ao mesmo tempo em que promove a efetiva articulação com os demais serviços.

Farmacêutica

O serviço farmacêutico da Clínica Médica Dr. Toufik Rahd garante atendimento às solicitações da equipe médica e responde pelo controle de qualidade dos medicamentos juntos aos fabricantes e ao armazenamento em condições ideais para assegurar a eficácia terapêutica.

A farmacêutica oferece apoio terapêutico ao corpo multidisciplinar da Clínica, como suporte às prescrições e orientação aos pacientes e seus familiares quanto ao manuseio de medicamentos e administração adequada (doses/horários) das prescrições farmacológicas.


Hospitalidade

O atendimento humanizado é a base estrutural da conduta adotada em todas as áreas e processos internos da Clínica Médica Dr. Toufik Rahd.

A Clínica conta com uma equipe de profissionais preparados e dedicados a oferecer todo apoio e orientações aos pacientes e acompanhantes, desde o agendamento até apoio às escolhas de serviços qualificados e de confiança, de acordo com as necessidades e possibilidades específicas.

O respeito e a preocupação em prestar o melhor atendimento são fatores prioritários em todos os processos internos da Clínica.
Nossa equipe poderá auxiliar na indicação de prestadores de serviços qualificados e de confiança como a escolha de serviços de táxi, compra de passagens, hospedagem, centros de compras, restaurantes, dicas de passeio, entre outros.
Todos esses serviços serão pagos diretamente ao prestador, sem qualquer vínculo ou relação comercial com a Clínica.

Por oferecer tratamento de caráter exclusivamente ambulatorial, a clínica não dispõe de acomodações para repouso e pernoite e, não faz parcerias com instituições que oferecem serviços de hospedagem.

Para o caso de pacientes residentes em locais distantes que necessitam de serviços de hospedagem, a escolha e contratação de hotéis, pousadas ou similares será de inteira responsabilidade dos pacientes ou seus familiares.

Importante: A Clínica não oferece, não conta com parcerias e, não autoriza nenhuma pessoa ou empresa a transportar pessoas em nome desta instituição.


Suporte aos familiares

O suporte aos familiares é um serviço que tem como principal objetivo melhorar a qualidade de vida e as relações dos pacientes e de seus familiares, através de conhecimentos específicos sobre o abuso e dependência de álcool e outras drogas e da aquisição de estratégias de enfrentamento para lidar com as situações de riscos.

O suporte é realizado por meio de orientações médicas e psicológicas sobre a importância de modificações de comportamentos e construção de uma rede de apoio psicossocial que engloba a busca e adesão a grupos de apoio como Alcoólicos e Narcóticos Anônimos, Amor Exigente, religiosidade ou espiritualidade, trabalho e cidadania, compromisso social e voluntariado, entre outros.

A equipe de profissionais oferece suporte desde o atendimento individual até a sugestão bibliográfica, de vídeos, indicação de grupos de auto-ajuda e ajuda-mútua, considerando e respeitando incondicionalmente as condições sócio-econômicas e religiosas de cada indivíduo.



CLÍNICA MÉDICA DR TOUFIC RAHDR Coronel Spínola Castro 3155 -Centro

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(17) 3233-2699

terça-feira, 16 de julho de 2013

Entrevista com o Prof. Gustavo Bortolazzo sobre a Osteopatia








Qual profissional pode trabalhar com Osteopatia?
No Brasil, a Osteopatia é uma especialidade da fisioterapia, reconhecida pelo Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional há mais de 10 anos.

A osteopatia é uma técnica ou faz uso de várias técnicas manuais?
A osteopatia é uma técnica, dentro da qual existem manobras para os diversos tecidos do corpo, como os músculos, tendões, articulações, fáscia, ligamentos, cápsula articular, entre outros.
Osteopatia é uma técnica ou profissão?
No Brasil é uma especialidade do profissional fisioterapeuta; não tem status de profissão.
Qual o grande diferencial que o profissional que usa a osteopatia no tratamento do paciente pode oferecer?
A avaliação global do paciente, que permite ao osteopata formar a cadeia lesional que está levando algum tecido do corpo ao sofrimento.
Este tecido em sofrimento é a fonte do sintoma, porém pode estar alterado por disfunções à distância.
A disfunção à distância é a que deve ser encontrada e tratada.
Para o tratamento o Osteopata pode lançar mão das diversas manobras, que se adequam ao tecido responsável pela disfunção.
Quando uma pessoa deve procurar o tratamento osteopático?
Quando apresenta qualquer sintoma, exceto quando os sintomas são de origem tumoral, reumático na fase aguda, por hemorragias, aneurismas.

Quais as etapas do diagnostico/tratamento?
O diagnóstico passa por uma extensa anamnese, onde são colhidas as características das queixas principal e queixa secundárias e o histórico de doenças prévias, cirurgias, eventos traumáticos.
Além disso são avaliadas a mobilidade geral e analítica e são realizados testes ortopédicos, neurológicos.
O tratamento deve ser realizado sobre o tecido que está em disfunção (que pode ser longe do local da queixa principal) e sobre os locais que apresentam relações diretas e indiretas com este tecido.

Quais as contra-indicações formais da técnica ?
Tumores, osteoporose grave, doenças reumáticas na fase aguda e nas dores que não têm origem em disfunções de mobilidade tecidual.

Como são feitas as sessões ? Semanais , mensais etc.
 A frequência é geralmente semanal.

Que Terapias podem ser associadas junto ao tratamento?
Dependendo das disfunções podem ser associadas técnicas que trabalhem a postura, corrijam o posicionamento dos pés, melhorem força muscular, porém muitos casos não necessitam de complemento ao tratamento.

Que casos são os mais beneficiados com a Técnica sem a associação de outras terapias?
 Pacientes que apresentem lombalgias, dores ciáticas, cervicalgias, cefaléias, tendinites, bursites, osteoartrose, dores sem causa aparente, entre outras.



 Sobre o Professor Gustavo L. Bortolazzo

Fisioterapeuta (Unimep), especialista em Osteopatia (UCB-RJ), mestre em Fisioterapia (UNIMEP), doutorando em Anatomia (UNICAMP), professor do Colégio Brasileiro de Osteopatia.

Colégio Brasileiro de Osteopatia.
http://cbosteopatia.com.br/

domingo, 7 de julho de 2013

LINK DA REVISTA VEJA. - IMPORTANTE



LINK DA REVISTA VEJA.

UM ACERVO COM TODAS AS REVISTAS PUBLICADAS DESDE 1968.

VALE A PENA PESQUISAR , LER E REPASSAR.

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ALGUMAS CAPAS BEM INTERESSANTES












segunda-feira, 24 de junho de 2013

Porque não vou a Copa do mundo no Brasil

É disso que o Brasil precisa - “Não, eu não vou à Copa do Mundo”
Vídeo com quase 2 milhões de views em apenas 2 dias denuncia a incoerente situação do Brasil como sede da Copa 2014
     
carla-dauden_0.jpg

“Não, eu não vou à Copa do Mundo”, declina Carla Dauden ao convite para o mundial de 2014, no Brasil.
Esse também é o título da mensagem/protesto no vídeo produzido/apresentado/postado por Carla Dauden, uma jovem brasileira de 23 aninhos que como tantos outros brasileiros, vive fora de seu país para ter acesso à uma educação de qualidade.
 
“Eu vim pros EUA para estudar cinema aos 18 anos, logo depois do terceiro colegial.
 
Me formei em Maio do ano passado, cheguei a trabalhar em uma produtora por sete meses, mas pedi demissão há mais ou menos dois meses para poder me dedicar inteiramente a escrever e dirigir filmes" declarou Carla ao Marcelo Tass ontem em conversa com o apresentador que virou post no blog do apresentador.
 
Conectada à realidade vivida por seus compatriotas Carla demonstra uma lucidez e conhecimento de causa que certamente promoverá um choque de realidade aos que se deram ao trabalho de conferir as bases de sua decisão em não participar do circo da Copa do Mundo.
 
Sugiro às emissoras que contratem logo Carla e renovem sua geração de comentaristas políticos de seus telejornais com jovens de mente privilegiada como a de Carla, que, talvez por estar de fora, tenha uma visão privilegiada do que acontece por aqui, bem debaixo de nossos narizes.
 
Longe de ser o país que a presidenta Rousseff apresentou em seu discurso marqueteiro na apresentação do país como sede da Copa 2014 e, inclusive exibido ao final do vídeo de Carla com uma edição primorosa de imagens, as manifestações que eclodiram pelo país denunciam o ápice da indignação geral que acometeu o povo brasileiro pelos anos de descaso e sucateamento dos serviços básicos essenciais à que todos temos direito, porém não o acesso, e que são elementos primordiais para o tão apregoado desenvolvimento e modernidade da nação a que a presidenta alardeia hoje como se correspondesse à realidade.
 
Enquanto o Governo vende a imagem utópica de "Alice no país das maravilhas" para os gringos, aqiu dentro o gigante despertou e com vontade de colocar as coisas em dia.
 
Recomendo esse vídeo-alerta a todos os que ainda utilizam de suas faculdades mentais e que não são influenciados pela mídia oportunista do Brasil, para que entendam a magnitude do absurdo que está acontecendo em nosso Brasil.
 
A diretora de cinema e fotografia Carla Toledo Dauden, 23 anos, vive em Los Angeles, e coincidentemente chega hoje ao Brasil para visitar sua família em Florianópolis.
 
Confira aqui o vídeo de Carla e reflita na responsabilidade que temos sobre tudo o que está acontecendo na terra brasilis.
 
Estamos aguardando resposta do contato feito com Carla para uma entrevista, e enquanto isso confira a que foi concedida ao site Super Esporte.
"Carla passou grande parte da infância e da adolescência em Florianópolis (SC) e foi para os Estados Unidos há quatro anos, para estudar cinema.
Ela se formou em maio do ano passado e, depois de trabalhar em uma empresa de comerciais para televisão, decidiu se demitir em busca de oportunidades como cineasta e roteirista.
O vídeo que se tornou viral na internet surgiu como um projeto pessoal e só contou com a ajuda de um amigo.
Foi filmado em sua própria sala, com uma câmera própria e equipamentos de luz emprestados.
Ficou pronto há duas semanas, antes da onda de protestos que levou milhares de pessoas às ruas das principais capitais brasileiras.
 
Como surgiu a ideia de fazer o vídeo?
Veio antes das manifestações começarem.
Eu tinha acabado de pedir demissão do local onde estava trabalhando, porque não estava feliz, e estava tentando achar um projeto legal.
Como sempre me incomodou o fato do pessoal dos EUA não conhecer o Brasil, decidi fazer sobre esse tema.
Foi coincidência ser na época dos protestos.
Nunca imaginei que ia gerar tanta discussão.
Várias coisas me motivaram.
A primeira foi mostrar como a situação das pessoas é precária.
Também tive vontade de divulgar para o mundo o que se passa no Brasil, poucos estrangeiros sabem o que realmente acontece aí.
 
Ficou surpresa com a repercussão?
Nunca imaginei que poderia ser compartilhado por todo mundo.
Pessoas de vários países, de todos os cantos do mundo estão me mandando mensagens.
É muito legal ver isso. A maioria dos estrangeiros diz que não tinha ideia e agradece pelo vídeo mostrar o que está acontecendo no país. Também recebi contato de pessoas que trabalharam na Copa do Mundo da África do Sul, que falaram que é isso mesmo.
O dinheiro já foi gasto.
Não é pior se os estrangeiros não vierem ao Brasil?
A intenção não é boicotar a ida de estrangeiros ao Brasil.
Muitas pessoas estão mudando o título do vídeo, que é “Eu não vou para a Copa do Mundo”, para “Não vá para a Copa do Mundo”.
Não é isso.
A minha intenção é chamar a atenção para os problemas do país. A ideia é gerar uma discussão sobre isso.
 
Como foi feito o vídeo?
Eu mesma escrevi e editei, só tive ajuda de um amigo que é diretor de fotografia.
Peguei imagens e pesquisei sobre o assunto na internet.
 
A sua família apoiou?
O meu pai estava me visitando quando eu resolvi fazer.
Ele assistiu e até ajudou a editar.
Todos eles gostaram muito, estão felizes, mas ninguém imaginava a repercussão.
 
O boicote dos estrangeiros na Copa do Mundo é uma forma de solucionar o problema?
Não sei se essa seria uma solução.
Mas é preciso que tentem melhorar os problemas sociais.
Não é necessariamente boicotar.
O meu papel como uma pessoa que mora fora é trazer a atenção das pessoas para os problemas, gerar discussão.
Quando comecei a fazer a pesquisa sobre a situação do Brasil, meu olho encheu de lágrima.
Quando o brasileiro está longe, sente muito pelo nosso povo.
 
E qual seria a sua solução?
Não sou a melhor pessoa para dar essas respostas.
Mas o fato é que não tá bom.
Grupos como o Copa para quem talvez saibam responder melhor.
 
Você gosta de futebol?
Eu gosto.
Mas me irrita um pouco essa obsessão que o Brasil tem pelo futebol.
É muito pão e circo, esses caras (jogadores) ganham um dinheiro absurdo e são idolatrados.
 
Pretende voltar para o Brasil?
Eu amo o meu país.
Quero voltar para aí um dia.
Mas é difícil saber, depende do meu visto americano.
Uma coincidência é que estou indo para o Brasil amanhã (hoje).
 
E vai participar dos protestos?
Pretendo sim.
Minha irmã está super engajada."
*Com a contribuição de informações do blog do Marcelo Tass e do Super Esporte.

quinta-feira, 23 de maio de 2013

O AVESSO DO RÓTULO NESTLÈ

 
boicote
" o que for feito à Terra, será feito aos filhos da Terra."
Na Hungria havia uma fábrica de chocolates, que vendia para o mercado interno e exportava para os países vizinhos e todo o Leste Europeu.
A Nestlé comprou a fábrica, botou todos os funcionários no olho da rua, demoliu as instalações e saiu do país.
A Nestlé não quer concorrência. Se houver...

Nestlé mata Água Mineral São Lourenço (As águas turvas da Nestlé)

Há alguns anos a Nestlé vem utilizando os poços de água mineral de São Lourenço para fabricar a água marca PureLife.
Diversas organizações da cidade vêm combatendo a prática, por muitas razões.
As águas minerais, de propriedades medicinais e baixo custo, eram um eficiente e barato tratamento médico para diversas doenças, que entrou em desuso, a partir dos anos 50, pela maciça campanha dos laboratórios farmacêuticos para vender suas fórmulas químicas através dos médicos.
Mas o poder dessas águas permanece.
Médicos da região, por exemplo, curam a anemia das crianças de baixa renda apenas com água ferruginosa.

Para fabricar a PureLife, a Nestlé, sem estudos sérios de riscos à saúde, desmineraliza a água e acrescenta sais minerais de sua patente.
A desmineralização de água é proibida pela Constituição.

Cientistas europeus afirmam que nesse processo a Nestlé desestabiliza a água e acrescenta sais minerais para fechar a reação.
Em outras palavras, a PureLife é uma água química.
A Nestlé está faturando em cima de um bem comum, a água, além de o estar esgotando, por não obedecer às normas de restrição de impacto ambiental, expondo a saúde da população a riscos desconhecidos.
O ritmo de bombeamento da Nestlé está acima do permitido.

Troca de dutos na presença de fiscais é rotina.
O terreno do Parque das Águas de São Lourenço está afundando devido ao comprometimento dos lençóis subterrâneos.
A extração em níveis além do aceito está comprometendo os poços minerais, cujas águas têm um lento processo de formação.
Dois poços já secaram.
Toda a região do sul de Minas está sendo afetada, inclusive estâncias minerais de outras localidades.
Durante anos a Nestlé vinha operando, sem licença estadual.
E finalmente obteve essa licença no início de 2004.

Um dos brasileiros atuantes no movimento de defesa das águas de São Lourenço, Franklin Frederick, após anos de tentativas frustradas junto ao governo e à imprensa para combater o problema, conseguiu apoio, na Suíça, para interpelar a empresa criminosa.
A Igreja Reformista, a Igreja Católica, Grupos Socialistas e a ONG verde ATTAC uniram esforços contra a Nestlé, que já havia tentado a mesma prática na Suíça.

Em janeiro deste ano, graças ao apoio desses grupos, Franklin conseguiu interpelar pessoalmente, e em público, o presidente mundial do Grupo Nestlé.
Este, irritado, respondeu que mandaria fechar imediatamente a fábrica da Nestlé em São Lourenço.
No dia seguinte, no entanto, o governo de Minas (PSDB), baixou portaria regulamentando a atividade da Nestlé.
Ao invés de aplicar multas, deu-lhe uma autorização, mesmo ferindo a legislação federal.
Sem aproveitar o apoio internacional para o caso, apoiou uma corporação privada de histórico duvidoso.

Se a grande imprensa brasileira, misteriosa e sistematicamente vem ignorando o caso, o mesmo não ocorre na Europa, onde o assunto foi publicado em jornais de vários países, além de duas matérias de meia hora na televisão.
Em uma dessas matérias, o vereador Cássio Mendes, do PT de São Lourenço, envolvido na batalha contra a criminosa Nestlé, reclama que sofreu pressões do Governo Federal (PT), para calar a boca. Teria sido avisado de que o pessoal da Nestlé apóia o Programa Fome Zero e não está gostando do barulho em São Lourenço.

Diga-se também que a relação espúria da Nestlé com o Fome Zero é outro caso sinistro.
A empresa, como estratégia de marketing, incentiva os consumidores a comprar seus produtos, alegando que reverte lucros para o Fome Zero.
E qual é a real participação da Nestlé no programa?
A contratação de agentes e, parece, também fornecendo o treinamento.

Sim, é a mesma famosa Nestlé, que tem sido há décadas alvo internacional de denúncias de propaganda mentirosa, enganando mães pobres e educadores, para substituir leite materno por produtos Nestlé, em um dos maiores crimes contra a humanidade.

A vendedora de leites e papinhas "substitutos" estaria envolvida com o treinamento dos agentes brasileiros do Fome Zero, recolhendo informações e gerando lucros e publicidade nas duas pontas do programa: compradores desejosos de colaborar e famintos carentes de comida e informação.
Mais preocupante: o Governo Federal anuncia que irá alterar a legislação, permitindo a desmineralização "parcial" das águas.
O que é isso?
Como será regulamentado?

Se a Nestlé vinha bombeando água além do permitido e a fiscalização nada fez, como irão fiscalizar agora a tal desmineralização "parcial"?
Além do que, "parcial" ou "integral", a desmineralização é combatida por cientistas e pesquisadores de todo o mundo.
E por que alterar a legislação em um item que apenas interessa à Nestlé?
O que nós, cidadãos, ganhamos com isso?

É simples.

Sabemos que outras empresas, como a Coca-Cola, estão no mesmo caminho da Nestlé, adquirindo terrenos em importantes áreas de fontes de água.
É para essas empresas que o governo governa?
Uma vergonha !!!

Colabore.
Transmita estas informações para outras pessoas e não consuma o que prejudica a saúde.

Mais informações sobre o caso Nestlé em
http://www.circuitodasaguas.org/




Seja bem-vindo e participe de nossa luta!

     
Esta era a Fonte Oriente, a mais antiga do Parque das Águas de São Lourenço, erguida em 1892 e símbolo turístico da comunidade.

A destruição do patrimônio secular que a aética empresa Nestlé Waters empreende no Parque faz coro com a destruição das águas das fontes.

A Fonte Magnesiana, a mais consumida pelos usuários e a água mais antiga a ser distribuída no país, secou há mais de três anos.
As águas da Fonte Vichy, só existente em São Lourenço e na França, está por um fio.

As demais águas vêm sofrendo alterações em sua composição química e perdendo o sabor.

Além disso, a empresa construiu no Parque uma imensa fábrica em local não permitido pela legislação, e também não apresentou EIA/RIMA, o que torna a construção ilegal e sujeita a interdição.

E passou sete anos retirando todos os minerais de uma água riquíssima, o que é ilegal no país, para fabricar uma água artificial cuja produção foi finalmente interditada em outubro de 2004.

Os Parques das Águas das estâncias do Circuito são patrimônio coletivo, e suas águas são medicamentosas e servem para o tratamento de doenças.

Dizemos NÃO à posse e exploração privada do patrimônio das nossas comunidades por empresas.

Diga NÃO junto conosco.

Saiba tudo sobre essa empresa aética que comete crimes ambientais e contra a saúde pública, e sobre os órgãos do governos federal, estadual e municipal que acobertaram e acobertam suas ilegalidades, lendo as matérias e notícias deste sítio.

É chegada a hora de demonstrarmos o nosso repúdio às atividades da Empresa de Águas São Lourenço, que insiste em negar a evidente e continuada agressão ao Parque das Águas e ao meio ambiente da cidade de São Lourenço.

Conclamamos você cidadão, para que nos ajude a dizer não e basta à multinacional Nestlé, mediante a discriminação e negativa de consumo dos produtos que oferecem ao consumo público.

O boicote é um instrumento democrático e eficaz que nós consumidores temos para fazer a Nestlé rever seu comportamento ilícito

Isso significa um dano, talvez, irreversível ao nosso Parque das Águas, à nossa cidade que vive essencialmente do turismo e, por consequëncia, aos cidadãos que nela moram, dela vivem, e nela depositam suas esperanças de uma qualidade de vida adequada.

Assim como é impossível negar a existência do dano, também é impossível suportar sem resistência a desfaçatez de uma atividade predatória como a dessa multinacional, sem pátria e sem coração, que não tem vergonha de nos subtrair um bem que a natureza nos deu.

Não temos dúvida que a justiça se fará mediante a atividade de seus Egrégios Órgãos, mas também não a temos, de que nos cabe o direito de exercermos a legítima defesa , pacífica e ordeira, dos nossos interesses mais essenciais.

É em nome desses interesses legítimos, que conclamamos você cidadão, para que nos ajude a dizer não e basta à multinacional Nestlé, mediante a discriminação e negativa de consumo dos produtos que oferecem ao consumo público.

O boicote é um instrumento democrático e eficaz que nós consumidores temos para fazer a Nestlé rever seu comportamento ilícito.

terça-feira, 21 de maio de 2013

Tempestade solar 'extrema' pode causar apagões generalizados na Terra

Fenômenos acontece neste ano e será capaz de afetar a energia elétrica

Explosão de material solar é registrada nesta erupção proeminente, em imagem divulgada pela Nasa neste mês Foto: Nasa / Divulgação
Explosão de material solar é registrada nesta erupção proeminente, em imagem divulgada pela Nasa neste mês
Foto: Nasa / Divulgação 
Se uma tempestade solar "extrema" a caminho da Terra atingi-la de determinada maneira, é possível que coloque em risco redes elétricas interconectadas ao redor do mundo.
 
Além de criar auroras - austrais e boreais -, esses fenômenos podem provocar a interrupção ou mau funcionamento de uma ampla gama de serviços que utilizam a fundamental energia elétrica, de acordo com especialistas ouvidos na edição deste ano da Electrical Infrastructure Security Summit (Cúpula sobre Segurança na Infraestrutura Elétrica, em tradução livre). As informações são do portal Space.com.

 
"O que (uma tempestade solar) pode fazer - ainda que não cause uma queda de energia em escala continental - é causar um apagão regional", afirmou o pesquisador Daniel Baker. "Imagine algo como, por exemplo, a supertempestade Sandy.
Imagine aquele tipo de tempestade severa - porém causando apagões regionais por semanas.
 
Viver sem energia elétrica realmente afeta toda a nossa sociedade de forma notável."
 
Quando o Sol atingir o ápice de seu ciclo de 11 anos em 2013, os cientistas esperam que áreas ativas da estrela - conhecidas como manchas solares - entrem em erupção, arremessando fluxos de partículas carregadas no Sistema Solar.
 
Tempestades relativamente menores também podem criar blecautes temporários em rádios e perturbar a navegação GPS.

Isso não significa, porém, que todas as erupções solares vão impactar a Terra.
 
A maior parte das chamadas ejeções de massa coronal não são voltadas ao nosso planeta; em vez disso, são disparadas sem causar danos a outras partes do Sistema Solar.
 
Ainda assim, aproximadamente uma vez por século, de acordo com Baker, uma tempestade solar extrema causa impacto terrestre.

No dia 31 de agosto de 2012, o Sol teve uma poderosa erupção que viajou a quase 1,5 mil km/s.
Ela não atingiu diretamente a Terra, mas interagiu com nossa magnetosfera no dia 3 de setembro e o resultado foi esta aurora boreal

 
Filamento de plasma sai do Sol devido à erupção do dia 31.
O registro foi feito por uma sonda da Nasa

Aurora austral é registrada na estação Concordia, na Antártida.
A estação, mantida pela Agência Espacial Europeia (ESA), é usada para o estudo dos efeitos do isolamento no corpo humano.
Durante o inverno, os cientistas quase não podem sair do prédio, já que as temperaturas ficam em uma média de -51°C e o local já chegou a registrar -85°C
As luzes da aurora boreal podem ser vistas na região da Escandinávia,
América do Norte, norte da Escócia e Rússia.
Mas, como alerta o site de turismo da Noruega, nunca se sabe onde
as luzes vão aparecer

Nasa alerta para risco de tempestade geomagnética na Terra

Erupções ocorridas no sol podem afetar alterar sistemas de satélites e redes de energia

Na última quinta-feira, modelos experimentais de pesquisa da Nasa mostraram que as explosões começaram a emitir as partículas no espaço Foto: Divulgação
Na última quinta-feira, modelos experimentais de pesquisa da Nasa mostraram que as explosões começaram a emitir as partículas no espaço
Foto: Divulgação  

Intensas erupções ocorridas no Sol durante esta semana podem provocar, segundo a Nasa, uma tempestade geomagnética na Terra no final de semana.
Segundo a agência espacial americana, bilhões de toneladas de partículas solares foram lançadas ao espaço e podem atingir o planeta, alterando sistemas de telecomunicações e a rede de distribuição de energia elétrica, dependendo da intensidade.

Na última quinta-feira, modelos experimentais de pesquisa da Nasa mostraram que as explosões começaram a emitir as partículas no espaço.
As imagens foram captadas por equipamentos da agência.
Conforme a Nasa, oo Sol está chegando próximo do pico de seu ciclo de atividade, que dura 11 anos, e as explosões são esperadas para esta época.

As radiações nocivas são bloqueadas pela magnetosfera e atmosfera, não podendo alcançar os seres humanos, mas interferem nas frequências de rádio, nas telecomunicações, GPS e redes de energia, podendo fazer também com quem algumas companhias desviem rotas de voos próximos aos polos.